Apoio ao casamento homoafetivo é o enredo do curta Same Love

A música não é apenas uma forma de expor sentimentos de forma crua, mas também um caminho para mostrar os problemas sociais e políticos de uma sociedade. Letras contendo fatos históricos, guerras, desigualdade social e censura já foram escritas por grandes nomes como Erykah Badu, U2, Green Day, Ice Cube e Chico Buarque, que viveram de perto a opressão e o descuido social, mas ao invés de se abalaram, lutaram com sua maior arma, sua voz.

Um grande exemplo disso é o rap, visto com preconceito na década de 70, suas letras exaltavam temas como sexo e drogas do mesmo modo em que falava sobre a violência nas favelas e a dificuldade de interação com os “brancos”. Se os problemas mudam, a música como organização também é afetada e é nessa quebra de modelo que o duo Macklemore and Ryan Lewis chamam a atenção. Lançado em outubro, o single Same Love faz o hip-hop abraçar causas como o homossexualismo e o casamento homoafetivo. A letra narra a história de um homossexual desde a sua infância e ainda parodia o fato do hip-hop deixar de lado essa parcela da população que assim como eles, não são vistos com bons olhos.

O single potencialmente forte merecia um video a sua altura e por isso foi convocado ao time o trio Ryan Lewis, Jon Jon Augustavo e Tricia Davis, que em pouco mais de sete minutos conta a batalha diária de apenas mais um cara na multidão. Vale lembrar que entre rimas e versos temos uma surpresa muito agradável, a iniciante Mary Lambert, que chega com a premissa de despontar nos próximos meses.

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Francis Ford Coppola apresenta The Junky’s Christmas: um clássico beat em stop motion

Junky’s Christmas

Suddenly a warm flood pulsed through his veins and broke in his head like a thousand golden speedballs. For Christ’s sake, Danny thought. I must have scored for the immaculate fix! The vegetable serenity of junk settled in his tissues. His face went slack and peaceful, and his head fell forward. Danny the Car Wiper was on the nod.

Francis Ford Coppola produziu em 1993 essa animação em stop motion (claymation) se baseando no conto The Junky’s Christmas do escritor beat William S. Burroughs. O curta foi dirigido por Nick Donkin e McDaniel Melodie, e se inicia com o próprio escritor narrando a história de Danny, um viciado em heróina, que está de volta às ruas no dia de natal, depois de passar 72 horas na cadeia. Apesar de ter sido liberado recentemente, o personagem em abstinência está determinado a trazer alegria a suas veias injetando uma dose de heroína nelas. O conto que parodia A Christmas Carol de Charles Dickens, não está interessado em fazer alusão ao uso de heroína, mas quer nos contar uma história de compensação cósmica. Durante toda a história Danny tenta conseguir ópio se colocando em situações absurdas e patéticas. Depois de executar vários golpes na esperança de conseguir a droga que seu corpo necessita, o personagem finalmente obtém uma pequena quantidade de morfina ao fingir paralisia facial. Porém, quando Danny se tranca em um quarto de hotel para usar sua morfina, ele se depara com um jovem que se contorce com fortes dores de pedra no rim. Então ao invés de injetar a morfina em si mesmo, Danny aplica a droga no jovem. O personagem acredita que vai ter de passar o dia de natal em abstinência, quando de repente, como se por obra divina, sua veias são inundadas por uma sensação de êxtase que vai até sua cabeça e explode como se ele tivesse usado milhares de speedballs (mistura de heroína ou morfina com cocaína ou metanfetamina). Danny, pela lei de compensação cósmica, finalmente fica alto. Ao final da história aprendemos que é disso que se trata o espírito de natal, como pregam os budistas, é preciso dar para receber.

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O encontro de gerações no projeto Meet The Legends

Para comemorar os 75 anos da Ray-Ban, a VICE em parceria com a consagrada marca de óculos, trabalharam junto na realização do projeto “Meet The Legends“, que consiste em encontros musicais com artistas da antiga e da nova geração da música brasileira, que dão origem a uma série de vídeos e eventos pelo Brasil afora. A união de lendas da música nacional com os novos prodígios poderia parecer inusitado, mas soa como uma grande homenagem a nossa música. Nomes como Emicida e Wilson das Neves, Garotas Suecas e Elza Soares, Karol Conka com Luiz Melodia, Forgotten Boys e Tony Tornado, Dorgas e Jard Macalé, e Tulipa Ruiz e Jorge Mautner, se juntam nessa celebração. Assista ao vídeo da faixa inédita “Até Amanhecer”, fruto da parceria da bela curitibana da nova cena do rap nacional com Luiz Melodia, num dueto que mostra a leveza, suavidade e sintonia dessa união. De quebra o projeto ainda conta com as gravações dos bastidores, com making of de todos os vídeos.

Considerada um mito da música nacional, Elza Soares em seus 50 anos de carreira se junta ao grupo Garotas Suecas, trazendo a tona um resgate de uma sonoridade tipicamente brasileira, com elementos globais na realização da faixa Alma.

Veja o Making Of aqui

Num dos encontros mais sensacionais desse projeto, nasceu a faixa “Ô, Sorte!”, composta por Emicida em homenagem ao compositor e mestre da bateria Wilson das Neves.

Veja o Making Of aqui.

tony

Ainda dá pra acompanhar a união do grupo Forgotten Boys e Tony Tornado, um dos grandes nomes do soul nacional, numa mistura surpreendente de ritmos.

Veja o Making Of aqui.
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Richard Estes e o hiper realismo dos cenários cotidianos

Richard Estes, Americano de Ilinois (1932), artista conhecido por suas pinturas fotorealísticas em óleo, cuja fixação com detalhes e propensão para a introdução de múltiplas reflexões dentro de suas imagens deram-lhe a reputação de ser obsessivo na busca pela semelhança pictórica. Suas obras geralmente compostas de reflexos, são limpas, inanimadas e abordam temas como cidades, formas geométricas e paisagens. Estes é considerado um dos fundadores do movimento Hiperrealista na década de 60 e foi fonte de inspiração para o surgimento de outros artistas, incluindo Chuck Close and Duane Hanson. Morador da cidade de Nova Iorque, pintou lugares comuns desta metrópole e na década de 80, acrescentou cenas de Chicago, Paris e Florença ao seu repertório. Na década de 90, deu início a uma série de obras com base no mar, incluindo a da costa do Maine.

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A arte hiper realista de Edie Nadelhaft

Edie Nadelhaft é uma pintora e escultora de Nova York, seu trabalho é centrado no que chama de sensor físico e inspirado por algo que ela descreve como “carnalidade existencial”, estabelece um equilíbrio entre o controle vertiginoso na composição e o caos em suas pinturas. Com um traço cuidadoso, preciso e meticuloso, Nadelhaft recria a complexidade da pele humana como lábios em super close, dando uma perspectiva de hiper realidade em sua obra.

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BLCKDMNDS 4D Holidays (2012)

Fim de ano é época de começar a fazer as listas dos melhores discos do ano, de comprar presente do amigo secreto, de apostar no próximo grande nome da música, de ir à praia para curar o calor, e, claro, de mais um BLCKDMNDS 4D Holidays pra esquentar o verão de todo mundo com muita música boa.
Para quem não sabe, ou não lembra, o BLCKDMNDS 4D Holidays é a nossa seleção músical de fim de ano, composta por algumas promessas musicais e músicas que não podem faltar nas melhores listas dos melhores do ano.
Esse ano nossa seleção de músicas está mais impecável do que nunca, cheia de coisa bacana como Major Lazer, XXYYXX, Metronomy, alt-j, Solange, Grimes, Django Django, Elton John Vs Pnau, MNDR, Zebra Katz, The Babies, AlunaGeorge e mais um monte de gente incrível!
Bom, chega de conversa, dá o play no nosso preview e faz o download dessa lindeza que foi feita pensando em agradecer a cada um de vocês por mais um ano nos acompanhando! É isso, a temporada de fim de ano no BLCKDMNDS está oficialmente aberta e a trilha sonora está disponível pra download!

DOWNLOAD PARTE I
DOWNLOAD PARTE II

Um retrato da aristocracia por Flora Court

Pouco se sabe sobre esse ensaio, ou mesmo sobre a própria autora do projeto, Flora Court, o que é certo é que o editorial intitulado Aristocrats tem tido grande visibilidade no Tumblr, entre tantos reblogs. A aristocracia sempre teve seu lado fascinante, em especial a pompa de sua indumentária e seu processo civilizatório em adotar regras e costumes. A autora então usa desse fascínio para fazer uma releitura pós-moderna da aristocracia, usando um pouco da estética cyberpunk, e de muitas flores mescladas com adornos extravagantes.

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O lazer do verão como tema das fotografias de Massimo Vitali

O italiano Massimo Vitali trabalhou como fotojornalista, cineasta, fotógrafo e artista plástico. Desenvolveu uma desconfiança em fotojornalismo e decidiu se mudar para uma forma mais conceitual da fotografia, a fim de revelar “as condições internas e distúrbios de normalidade:em especial o lazer mercantilizado e o conformismo rígido. Reproduz em suas fotografias a sutileza da realidade de forma intrigante, amparado pela pesquisa artística e estética da contemporaneidade.

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