O inusitado e o surreal na fotografia de Brian Oldham

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Ele é o novo queridinho da cena, pipocou em todos os sites e blogs de arte e está no seleto grupo de artistas contemporâneos a compor o prestigiado catálogo da Galeria Saatchi. Com um trabalho constante, as produções do jovem artista de Los Angeles, Brian Oldham, derivam de uma visão rica e extraordinária com base na abordagem conceitual para uma variedade de temas, desde a imagem do auto-retrato à diferentes contrastes e possíveis conexões entre a natureza e o homem, que vão para além dos limites do tempo e espaço. O inusitado e o surreal fazem parte do escopo que compõe sua arte e atrai uma quantidade bem significativa de admiradores, mostrando que artistas que nascem na era web, não necessariamente permanecem nela, Oldham mostra justamente o contrário, rompendo as barreiras e levando seu trabalho para as mais prestigiadas galerias e museus. Uma ode ao século XXI.

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O eletrônico sombrio e experimental do Lorn

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Natural de Wisconsin, Marcos Ortega, conhecido pelo nome artístico de Lorn, tem se destacado na cena eletrônica underground – com uma pegada obscura e sombria, o Dj e produtor assinou com o selo Ninja Tune do Flying Lotus e desde então tem apresentado um conjunto de produções concisas e mais elaboradas, em sintonia com um projeto visual igualmente competente. Seu último vídeo Acid Rain, incrível, diga-se de passagem, demonstra esse amadurecimento. Tem tudo pra embalar as pistas darks mais espertas por aí.

Para conhecer mais:
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O universo inquietante nas ilustrações de Igor Oliver

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Engana-se quem pensa que Curitiba, hoje, não tem uma cena emergente de arte e cultura, a capital paranaense tem crescido vertiginosamente na produção artística e revelado grandes talentos, prova disso é o trabalho do promissor ilustrador e artista visual Igor Oliver e seu projeto Sociedade da Mente Arte – um projeto que reúne suas ilustrações, poemas e imaginações. Imaginação, essa que não lhe falta, seu universo em papel é inquietante, seus personagens misturam estranhas sensações e perturbações exaltando elementos como a solidão no olhar, ingenuidade, erotismo e fantasia. A síntese de tudo isso se concentra na figura do coelho, como ponto dessa ingenuidade, inteligência e astúcia. Autodidata, o artista utiliza uma série de técnicas em nanquim, aquarela, grafite e caneta posca, para compor seu trabalho. O universo onde residem seus personagem são o refúgio do artista, que constrói pequenas narrativas íntimas, das quais transformam-se em poesia através de seu traço e sua percepção estética.

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Hayley Kiyoko e suas faces

Hayley tinha passado um pouco despercebida do cenário musical com o seu primeiro EP intitulado “A Belle to Remember” em 2013 mas parece que a cantora, atriz, roteirista, diretora e musinha resolveu dar novas caras ao seu som, que em seu segundo EP “This Side Of Paradise” aparece muito mais rico em detalhes e vibrante, com algumas batidas kinda 80’s.
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Hayley bateu essa semana os 2 milhões de views com seu mais novo clipe fofo “Girls Like Girls”, dirigido pela mesma junto com o produtor e multi-instrumentalista James Flannigan. Com uma fotografia de encantar, o vídeo conta a história de um amor lésbico adolescente com um desfecho mais que sensacional. A mocinha tem investido forte na linguagem visual desse novo EP e todas as artes e clipes produzidos recentemente estão impecáveis. Pra ficar de olho!


Quer ouvir mais?
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Conheça o pop contemporâneo da Kiiara

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Todos os dias nós somos expostos músicas novas e artistas que são tidos como promessas para o cenário musical, mas nem sempre a maioria deles recebe atenção suficiente para nos fazer ouvir mais do que apenas a sua música de trabalho. Com “ Gold”, no entanto, faixa de estreia da mais nova revelação pop Kiiara, temos a sensação de que ouvir a sua faixa – escrita por ela e produzida por Felix Snow – apenas uma vez não será algo fácil de fazer.

A garota de apenas 20 anos, que durante o dia trabalha em uma loja de Hardware no estado de Illinois nos Estados Unidos, salva as horas vagas para focar em seu projeto paralelo e compor músicas para si mesma. O single é uma mistura de pop com um trap encorpado,  e a voz doce e sussurrada da cantora, formam uma melodia que gruda na cabeça.

A artista já está tocando nas rádios de Los Angeles, e já ganhou reconhecimento de artistas como Tove Lo e Vanic. Seu EP intitulado “Meet Me In The Cornfield” ainda não tem estreia prevista.

 

 

 

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O refúgio fotográfico de Crystal Wings

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Bastante conhecida no Flickr sob o pseudônimo de Crystal Wings ou Moon Hearted, a fotógrafa de identidade misteriosa encanta com tamanha sutileza de seu trabalho. As técnicas são mistas, sobreposição, manipulação, aplicação e inúmeras possibilidades que possam dar na telha da artista, que também transborda inspiração e imaginação, aliás, imaginação é o que não lhe falta – com cenários simples, poucos elementos e sensibilidade consegue transpor fragmentos lúdicos de um refúgio fotográfico que encanta aos olhos e transporta o espectador aos seus mais íntimos dos sonhos.

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Colagens contestadoras de Charles Wilkin

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A colagem é aquele estilo de arte que de cara já gera um fascínio, ela permeia entre o DIY underground de protesto, os diários das girls bathroom e a mixed media, mas é claro, com técnicas e conceitos legítimos. O fascínio vem justamente do poder de um artista poder realizar sua arte sobre algo já posto e existente com um toque identitário, uma intervenção, uma referência ou mesmo sua própria marca. A obra do artista Charles Wilkin, trabalha justamente isso, colagens que investigam a luta inata entre causa e efeito, derivada principalmente das manchetes dos jornais e tabloides – Wilkin transpõe essa desarticulação de sobrecarga de mídia e consumo alvejadas em analogias tangíveis, ou seja, utiliza-se do efeito imagético da mídia sobre nós para contestar o efeito midiático.

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O feminismo antropofágico de Rebeca Queiroz

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Rebeca Queiroz é uma designer e ilustradora recifense que tem em seus desenhos uma forma de expressão onde procura demonstrar seus pensamentos e levar quem os observa para dentro do seu universo feminista. Sua arte nos apresenta um feminismo antropofágico que retrata o poder da mulher em concordância com a serpente, o universo e a natureza. Ou seja, elementos poderosos com uma força representativa enorme dentro do seu próprio contexto unificados através do papel, do lápis e da caneta nanquim.
Muito além do autobiográfico, seus desenhos retratam referencias escondidas dentro de livros, frases de músicas ou diálogos de filmes. Alguns desenhos foram criados inspirados nos universos paralelos de Hilda Hilst, Eduardo Galeano, Björk, FKA Twigs, Nina Simone e Lamb. Outros contam cenas do seu próprio mundo.
Para acompanhar o trabalho da artista basta segui-la no instagram. Toda semana mais um pedaço fascinante deste universo nos é revelado através dele.

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