Rurru mi panochia e sua arte nada (con) SENSUAL

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Longe de se definir pelo que a sociedade impõe, o gênero deveria ser em cada caso uma construção individual. Com esta premissa Rurru mi Panochia, alter ego da artista mexicana Almendra Sheira, promove uma visão livre e brincalhona do corpo humano e o que ela entende por sexualidade. A começar por seu alter ego Rurru Mi Panochia, já se vê o quanto a liberdade com o sexo faz parte da vida e, principalmente, do trabalho desta artista. Panochia, em alguns lugares da America Latina, é um sinônimo de vagina. Traduzindo-se assim em Rurru Minha Vagina. Segunda a artista a escolha do nome se deu pelo fato dele ser engraçado e sempre causar risos nas pessoas quando o pronunciam.

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A temática da sua arte gira em torno de fetiches, dissidências de gêneros, deuses pré hispânicos, amputações, tudo isso mesclado em desenhos despretensiosos e cores pasteis remetendo a um universo infantil, sem preconceitos e principalmente sem a culpa que muitas vezes o amadurecimento traz junto com a descoberta do sexo. O intuito da artista é mostrar que a concepção do belo não deve ser unilateral. E que seus desejos não precisam e nem devem se enquadrar em padrões impostos.
Sobre o uso de deuses pré hispânicos em sua obra, Rurru diz que sempre se interessou sobre arte erótica e pornô na cultura Greco-romana até que na universidade iniciou uma investigação sobre a cultura sexual que existia nos povos que habitavam seu país e desde então esses elementos se tornaram frequentes em seu trabalho.

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Hot Spot – Conheça um dos maiores museus a céu aberto no Brasil

Pq das Aguas_menParque das Águas – A mais recente ala museal do Parque Histórico, inaugurada em 2015

Existe hoje uma onda de novos museus pelo país, a implantação e atuação desses museus no Brasil é recente e crescente, esse fenômeno é resultado de uma série de fatores: políticos, sociais, econômicos e culturais, a própria dimensão do entendimento da instituição museu ganhou novos significados e significações nas últimas décadas, deixando um pouco de lado aquela velha imagem de um espaço elitista e formal, aliás, velho, foi um dos termos do imaginário coletivo acerca da instituição que gradativamente vem sendo desmistificado, o interesse latente do público por esses espaços demonstra isso. Outros fatores como a democratização do acesso ao público, a dinamização das atividades museais, abertura para participação comunitária e financiamento via renuncia fiscal, favoreceram o crescimento e firmamento do setor.
Hoje podemos dizer que os museus já estão se tornando parte da vida cotidiana dos brasileiros, ou de uma parcela significativa deles, e isso é incrível! No Hot Spot de hoje, vamos falar um pouco do Parque Histórico de Carambeí, um dos maiores museus históricos a céu aberto do país, que dedica seus esforços na preservação da memória dos imigrantes holandeses em um parque com alas museais temáticas belíssimo, que é também um dos três museus mais visitados no Estado do Paraná.

10006258_830327233676617_6862506469461119839_nO Parque das Águas representa a arquitetura típica holandesa e a relação com diques, canais e pontes na engenharia das águas.

Localizado numa pequena e encantadora cidadezinha do interior do Paraná, próxima a Curitiba, com pouco menos de 20.000 habitantes, o museu se destaca pela sua dimensão territorial em seus mais de 110 mil m² e por ser um projeto privado de caráter sociocultural com o compromisso de preservar a memória dos imigrantes que se estabeleceram na cidade de Carambeí e assim difundir a cultura dos Países Baixos, pois, a imigração massiva da cidade foi neerlandesa. Inspirado nos museus escandinavos de folclore, onde os visitantes podem interagir com o acervo e com a arquitetura, o Parque reproduziu uma pequena vila histórica dos anos 1930 em tamanho natural, para representar toda a dinâmica social da antiga colônia de holandeses, pautado é claro, na experiência do visitante e no conceito de interação.

DJI00251A Vila Histórica reproduzindo a antiga Colônia de imigrantes dos anos 1930

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Outra ala interessante é o recém inaugurado Parque das Águas, um complexo museal destinado a ilustrar o controle do fluxo das águas pelo povo holandês, em casas temáticas que abordam temáticas como sustentabilidade, economia criativa e cooperativismo, inclusive há uma casa construída somente com material ecológico, possui abastecimento por luz solar e os canais do complexo são abastecidos somente com água da chuva, enfim, responsabilidade ambiental passada por gerações.

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O ambiente proporciona uma verdadeira imersão na história e cultura local e isso é muito bacana, logo na entrada do Parque há uma ponte pênsil de origem holandesa para atravessar um pequeno canal, mais adiante avista-se uma bela casa de arquitetura típica da Renascença daquele país.

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Not Art – Pinturas Clássicas revisitadas pelo design geométrico

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Mash-up art é uma categoria de arte que se popularizou pela web, das reinterpretações das Princesas Disney viralizadas a exaustão à pôsteres do cinema, dentre tanta informação e arte de gosto duvidoso, eis que surge o projeto de design Not Art, encabeçado pelos artistas e designers Tamer AlMasri e Mothanna Husseinm que buscam nesse projeto, combinar linhas e formas simétricas e justapô-las com pinturas clássicas do passado. Um exercício lúdico que em alguns casos, mostra a relação de formas e em outros simplesmente recriam uma bela obra de arte, a seu modo, é claro, dando a esses produções um novo significado.

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Sutileza e serenidade na música de Júníus Meyvant

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Ele não é propriamente um artista novo na música, quer dizer, é relativamente novo, já que nesse mundo de instantaneidades o novo é superestimado. O talentoso islandês Júníus Meyvant, músico, compositor e cantor conseguiu um certo sucesso em sua terra natal com seu single de estréia Color Decay, em 2014, chegando ao #1 na Rádio Nacional da Islândia e conquistando também o título de canção do ano pela KEXP. Em 2015 lançou um EP homônimo e conquistou mais, foi a estrela dos Iceland Music Awards e ganhou os prêmios de Melhor Canção e Revelação.

Para uma carreira curta e um repertório ainda menor, Júníus revela um currículo considerável, mas como? Sua música é tomada por um pop-folk-soul-gospel inusitado e confortável, melodias serenas e composições delicadas, aquele tipo de música que te faz sonhar e transcender a um espírito de leveza, seu pocket show na rádio KEXP acompanhado por nove músicos evidencia o talento latente do garoto e sua vocação em emocionar e acalentar os corações. Sem sombras de duvidas, um nome a se tomar nota!

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A Fotografia subversiva do Coletivo Gorsad Kiev

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Antes da cantora MØ mostrar um lado oculto da juventude periférica ucraniana no clipe de Kamikaze, de uma forma bem estilizada, é claro, o Coletivo Gorsad Kiev, que nós também já falamos aqui, mostrava, a um bom tempo, um lado cru do ‘jardim urbano’, tradução literal de Gorsad, do que é ser jovem em Kiev. Com uma estética pautada nos preceitos do “faça você mesmo”, com elementos da cultura underground, o trio registra retratos subversivos dessa parcela da população vulnerável e oterside. As imagens contrastam com os incidentes devastadores que estão afligindo o país e muitas vezes apontam para a ambiguidade da sexualização desses jovens, mostrando uma geração positiva que não se abala com os conflitos bélicos da região.

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A imagem apoteótica na obra de Agnieszka Osipa

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Um universo repleto de detalhes, mistério e figuras imponentes que emergem de cenários sólidos, essa é a composição do trabalho da artista Agnieszka Osipa, uma designer de moda que reside em Gliwice, Polônia. Seu trabalho consiste na criação de trajes majestosos e sublimes, cada peça apresentada é feita à mão, onde a artista dedica toda a sua atenção aos detalhes, com superfícies inteiras sendo intricadas e frisadas em projetos complexos. Uma fusão astuta com referências que vão da apoteose medieval à mitologia celeste, com um toque fresco e contemporâneo, o resultado artesanal do seu delicado trabalho em trajes e adereços de cabeça transformam suas roupas em verdadeiras obras de arte.

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O punk tropical das chicas do Kumbia Queers

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A emergência de um discurso político e de empoderamento na cena cultural não é algo realmente recente, o próprio queer aparece nos mais diversos segmentos musicais como uma alternativa ao questionamento e a visibilidade, nomes como Le1f, SSION, Hunx and His Punx, THEESatisfaction, vem se destacando no gênero e abrindo caminho para outros projetos, um deles é o Kumbia Queers, um grupo musical composto por seis chicas entre argentinas e uma mexicana. O projeto se iniciou em Buenos Aires em 2007, onde a princípio suas participantes tocavam covers de Madonna, Ramones e Black Sabbath, parodiando-os para o ritmo de cumbia, com letras cheias de queerzismos e muito humor. Elas possuem quatro discos lançados, desde então, Kumbia Nena de 2007, La Gran Estafa del Tropipunk (2010), Pecados Tropicales (2012) e o recém lançado Canta y no Llores.

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A mescla entre o ritmo de cumbia e o punk juntamente com muito groovy não poderia estar mais afinada, e faz qualquer um dançar desde o primeiro instante de audição. ¡Que lo disfruten!

¡que lo disfruten!

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Projeto Ínsual, e a transição do ser humano ao Ciborgue

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Já é um fato que hoje não saberíamos viver sem a tecnologia que se desenvolve dia a dia e ademas de não nos surpreendermos com todos os avanços, nos adaptamos as novidades como que em um passe de mágica e já estamos impacientes por mais. Passamos todos os dias com o celular grudado ao corpo, levamos para a cama e provavelmente é a ultima coisa que vemos antes de dormir e também a primeira ao despertar. Computadores, tablets, gadgets, futuros lançamentos como google glass o nem tão futuro assim, Apple watch, redes sociais, espaço virtual, como diria um famoso ditado popular: “O futuro é agora” não poderia estar mais certo. A relação homem e máquina é cada vez mais íntima, nos acostumamos com a tela fria e queremos mais, o que nos da a entender que a transição para o ciborgue já está perto de acontecer, quase podemos sentir e enquanto isso não acontece nos resta imaginar. Pensando nisso Jon Jacoson, artista chileno e Daniel Ramos Obregón, fashion designer colombiano se uniram para realizar o Projeto Ínsula, utilizando de plataformas digitais deram vida a uma pequena parábola que poderia ser a fusão final do humano com a máquina.

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