A Islândia além de Björk e Sigur Rós.

Nem só de Sigur Rós e Björk vive a terra do vulcão  Eyjafjallajokull,  a cena musical islandesa é bem rica, a ilha isolada ao extremo norte do globo, ja foi berço de um grande movimento punk/rock e de new wave, (claro que o movimento punk não tinha um teor de luta de classes). A busca na internet pelos nomes das bandas de punk de razoável sucesso na década de 80 e 90 não geram muito resultado, mas foi um momento muito criativo na esfera musical desse país, que teve grande visibilidade mesmo com Sugarcubes e posteriormente com a carreira solo de Björk.

Emiliana Torrini teve o início de sua carreira em 1999, Love In The Time Of Science seu primeiro álbum internacional teve a produção de Roland Orzabal, da banda Tears for Fears, variou seu estilo entre o chill out e o trip hop e a grande crítica a chamou de a “nova Björk”, exageros a parte, uma das músicas mais famosas dela foi tema da campanha Inspired by Iceland, que a gente ja falou aqui.

Ólafur Arnalds: Ele vem sido considerado uma das mentes mais criativas da Islândia, tem apenas 23 anos, e produz músicas neo-clássicas de tirar lágrimas para os amantes do gênero, lançou em 2009  uma compilação de 7 músicas, as quais ele produziu uma a cada dia e soltou no twitter, e a arte de seus compactos teve ajuda de seus fãs via twitter, o que o torna um artista interativo, os clips são uma obra a parte de sua arte, não menos emocionante.

youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mYIfiQlfaas

Stafrænn Hákon: Ele faz um som que mistura post-rock, lo-fi, guitarras e música eletrônica ambiente, é aclamado pela crítica especializada em conseguir transmitir sensações com sua música, além da perfeição instrumental sua voz é considerada branda e relaxante, num tom rouco e suave que dão a junção perfeita para um post-rock de qualidade produzido na Islândia, considerado um dos berços do gênero.

Para saber mais sobre a cena musical islandesa, e sobre peculiaridades da indústria fonográfica do país sugiro de leitura uma obra indispensável “Rumo a Estação Islândia” do jornalista brasileiro Fabio Massari. O livro é repleto de entrevistas e conversas com músicos e artistas, além da jornada do escritor pela longínqua ilha no Atlântico.

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LNUS

Felipe Pedroso, é historiador, curador, pós-graduado em História, Arte e Cultura e especialista em Museografia e Patrimônio Cultural, dentre seus trabalhos, foi colunista web da Revista Trip e TPM e atualmente coordena o núcleo cultural do maior museu histórico a céu aberto do Brasil.

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