O afronte do coletivo Yrenes

O afronte do coletivo Yrenes

Conheci o coletivo multitalentoso Yrenes ano passado, 2016, e confesso que minha vida foi transformada por cada movimento eterno, que são produzidos em suas performances. Cada nova apresentação é um novo ato político.

Yrenes; “gíria usada para denominar pessoas mais velhas ou que pensam de uma maneira antiga”. Continue Reading

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Imagens de Brasília em 1966

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Brasília é uma cidade que levanta debates polêmicos em relação a sua arquitetura, existem muitos que apoiam o projeto e muitos que são contra. Nos anos 1960, acreditava-se que a cidade teria um grande potencial de desenvolvimento ou que entraria em um processo de auto destruição. Cesare Casati, um fotográfo italiano, veio ao Brasil em 1966 e registrou imagens de Brasília, as quais foram posteriormente publicadas na revista de arquitetura Domus.  Cesare diz que a primeira impressão da cidade causava grande choque, o tipo de choque que está sempre envolvido com o progresso, fazendo-nos sentir despreparados: um sinal que a realidade muda mais rápido do que somos capazes de absorver.

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As estampas icônicas e divertidas da marca Quiche

“É como se nós levássemos nossas referencias favoritas de cultura pop para jantar”, assim os donos da marca de camisetas Quiche, João Rodolfo e Rodrigo Cavalheiro, explicam da onde saem as inspirações na hora de criar estampas que misturam duas referências totalmente opostas e que acabam tendo uma conversa esteticamente harmoniosa.

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Apenas com pouco menos de um mês de lançamento, a marca surgiu após os dois parceiros terem uma noite regrada de catuaba e conversas filosóficas sem sentido. João, 22 anos, estudante de Marketing, e Rodrigo, 23 anos, estudante de Design, começaram a trocar ideias sobre quais rumos tomarem profissionalmente com pouco menos de dois anos para ambos se formarem em suas respectivas faculdades. “Começamos a conversar sobre diferentes ideias que nos ajudariam a desenvolver nossos portfólios e foi daí que surgiu a ideia da quiche”. João cuida da parte de desenvolver as estampas, assim como a distribuição e confecção, já Rodrigo responsabiliza-se pela identidade visual da marca.

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“Antes de a ideia surgir, ambos já tínhamos várias criações espalhadas pelo Tumblr, com o intuito de simples compartilhamento. Foi a partir disso que pensamos em transformar essas inúmeras concepções em empreendimento. A internet atualmente possibilita muito disso; diferentes plataformas têm ajudado muito a minha geração na hora de espalhar trabalhos e conseguir reconhecimento… é demais!”.

A personalidade da marca vem de dois personagens, Babe Walker, surgida em 2010, que ficava reclamando do seu terapeuta no Twitter, e da menina mimada e egocêntrica Ja’mie King, da série Private School Girl. “A Quiche é uma pessoa com um humor totalmente irônico e despojado, ela dá bola para assuntos sérios, mas prefere fingir que não, prefere irritar, de uma maneira tolerável, é claro.”.

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Quiche, ainda nova mercado, está atuando no Instagram, com uma coleção que mistura o desenho “Sailor Moon” com o reality show incrível das “The Real Housewives”. “Estamos com planos de fazer outra coleção que mistura It Girls com seitas satânicas. Também estamos trabalhando em maneiras de produzir conteúdos para a página da marca no Facebook, que muita gente pediu.”.

Para acompanhar e fazer parte desse universo é só a Quiche nas redes sociais.

“Esperamos inspirar nossos amigos e outras pessoas de diferentes cenários a colocarem em pratica seus projetos, através de um trabalho colaborativo e aproveitar da melhor maneira possível o que a internet nos dispõe de armas de divulgação e desenvolvimento”.

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ArtiKin – O aplicativo que vai se tornar o seu guia cultural favorito

A nova plataforma de curadoria e criação de conteúdo direcionado ao mundo das artes chega com a proposta de aproximar, divulgar e ajudar na organização da agenda dos seus usuários, com uma constante atualização de novas exposições que estão rolando na cidade. O ArtiKin vem como um aplicativo que busca facilitar a contemplação da arte dentro de um guia cultural que funciona de maneira prática e acessível.

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Com um design muito bem pensado, desenvolvido com features (seção ROTAS propõe trajetos elaborados para o aproveitamento da tour focado em arte, assim como a seção AULAS, que lista cursos, palestras e workshops sobre arte) e informações bem organizadas. As exposições estão listadas por datas de encerramento, em contagem regressiva. Ou seja, as exposições que estão quase acabando ficam no topo da lista, ganhando assim, uma priorização maior.

A plataforma não se limita apenas ao aplicativo, é possível também receber um zine mensal impresso que complementa todo o conteúdo digital do app, além disso há um canal no YouTube com videoaulas sobre arte contemporânea; e futuramente a ideia é trazer uma vitrine online que irá dispor de uma seleção especial de obras para aquisição.

O Artikin é um projeto independente e super inovador, que visa levar a arte para a vida das pessoas de forma leve e smart, através de uma equipe de colaboradores que não resistem a uma boa curadoria e pesquisa de arte. Por enquanto, o aplicativo funciona apenas na cidade de São Paulo, mas em breve, outras cidades serão incluídas.

O app está disponível gratuitamente para IOS e Android.

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As ilustrações da polonesa Agnieszka Sukiennik

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Com sede em Varsóvia, a polonesa Agnieszka Sukiennik é como uma boa parte dos criativos de sua geração, não se atém em apenas uma qualidade específica, designer independente, artista visual e ilustradora de moda. Ela concentra seu talento em tentar transmitir a natureza global na ambiguidade do ser humano em ilustrações surrealistas.

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O trabalho ácido do artista Marcelo Fiedler

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O trabalho do artista curitibano Marcelo Fiedler, 29 anos, que encontrei no Instagram (estava em uma vibe 80’s e fui pro ig buscar por referências), que começou desde muito cedo a ilustrar e foi aperfeiçoando sua técnica com o passar do tempo, hoje faz com que embarquemos em uma maravilhosa trip com as cores ácidas que são sentidas em suas obras.

Com uma bagagem influenciada por artistas como Keith Hering, Simon Landrein e desenhos dos anos 90’s, percebe-se em seu trabalho a constante presença de mulheres em situações cotidianas, com um ar de mistério e apresentam enormes bolas, como, um yin yang de ácido, no lugar dos olhos tornando mais complicado o relacionamento dos personagens com o espectador. Sobre isso, Fiedler diz “sempre me relacionei com mulheres que tem um ~que~ meio parecido comigo, você não sabe muito bem onde essa pessoa quer chegar, é um negócio aberto, mas não é”.

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O Instrumental mágico de Nancy Leticia

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Sabe aquela batida que consegue fazer com que você se desligue do real e esqueça a ansiedade por um breve momento? É assim que dá para descrever o trabalho da canadense Nancy Leticia, compositora e produtora musical. Seu instrumental melancólico e com referências que vão desde computadores, mídias sociais e tudo que molda o comportamento das pessoas nos tempos atuais dentro do digital, consegue fazer com que suas produções sensíveis te façam sentir dentro de um mundo cheio de My Little Ponys.

Nancy faz parte do time da Noise Collector, que une diferentes produtores musicais, que trabalham em cima de criações de novos sons que evoquem sensações similares a emoções, sentimentos e memórias. Com dois EP’s lançados, Perma*Smile (2013) e Love Dream (2015), a última coisa que você deve esperar é escutar algum de seus trabalhos experimentais nas rádios, “Agora o meu único objetivo é fazer música, e fazer da maneira que quero e gosto. Sinto-me mais inspirada assim. Sinto que se eu quisesse ganhar dinheiro em cima da minha música, então a produção dela se tornaria sobre isso, em outros casos, se tornaria um trabalho”.

No seu último EP, Love Dream, Nancy consegue fazer com que cada composição transmita uma sensação sexy e cheia de nostalgia, dentro de uma estética vaporwave, seja na faixa dreamy de “Bitches” ou na obscura “I Like Your Fake Rose Tattoo”.

Sem previsões de um novo EP, sua conta no Soundclound é constantemente atualizada com alguma nova produção que cada vez mais provocam sensações que nenhuma placa de vídeo consegue.

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Rurru mi panochia e sua arte nada (con) SENSUAL

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Longe de se definir pelo que a sociedade impõe, o gênero deveria ser em cada caso uma construção individual. Com esta premissa Rurru mi Panochia, alter ego da artista mexicana Almendra Sheira, promove uma visão livre e brincalhona do corpo humano e o que ela entende por sexualidade. A começar por seu alter ego Rurru Mi Panochia, já se vê o quanto a liberdade com o sexo faz parte da vida e, principalmente, do trabalho desta artista. Panochia, em alguns lugares da America Latina, é um sinônimo de vagina. Traduzindo-se assim em Rurru Minha Vagina. Segunda a artista a escolha do nome se deu pelo fato dele ser engraçado e sempre causar risos nas pessoas quando o pronunciam.

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A temática da sua arte gira em torno de fetiches, dissidências de gêneros, deuses pré hispânicos, amputações, tudo isso mesclado em desenhos despretensiosos e cores pasteis remetendo a um universo infantil, sem preconceitos e principalmente sem a culpa que muitas vezes o amadurecimento traz junto com a descoberta do sexo. O intuito da artista é mostrar que a concepção do belo não deve ser unilateral. E que seus desejos não precisam e nem devem se enquadrar em padrões impostos.
Sobre o uso de deuses pré hispânicos em sua obra, Rurru diz que sempre se interessou sobre arte erótica e pornô na cultura Greco-romana até que na universidade iniciou uma investigação sobre a cultura sexual que existia nos povos que habitavam seu país e desde então esses elementos se tornaram frequentes em seu trabalho.

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