VHS – Halloween a la italiana

Empapuçou-se de Spaghetti no Dia Mundial do Macarrão? Então se segura, que trouxemos ao VHS dessa semana algo que vai revirar seus olhos também (e não é de fome): sangue e violência italianos!

Mais conhecido como terror spaghetti, o gênero giallo é uma perola na cinematografia mundial. Com sua produção mais prolifera entre o fim dos anos 60 e fim dos 80, o gênero trouxe a tona assuntos, estilos e talentos que ate então tinham uma abertura pálida no cinema europeu e americano. O Expressionismo Alemão trouxe grandes avanços no uso da iluminação e de seus cenários, e Hitchcock fez e refez como nenhum outro a ideia do que é cinema e como contar uma história pura e visualmente. A influência desse último nos cineastas da Nouvelle Vague francesa talvez tenha sido o grande pivô para que seu cinema de horror psicológico chegasse na Itália pós-guerra, e então o palco estaria feito: influenciados pela literatura pulp que transbordava nas bancas, com histórias que envolviam nudez, crimes, paranoia etc., (dai que advêm o termo giallo, que significa amarelo, e faz referência as páginas amarelas com que eram feitos os livrinhos), cineastas começaram a criar grandes obras de terror de orçamento baixo e qualidade técnica que deixariam qualquer um de cabelo em pé!

Bruxaria, distúrbios psicológicos, monstros e escatologia, tudo banhado em muito sangue e gritaria: o suspense é a chave mestra para desenvolver as histórias, que afligem e fascinam. Durante o tempo, atrizes, diretores e estilos particulares foram estabelecendo os conceitos e formas do giallo, e até hoje são reconhecidos grandes talentos que participaram nessa época e ainda influenciam outros cineastas, como o Dario Argento, Mario Bava, Ennio Morricone e Edwige Fenech. Escolhemos aqui 7 filmes que passeiam por várias dessas fases, e que construíram alguns ícones da cultura POP como a conhecemos hoje. Se banha no sangue falso e se agarra no braço mais próximo, because the monsters will rise tonight!

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Conheça a música do projeto Cymophane

Uma jornada entre os diferentes mundos da música e da sensibilidade: é o que nos fornecem Kevin ‘Pupilar’ Ingham e Ian ‘SDZH’ Ainslie, os idealizadores do projeto Cymophane. Os dois possuem projetos paralelos mas, desde 2005, trabalham dia e noite, com a missão de produzir um som que misture diferentes ritmos e influências para oferecer ao ouvinte uma imersão em um mundo lúdico e único. E eles conseguiram! Criam com sua música um clima sombrio de um leve dub com influências de techno, que não possuem de forma alguma a aceleração tao característica desses ritmos. Dando atenção a produção de cada segundo das 6 faixas do seu álbum (são musicas imersivas, possuindo em media de 8 a 9 minutos cada) para criar um trabalho denso e coerente, acabaram criando um dos trabalhos mais devastadores e inovativos da musica esse ano. E com a própria fabula musical que criaram, convidaram um tatuador de Glasgow, Paul Clave, para fazer a arte do álbum, que e’ essa imagem incrível que vocês veem logo em cima, que define o clima cinêmtico e soturno da trilha. O trabalho deles esta hospedado no aqui bandcamp.com, um daqueles projetos “pague o que merece, ou baixe de graça”, entao nao e’ desculpa pra embalar o Halloween com um som original e de qualidade!

Ilustrações minimalistas dos movimentos artisticos

O designer gráfico francês Outmane Amahou criou uma série de ilustrações minimalistas dos principais movimentos artísticos, usando elementos característicos das obras dos artistas, como o relógio derretido de Salvador Dalí, a lata de sopa Campbell’s do Andy Warhol, o grito de Munch, etc. Um trabalho simples e inteligente.

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VHS – Jornada à Lua

Após anos-luz do último VHS, voltamos hoje indicando alguns filmes sobre ela, musa da arte e da ciência, que povoa o imaginário humano do ocidente ao oriente: a Lua. Há exatamente um mês morria Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua. Resultado da corrida espacial iniciada pela Rússia e os EUA na década de 60, a chegada à Lua pelo homem trouxe consigo a derrubada de várias lendas sobre sua formação, como a de que era feita de queijo, o que poderia existir no seu lado oculto, se existiria vida, etc. Mas tal descoberta não deixou de lado o fascínio que ela exerceu, e ainda exerce, sobre a cultura mundial, da literatura à pintura, da música ao cinema, passando por interpretações desde românticas até apocalípticas. Em cinco filmes e uma série, vamos viajar por dentro de diferentes visões que já foram oferecidas para tentar entender o fascínio que a Lua exerce sobre nós.

VIAGEM À LUA (George Melies, 1902)

O primeiro e mais antigo filme da seleção “1001 filmes para ver antes de morrer”, Viagem à Lua é pioneiro em inúmeras outras categorias. Usando técnicas inovadoras de animação, efeitos especiais e cenário, é considerado o primeiro filme de ficção-científica, retratando a subida do homem à Lua por um foguete e encontrando lá alienígenas nada amigáveis, forçando-o de volta à Terra. Em uma recente versão que passou aqui pelo Brasil pela organização da Mostra SP, e disponível aqui embaixo, podemos presenciar o filme em uma versão colorida, projeto do Melies de coloração que se considerava perdido, mas que foi retomado por restauradores com base em seus desenhos. A nova versão ainda acompanha uma trilha exclusiva do Air, que com seus sintetizadores e melodias lúdicas, aumentam o prazer da viagem de ver um dos filmes que mais representam a magia do cinema em sua melhor e mais divertida forma.

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O lado queer do Hip Hop

Parece mesmo que o mundo monocromático do Hip Hop anda passando por um processo de coloração, e isso não se trata de escapismo para analogia racial, mas sim, para o recente fenômeno da saída do armário de rappers e mc’s, nesse gênero musical, que historicamente é conhecido pelos discursos machistas em suas letras que, muitas vezes, resultam por contribuir para o binarismo sexual. O hip hop é também um movimento cultural responsável pela construção de identidades em um espaço de produção de sentidos e por isso esse fenômeno, digamos “queer“, se torna tão importante, pois tenta romper com esse papel estabelecido e colabora na transgressão do papel idealizado de masculinidade nas práticas e vivências sexuais.

A sexualidade sempre foi algo delicado no meio musical, mas alguns gêneros fazem desse tabu um motivo para explorar o assunto e levar a tona uma discussão necessária, assim como fizeram as riot grrrls nos anos 1990, ou o queer core, com bandas como SSION, Gossip e Hunx and his Punx, que de forma escrachada, debochada e até kitsch levaram a temática onde ela não conseguiria chegar se não fosse com a música. O hip hop era até então, uma barreira de resistência, mas nomes como Le1f mostram que essa realidade pode ser enfrentada. Proveniente da cena do rap nova-iorquino, ele lançou esse ano a mixtape Dark York e causou um certo barulho entre os rappers, ao deslocar em suas letras o papel representativo da masculinidade e da feminilidade e usando como trunfo a performatividade do corpo.

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Fotografias de Námaskarð na Islândia por Tim Navis

Para aqueles que visitam o blog desde seu início, sabem da paixão que cultivamos pelo pequeno país insular do norte europeu, berço de bandas como Sigur Rós, Björk, Fm Belfast entre tantas outras. A Islândia se faz fascinante pela sua geografia peculiar e suas paisagens extraordinárias, que atrai visitantes e admiradores em busca de cenários que mais parecem belas pinturas. Tim Navis, fotógrafo norte-americano é uma dessas pessoas, que com uma câmera na mão viajou até a Islândia e suas extremidades a procura da perfeição para ser imortalizado em fotografias. Tim criou uma série fotográfica que retrata a região de Námaskarð, no norte da Islândia, a fim de capturar a extraordinária paisagem soberba da região que nos revela algo épico sobre o país e sua variedade geomorfológica.

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Fresh Love – Casais embalados a vácuo por Photographer Hal

Um excelente projeto do artista/fotógrafo japonês de codinome Photographer Hal, entitulado Fresh Love, onde representa o amor de um casal embalados em plástico a vácuo. O resultado é surpreendente, os casais se tornam verdadeiros objetos inanimados pronto para ser vendido em supermercados. O ar é retirado de dentro do plástico e o fotografo tem apenas alguns segundos para captar a imagem e o ar é então rapidamente colocada de volta.

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Conheça a minissérie Parade’s End

É notável o crescente espaço que produções épicas tem tido na Tv e no cinema, o interesse cresceu mais ainda depois do sucesso gigantesco da série britânica Downton Abbey. Rompendo até mesmo as fronteiras do oceano Atlântico e atingindo enorme popularidade na América, tornando-se uma mania mundial, que refletiu nas passarelas das semanas de moda, inspiradas pelo glamour, requinte e sofisticação que a série exibe.

O fascínio por tempos longínquos, a paixão pela sua história e a devoção por suas tradições, faz dos ingleses, inegavelmente, os cânones das produções épicas. E é nesse contexto que a BBC em parceria com a HBO lançam a minissérie Parade’s End, uma adaptação da tetralogia do romance de mesmo nome, escrita por Madox Ford e adaptada por Tom Stoppard de (Shakespeare Apaixonado). Evocando uma atmosfera de luxo e requinte, que não foge a regra de maestria das demais produções do gênero produzidas no país, com uma fotografia que exalta belas paisagens, figurino estonteante e um roteiro trabalhado com muita propriedade.

Situada durante o período da 1ª Guerra Mundial, a minissérie em cinco episódios narra a vida de Christopher Tietjens, um passivo e conservador aristocrata inglês casado com Sylvia, uma mulher ambiciosa que mantém casos extraconjugais. Quando Christopher parte para a guerra ele conhece Valentine Wannop, uma jovem feminista que se torna parte do triângulo amoroso.