A fotografia transgressora de Diane Arbus

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I really believe there are things nobody would see if I didn’t photograph them.

Diane Arbus (1923-1971) foi uma fotografa e escritora norte-americana. A artista que se suicidou aos 48 anos, em 26 de julho de 1971, revolucionou a arte que praticava. Seus temas e abordagens fotográficas eram ousados e produziram um corpo de trabalho que muitas vezes é chocante em sua pureza, em sua celebração firme das coisas como elas são. Arbus transgrediu os limites tradicionais do retrato, tendo o dom de tornar estranhos os temas que nos são mais familiares, e para descobrir o familiar dentro do exótico, ampliando a nossa compreensão de nós mesmos. A artista encontrou a maioria de seus temas em Nova York, um lugar que explorou de duas formas: como uma geografia conhecida e como uma terra estrangeira, fotografando pessoas que descobriu durante os anos 1950 e 1960. Seus retratos contemporâneos e antropológicos de casais, crianças, artistas de carnaval, nudistas, famílias de classe média, travestis, fanáticos, excêntricos, e celebridades se destacam como uma alegoria da experiência humana, uma exploração da relação entre aparência e identidade, ilusão e teatro, crença e realidade. Quando olhamos para a fotografia de Arbus, não podemos deixar de sentir que somos intrusos ou voyeurs, apesar de seus temas estarem vinculados a um tempo e lugar que já desapareceu. Compartilhamos um senso de cumplicidade – o dela e o nosso – que reside no poder de seu coração. Suas imagens nos hipnotizam, mesmo quando nossos melhores instintos nos dizem para desviar o olhar. Arbus entendeu a ambiguidade de nosso sentimento, e soube explora-lo de forma artística em seu trabalho.


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