As gravuras poéticas de João Oliveira

Coma meu coração sem pena, enquanto é tempo I (1)

Da série Os sentimentos vastos não tem nome (4)

João Oliveira é uma ótima surpresa nessa nova safra de jovens artistas brasileiros, nascido em Salvador e sendo graduado em Artes Visuais, trás a tona um frescor e uma vitalidade importante para a arte, num momento em que ideias são regurgitadas e transformadas em mero efeito causais com a força da propagação da internet. Com a pesquisa que nominou de “se preferir, adoce”, forja pequenas narrativas íntimas, das quais se transformam em poesia através de seu traço e sua percepção estética, que tem direta e indiretamente influência do universo infantil. Sua arte reflete a dualidade dos valores como o bem e o mal, a inocência e perversão, e são concentrados na técnica da gravura e da impressão, sobretudo na gravura em metal, desenho e no decalque, o que torna sua obra com um tom lúdico. Consegue transpor uma narrativa coerente, que mescla e brinca com elementos dúbios, a delicadeza de seu traço com a brutalidade do metal. Sem dúvidas, João Oliveira é um nome a se prestar atenção nos próximos anos.

jo

Coma meu coração sem pena, enquanto é tempo  II (1)

Coma meu coração sem pena, enquanto é tempo  II (2)

Autorretrato

Coma meu coração sem pena, enquanto é tempo I (2)

Dá séire não durma depois de mim I

Da série Os sentimentos vastos não tem nome (1)

Da série Os sentimentos vastos não tem nome (3)

de ladraduras e dentes-2013

Para conhecer mais de seu trabalho, acesse sua página aqui.

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LNUS

Felipe Pedroso, é historiador, curador, pós-graduado em História, Arte e Cultura e especialista em Museografia e Patrimônio Cultural, dentre seus trabalhos, foi colunista web da Revista Trip e TPM e atualmente coordena o núcleo cultural do maior museu histórico a céu aberto do Brasil.

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