O neon não é nenhuma novidade. Entra estação, sai estação e ele continua na moda. É daquelas tendências que sempre estão nas revistas, tanto nas roupas quanto nos acessórios e devido a sua superexposição e impacto visual das peças, cai logo em desuso pelos fashionistas que já estão a procura de novidades. As imagens postadas aqui mostram que é possível sim montar um look elegante e atemporal usando peças tão chamativas e que o neon pode (e deve) ficar por mais algumas temporadas no nossos armários.

 

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Um homem obcecado pelo tempo. Seria o início comum de uma história senão pelo modo como o animador Michael Please decidiu construir sua dissertação de fim de curso: um mundo de tirar o fôlego do branco mais branco que você já viu, onde o material de que é feito esse stop-motion é tão indescritível quanto a fascinação que suas luzes criam, única fonte de preto e sombra pelos seus 8 minutos de duração. A ousadia de mostrar o personagem da infância à morte (e talvez além?) é recompensadora, o roteiro e os movimentos de câmera são tão criativos, que seguir o cientista pela busca do controle do tempo na idade avançada vira uma recompensa mais visual do que filosófica.

O filme foi o vencedor do BAFTA do ano passado por melhor curta de animação e continua angariando prêmios mundo afora, e vendo como ele se distanciou da característica tão comum do stop-motion de possuir bonecos desajeitados, de barro, pano ou qualquer outro material perceptivel, não fica difícil imaginar o porquê de tanto reconhecimento após criar um mundo tão conceitual para mostrar a luta de um homem contra algo tão inexplicável, tão intocável como o tempo.

Tilo Uishner é um talentoso artista alemão, que nos surpreende com suas pinturas realistas em madeira, utilizando tinta acrílica e com influência do design de mobiliário ele cria retratos e pinturas com uma técnica muito precisa. Seu trabalho exala mistério e um certo tom mal-humorado, ou até mesmo melancólico, sempre utilizando tons de ocre e amadeirados que se contrapõe à textura de madeira, que serve de plano de fundo da maioria de suas obras. Um trabalho delicado de extrema beleza.

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Aos 23 minutos do vídeo, durante uma performance do DJ Colibri em uma favela do Rio, vemos uma câmera capturando o rebolado de uma dançarina sem pudores, câmera essa dirigida por um braço com uma tatuagem de dinossauro, cujo dono também não tem nenhum pudor: Wesley Pentz, nosso amado Diplo. Após conseguir dificilmente, lá na Florida, pôr as mãos em algumas mixtapes de funk carioca, ele não sossegou até conseguir vir ao Brasil e passar 3 semanas com acesso a todos os bailes e produtores, e investigar o que significava e como eram as pessoas que viviam com, e do funk.

Aqui, não interessa o tráfico, a violência, a pobreza, ou qualquer outro termo que geralmente é ligado pra falar sobre a favela ou o funk, mas o prazer de fazer e conhecer a música, do samba ao Miami bass, seus “poetas do morro” com letras que conscientizam sobre a situação opressora em que vivem (e se você conhece a Valesca, já sabe que tipo de letra te espera também). Tudo pelo prisma de que a música que fazem representa seus desejos e conhecimentos, criando seus artistas e heróis que buscam ganhar a vida num ambiente tão hostil com dignidade e proveito de seus talentos, tudo isso contando com uma incrível fotografia e intimidade com os entrevistados.
E é nesse clima de heróis populares que o mineiro e marido da cantora Tiê, Leandro HBL, também produtor e diretor do documentário, interessado em como se dá a produção cultural das periferias com o advento das opções digitais mais baratas, que é também um rico tema do Favela on Blast, criou a série Reis da Rua, hoje na sua segunda temporada na TV Cultura, e que mostra o dia a dia de pessoas anônimas pelo mundo afora, mas tão importantes para a comunidade em que vivem.

Juntos, o Leandro e o Diplo nos dão uma visão neutra, rica e rara do que é o funk pela voz de quem faz, tema tão discriminado pelo próprios brasileiros, mas que não tem como negar: o funk existe e é uma importante página da cultura musical do nosso país pela sua importâcia social dentro e fora das periferias.

Lucy MacLeod é uma ilustradora escocesa, que combina técnicas digitais com  habilidades manuais de desenho em uma espécie de colagem contemporânea, influenciada pelas tendências atuais e pela ilustração tradicional. Muitos de seus trabalhos foram feitos em parceria com o ilustrador Dwayne Bell. Entre sua lista de clientes estão: The Times, British Airways, Nylon Magazine, Levi Strauss, Marie Claire, The Independent, La Perla, Diva Magazine, Union Advertising e BBH Advertising.

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Brian Bielawa é um jovem fotógrafo de 20 anos de Binghamton, Nova York. Autodidata, trabalha em torno de temas de escapismo, juventude, natureza e liberdade. Sem parecer pretensioso, Brian tenta captar o espírito de sua geração, a juventude hedonista e individualista do século XXI. Com um ar vintage e descompromissado, retrata esses jovens em seu cotidiano em forma de festa e diversão, com uma técnica precisa de controle de flash, que cria uma textura para o fundo de suas fotos.

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Sob a alcunha OsGemeos, Otávio e Gustavo Pandolfo tornaram-se mundialmente conhecidos. Os irmãos, que são formados em desenho de comunicação, começaram ainda na adolescência a desenvolver um estilo próprio pelas ruas de São Paulo. Os seus famosos personagens amarelos hoje estão espalhados pelos Estados Unidos, Inglaterra, Cuba, Grécia, China entre outros países e  já viraram tema de exposições como “Vertigem“, que aconteceu em São Paulo e Rio de Janeiro e foi vista por mais de 74 mil pessoas e “Street Art“, do Tate Modern em Londres onde pintaram um boneco gigante na fachada do prédio. Também tiveram obras expostas no Salão de Pintura Moderna e Contemporânea do Louvre, fizeram exposição no Museu de Arte Moderna de Tóquio e atualmente estão com a exposição “I miss you” na Prism Gallery em Los Angeles. Além do traço marcante, o trabalho dos gêmeos é marcado pela ousadia. A dupla sempre escolhe espaços pouco convencionais para divulgar sua arte. Em 2007 grafitaram o castelo de Kelburn, na Escócia que até hoje é referência de arte urbana e virou ponto turístico local. Em 2009 criaram uma série de bonecos infláveis gigantes que circulou por São Paulo durante a apresentação da peça francesa O Estrangeiro. As instalações que fazem parte das exposições de OsGemeos são tão incríveis quanto os grafites espalhados por aí. A instalação interativa “Os Músicos”, composta por 30 caixas de som, megafone, guitarra, baixo, violão e bateria, assim como um cubo-cabeça pendurado no teto com o interior todo espelhado foram destaques da exposição “Vertigem“. Outras obras incorporam carros, barcos e bonecos de madeira à pintura de parede em grande escala. O reconhecimento que o trabalho deles ganhou mundo afora é mais do que merecido. Original, onírico e cheio de inspiração, o mundo da dupla é realmente fantástico e tem que ser visto e compartilhado por todos!

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