As ilustrações da polonesa Agnieszka Sukiennik

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Com sede em Varsóvia, a polonesa Agnieszka Sukiennik é como uma boa parte dos criativos de sua geração, não se atém em apenas uma qualidade específica, designer independente, artista visual e ilustradora de moda. Ela concentra seu talento em tentar transmitir a natureza global na ambiguidade do ser humano em ilustrações surrealistas.

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O trabalho ácido do artista Marcelo Fiedler

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O trabalho do artista curitibano Marcelo Fiedler, 29 anos, que encontrei no Instagram (estava em uma vibe 80’s e fui pro ig buscar por referências), que começou desde muito cedo a ilustrar e foi aperfeiçoando sua técnica com o passar do tempo, hoje faz com que embarquemos em uma maravilhosa trip com as cores ácidas que são sentidas em suas obras.

Com uma bagagem influenciada por artistas como Keith Hering, Simon Landrein e desenhos dos anos 90’s, percebe-se em seu trabalho a constante presença de mulheres em situações cotidianas, com um ar de mistério e apresentam enormes bolas, como, um yin yang de ácido, no lugar dos olhos tornando mais complicado o relacionamento dos personagens com o espectador. Sobre isso, Fiedler diz “sempre me relacionei com mulheres que tem um ~que~ meio parecido comigo, você não sabe muito bem onde essa pessoa quer chegar, é um negócio aberto, mas não é”.

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O Instrumental mágico de Nancy Leticia

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Sabe aquela batida que consegue fazer com que você se desligue do real e esqueça a ansiedade por um breve momento? É assim que dá para descrever o trabalho da canadense Nancy Leticia, compositora e produtora musical. Seu instrumental melancólico e com referências que vão desde computadores, mídias sociais e tudo que molda o comportamento das pessoas nos tempos atuais dentro do digital, consegue fazer com que suas produções sensíveis te façam sentir dentro de um mundo cheio de My Little Ponys.

Nancy faz parte do time da Noise Collector, que une diferentes produtores musicais, que trabalham em cima de criações de novos sons que evoquem sensações similares a emoções, sentimentos e memórias. Com dois EP’s lançados, Perma*Smile (2013) e Love Dream (2015), a última coisa que você deve esperar é escutar algum de seus trabalhos experimentais nas rádios, “Agora o meu único objetivo é fazer música, e fazer da maneira que quero e gosto. Sinto-me mais inspirada assim. Sinto que se eu quisesse ganhar dinheiro em cima da minha música, então a produção dela se tornaria sobre isso, em outros casos, se tornaria um trabalho”.

No seu último EP, Love Dream, Nancy consegue fazer com que cada composição transmita uma sensação sexy e cheia de nostalgia, dentro de uma estética vaporwave, seja na faixa dreamy de “Bitches” ou na obscura “I Like Your Fake Rose Tattoo”.

Sem previsões de um novo EP, sua conta no Soundclound é constantemente atualizada com alguma nova produção que cada vez mais provocam sensações que nenhuma placa de vídeo consegue.

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Rurru mi panochia e sua arte nada (con) SENSUAL

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Longe de se definir pelo que a sociedade impõe, o gênero deveria ser em cada caso uma construção individual. Com esta premissa Rurru mi Panochia, alter ego da artista mexicana Almendra Sheira, promove uma visão livre e brincalhona do corpo humano e o que ela entende por sexualidade. A começar por seu alter ego Rurru Mi Panochia, já se vê o quanto a liberdade com o sexo faz parte da vida e, principalmente, do trabalho desta artista. Panochia, em alguns lugares da America Latina, é um sinônimo de vagina. Traduzindo-se assim em Rurru Minha Vagina. Segunda a artista a escolha do nome se deu pelo fato dele ser engraçado e sempre causar risos nas pessoas quando o pronunciam.

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A temática da sua arte gira em torno de fetiches, dissidências de gêneros, deuses pré hispânicos, amputações, tudo isso mesclado em desenhos despretensiosos e cores pasteis remetendo a um universo infantil, sem preconceitos e principalmente sem a culpa que muitas vezes o amadurecimento traz junto com a descoberta do sexo. O intuito da artista é mostrar que a concepção do belo não deve ser unilateral. E que seus desejos não precisam e nem devem se enquadrar em padrões impostos.
Sobre o uso de deuses pré hispânicos em sua obra, Rurru diz que sempre se interessou sobre arte erótica e pornô na cultura Greco-romana até que na universidade iniciou uma investigação sobre a cultura sexual que existia nos povos que habitavam seu país e desde então esses elementos se tornaram frequentes em seu trabalho.

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Hot Spot – Conheça um dos maiores museus a céu aberto no Brasil

Pq das Aguas_menParque das Águas – A mais recente ala museal do Parque Histórico, inaugurada em 2015

Existe hoje uma onda de novos museus pelo país, a implantação e atuação desses museus no Brasil é recente e crescente, esse fenômeno é resultado de uma série de fatores: políticos, sociais, econômicos e culturais, a própria dimensão do entendimento da instituição museu ganhou novos significados e significações nas últimas décadas, deixando um pouco de lado aquela velha imagem de um espaço elitista e formal, aliás, velho, foi um dos termos do imaginário coletivo acerca da instituição que gradativamente vem sendo desmistificado, o interesse latente do público por esses espaços demonstra isso. Outros fatores como a democratização do acesso ao público, a dinamização das atividades museais, abertura para participação comunitária e financiamento via renuncia fiscal, favoreceram o crescimento e firmamento do setor.
Hoje podemos dizer que os museus já estão se tornando parte da vida cotidiana dos brasileiros, ou de uma parcela significativa deles, e isso é incrível! No Hot Spot de hoje, vamos falar um pouco do Parque Histórico de Carambeí, um dos maiores museus históricos a céu aberto do país, que dedica seus esforços na preservação da memória dos imigrantes holandeses em um parque com alas museais temáticas belíssimo, que é também um dos três museus mais visitados no Estado do Paraná.

10006258_830327233676617_6862506469461119839_nO Parque das Águas representa a arquitetura típica holandesa e a relação com diques, canais e pontes na engenharia das águas.

Localizado numa pequena e encantadora cidadezinha do interior do Paraná, próxima a Curitiba, com pouco menos de 20.000 habitantes, o museu se destaca pela sua dimensão territorial em seus mais de 110 mil m² e por ser um projeto privado de caráter sociocultural com o compromisso de preservar a memória dos imigrantes que se estabeleceram na cidade de Carambeí e assim difundir a cultura dos Países Baixos, pois, a imigração massiva da cidade foi neerlandesa. Inspirado nos museus escandinavos de folclore, onde os visitantes podem interagir com o acervo e com a arquitetura, o Parque reproduziu uma pequena vila histórica dos anos 1930 em tamanho natural, para representar toda a dinâmica social da antiga colônia de holandeses, pautado é claro, na experiência do visitante e no conceito de interação.

DJI00251A Vila Histórica reproduzindo a antiga Colônia de imigrantes dos anos 1930

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Outra ala interessante é o recém inaugurado Parque das Águas, um complexo museal destinado a ilustrar o controle do fluxo das águas pelo povo holandês, em casas temáticas que abordam temáticas como sustentabilidade, economia criativa e cooperativismo, inclusive há uma casa construída somente com material ecológico, possui abastecimento por luz solar e os canais do complexo são abastecidos somente com água da chuva, enfim, responsabilidade ambiental passada por gerações.

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O ambiente proporciona uma verdadeira imersão na história e cultura local e isso é muito bacana, logo na entrada do Parque há uma ponte pênsil de origem holandesa para atravessar um pequeno canal, mais adiante avista-se uma bela casa de arquitetura típica da Renascença daquele país.

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Not Art – Pinturas Clássicas revisitadas pelo design geométrico

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Mash-up art é uma categoria de arte que se popularizou pela web, das reinterpretações das Princesas Disney viralizadas a exaustão à pôsteres do cinema, dentre tanta informação e arte de gosto duvidoso, eis que surge o projeto de design Not Art, encabeçado pelos artistas e designers Tamer AlMasri e Mothanna Husseinm que buscam nesse projeto, combinar linhas e formas simétricas e justapô-las com pinturas clássicas do passado. Um exercício lúdico que em alguns casos, mostra a relação de formas e em outros simplesmente recriam uma bela obra de arte, a seu modo, é claro, dando a esses produções um novo significado.

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Sutileza e serenidade na música de Júníus Meyvant

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Ele não é propriamente um artista novo na música, quer dizer, é relativamente novo, já que nesse mundo de instantaneidades o novo é superestimado. O talentoso islandês Júníus Meyvant, músico, compositor e cantor conseguiu um certo sucesso em sua terra natal com seu single de estréia Color Decay, em 2014, chegando ao #1 na Rádio Nacional da Islândia e conquistando também o título de canção do ano pela KEXP. Em 2015 lançou um EP homônimo e conquistou mais, foi a estrela dos Iceland Music Awards e ganhou os prêmios de Melhor Canção e Revelação.

Para uma carreira curta e um repertório ainda menor, Júníus revela um currículo considerável, mas como? Sua música é tomada por um pop-folk-soul-gospel inusitado e confortável, melodias serenas e composições delicadas, aquele tipo de música que te faz sonhar e transcender a um espírito de leveza, seu pocket show na rádio KEXP acompanhado por nove músicos evidencia o talento latente do garoto e sua vocação em emocionar e acalentar os corações. Sem sombras de duvidas, um nome a se tomar nota!

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A Fotografia subversiva do Coletivo Gorsad Kiev

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Antes da cantora MØ mostrar um lado oculto da juventude periférica ucraniana no clipe de Kamikaze, de uma forma bem estilizada, é claro, o Coletivo Gorsad Kiev, que nós também já falamos aqui, mostrava, a um bom tempo, um lado cru do ‘jardim urbano’, tradução literal de Gorsad, do que é ser jovem em Kiev. Com uma estética pautada nos preceitos do “faça você mesmo”, com elementos da cultura underground, o trio registra retratos subversivos dessa parcela da população vulnerável e oterside. As imagens contrastam com os incidentes devastadores que estão afligindo o país e muitas vezes apontam para a ambiguidade da sexualização desses jovens, mostrando uma geração positiva que não se abala com os conflitos bélicos da região.

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