Edward Hopper e o retrato subjetivo da solidão humana

Edward Hopper, artista americano, retratou com muita realidade a solidão do homem fragmentado e afetado pelo capitalismo do início do século XX. A solidão, o vazio e a perda de sentido do novo homem urbano aparecem aprisionados no tempo pelo pincel de Hopper. Ele foi um artista realista, sempre se preocupando em retratar fielmente uma cena, e é isso que podemos encontrar em seu trabalho, uma cena. Um momento aprisionado em suas telas, sem diálogo ou movimento, um momento solitário e cheio de sentido.

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A sutileza da fotografia de Camilla Akrans

Camilla Akrans começou a carreira no final da década de 90 como pintora mas logo abandonou os pincéis e se voltou para a fotografia. Seu trabalho é lúdico e original. Suas imagens, em grande parte produzidas com luz natural, são românticas e sensuais na medida certa, quase que cinematográficas. Camilla é uma das fotógrafas contemporâneas mais atuantes no mundo da moda e possui uma fotografia tão autoral que torna o seu trabalho facilmente reconhecido. Tons pastéis, cenários floridos, jogo de sombras e nudez sutil são características marcantes dessa sueca. Tanto talento já rende a Akrans trabalhos para as maiores revista de moda no mundo, entre elas Vogue, Numero, Harper’s Bazaar, The New Style Magazine York e campanhas para grandes nomes como Hermés, Dior, Missoni, Tommy Hilfiger, Sisley, Bebe, H&M… A lista é numerosa!

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Nan Goldin e o retrato dos seres marginalizados

Nos anos 60 suas imagens revelavam o cotidiano de prostitutas, homossexuais e travestis que circulavam na noite novaiorquina. Também costumava fotografar casais brigando com violência, fazendo sexo na cama onde os filhos dormiam ou tendo orgasmos explícitos.  Suas obras evidenciavam seu traço mais marcante – ela sempre se colocou na posição de voyeur e conseguiu captar imagens como se os fotografados não percebessem que ela tinha uma câmera nas mãos. Suas fotografias  identificam a atrofia do espaço de seres marginalizados que vivem em isolamento social. O impulso que a conduz para esses “infernos” vem de sua adolescência, quando descobriu prematuramente a potencialidade dessas imagens. A maior parte delas fala da ausência de relacionamento entre as pessoas, da frustração da pessoa humana na sociedade contemporânea, da obsessão pela unicidade de cada indivíduo e a soma de suas qualidades. Enfim, Goldin faz um trabalho silencioso de criador vivo, que muitas vezes é compreendido como um trabalho sujo, gratuito, de prostituição explícita, perante uma realidade conhecida e identificável.

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A arte retalhadora de Alberto Seveso

Nascido na Itália, o ilustrador e designer gráfico Alberto Seveso conquista por seus trabalhos complexos de captura em alta velocidade e vetorização sobre o corpo humano. A paixão pela arte digital começou em meados dos anos 90, quando se viu fascinado pelos desenhos caóticos em skates e capas de CDs de bandas de metal, a partir daí Seveso começou a desenvolver sua técnica de “retaliação humana”. Em seu portfólio podemos destacar trabalhos para ESPN Magazine, Bacardi B-live, Playboy, capas de CDs como The Black Seeds e Frankmusik e até mesmo uma parceria com o aclamadíssimo David Lynch.

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Hindi Zahra e sua etnia musical

Radicada na frança, a cantora marroquina Hindi Zahra lançou no ano passado o seu álbum de estréia “Handmade”. Cheia de signos em suas vestes, a jovem cantora de 31 anos traz em seu estilo toda a influência cultural do seu país e nos faz imaginar uma voz forte e agressiva, mas que surpreende ao  mostrar-se doce e controlada. Apaixonada por arte, Zahra já trabalhou no museu do Louvre quando tinha seus 18 anos e se diz diretamente influênciada por essa experiência. Seu debut é um misto poético de jazz, folk e soul que pode ser apreciado no primeiro single “Beautiful Tango”, outra surpresa que o álbum traz são as faixas “Oursoul” e “Imik Si Mik” cantadas em Berber, língua nativa de sua aldeia.

 

Documentário: The Art of Rap

A black music é realmente o centro da vez, desde seus desdobramentos do soul, da black disco, r&b e até chegar no Hip Hop e no Rap, que agora acabam de ganhar um documentário, intitulado The Art of Rap,  buscando retratar a história e as raízes do Hip Hop e sua aproximação com a arte através de relatos e entrevistas de grandes nomes do gênero como Eminem, Kanye West, Nas, Dr. Dre e Ice Cube. Dirigido por Ice-T, considerado o padrinho do rap gangsta,  nos leva em uma viagem intimista ao coração e a alma de hip-hop com as lendas do rap. O documentário ainda mostra a proporção que a cultura do gênero musical tomou, indo além da música, que nasceu nas ruas e se tornando um lifestyle, de arte, moda e uma indústria bilionária. O filme participou da seleção do conceituado festival de Sundance, e tem previsão de estréia para junho de 2012 nos cinemas norte-americanos.

Projeto fotográfico “The Naked People” por Annalaura Masciavè

A fotógrafa italiana de 21 anos, Annalaura Masciavè, criou uma série fantástica de fotografias, dividida em três partes, as quais estão misturadas em nossa galeria, de um projeto chamado “The Naked People“, como uma forma de colocar em evidência o papel do corpo nu como algo perfeito e completo para ser visto com simplicidade, sem preconceito em relação ao tamanho e a forma, desconstruindo padrões pré estabelecidos da nossa cultura ocidental. Um trabalho de tamanha delicadeza, que a fotógrafa conseguiu transportar para suas lentes sem parecer vulgar, sutil e belo em sua magnitude. [+18]

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