III Mostra Mangue Cultural na Associação Raso da Catarina

Raso da Catarina realiza III Mostra Mangue Cultural de Março a Maio 2015 – Quatro coletivos culturais se apresentam gratuitamente em março na Praça Eder Sader

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Uma celebração à diversidade cultural toma, mais uma vez, o espaço da Praça Eder Sader, na zona oeste de São Paulo. Após uma primeira edição bem sucedida no mesmo local, a Associação Raso da Catarina promove apresentações de importantes coletivos da cidade, abrangendo grupos como ‘Pombas Urbanas’, ‘Orquestra de Berimbaus’, Coletivo Favela em Cena, entre outros, do dia 08/03 a 24/05. Diferentes linguagens artísticas serão ponte para interação entre produtores culturais e público, que poderá apreciar atrações de circo; teatro; música; hip hop e culturas populares, de forma gratuita.
Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura em parceria com a subprefeitura de Pinheiros e as instituições Gam Yoga & Bambu Brasil, a ação pretende ampliar a apropriação dos espaços públicos por meio da arte e da cultura, incentivando o engajamento da comunidade para superar as barreiras socioculturais que ainda persistem no bairro.

Era Uma Vez Um Rei - Tatit Brandão I (3)
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PLAYLIST – OFF CARNAVAL

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Uma das principais metas da Som Livre para 2015 é investir nos serviços de streaming para ouvir música. Pensando nisso, a gravadora tem investido cada vez mais na criação de playlists em plataformas que oferecem esse serviço e que já ganharam a popularização por aqui. O Carnaval acabou e junto com ele aquele romance que você sabe, não vai vingar, então é hora de recarregar a bateria e nada melhor do que uma seleção de músicas brasileiras que irão te impulsionar a isso, não é mesmo? Então escolhe uma das três principais plataformas e aperta o play com a gente no OFF CARNAVAL.

Deezer | Rdio | Spotify

Instalações de arte em papel por Felipe Sepúlveda

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Quem acompanha o BLCKDMNDS sabe do nosso apreço pelas artes manuais, principalmente as mais minuciosas, é o caso do trabalho do artista chileno Felipe Sepúlvuda, que propõe uma instalação de arte desenvolvida a partir de três superfícies de papel cortadas manualmente (39 x 117 centímetros de cada superfície de papel). Das mesmos silhuetas de papel constrói uma paisagem rural inspirada pela geografia chilena, especificamente as paisagens de beira de estrada que cortam o país. Seu principal interesse por esse projeto é explorar as possibilidades de materiais de papel e a sua bidimensionalidade em condição tridimensional. Usando recursos como luz, sombra e um intenso trabalho manual que envolve o corte de milhares de miniaturas, tenta produzir cenas semelhantes ao original, fornecendo novas perspectivas espaciais e temporais. Simplicidade, originalidade e um trabalho de encher os olhos!

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Fotomanipulação translúcida de Amy Friend

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Uma fantástica série de foto manipulação da artista e fotógrafa americana Amy Friend que recuperou uma variedade de fotos antigas e criou a partir disso imagens com um novo significado, re-feitas, as fotografias vintage foram cuidadosamente furadas, permitindo a incidência de luz nos orifícios, proporcionando uma aspecto translúcido. A artista pretende com a série questionar a qualidade frágil do objeto fotográfico, mas também a própria fragilidade de nossas vidas, nossa história. Um projeto sensível e igualmente belo.

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A arte digital desfragmentada de David Marinos

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Com apenas 16 anos, o jovem e prodigioso artista que reside em Atenas na Grécia, David Marinos, cria uma arte fresca, original e transcendente. Por meio da junção de arte, fotografia digital e mídia o jovem transmite um certo domínio técnico na execução de sua arte, que claramente recebe influencias estéticas do vaporwave. Apesar de novo, o artista passou parte de sua vida transitando entre diversos países, algo que remete no multiculturalismo de sua obra, que também contempla uma narrativa que faz jus ao pós estruturalismo teórico, presente na mistura de elementos anacrônicos e desfragmentados. Centrado no hedonismo da juventude e nos valores efêmeros da estética, Marinos faz uma arte imponente e irreverente ao mesmo tempo sem soar pedante ou clichê, com certeza um nome a se tomar nota.

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Pablo Amaringo e a alucinação de suas telas

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Se fosse possível conduzir as imagens da mente de uma pessoa depois de ingerir Ayahuasca e passá-las por um projetor em telas, o resultado seria arte de Pablo Amaringo. Cheias de cor e toneladas de informação, as obras do peruano herdam um pouco da estética do muralismo mexicano e do surrealismo para retratar viagens cósmicas e “mirações” psicodélicas do artista.

Amaringo foi vegetalista, curandeiro e fundador de uma escola visionária de arte, usando como base de inspiração para suas telas processos de cura, a natureza amazônica e rituais de consagração da Hoasca (bebida produzida com plantas para rituais e usada na medicina alternativa).

A vida, marcada por acontecimentos que o projetaram em sua arte, impactou a obra de Amaringo de tal maneira que é possível tateá-la. Sua família passava por um período de pobreza e Amaringo, aos dezessete, teve problemas sérios no coração, ficando à beira da morte. Curou-se miraculosamente com a ajuda de um curandeiro e, durante a recuperação, começou a desenhar e pintar pela primeira vez. Sem dinheiro para pagar os utensílios artísticos, usava até mesmo batom e maquiagem de suas irmãs para dar luz às suas imagens.

Sua obra só veio a ser mais conhecida pelo mundo na década de 1980, quando já se desenvolvia como pintor e mediava sessões com a bebida. Nesse contexto, conheceu o antropólogo Luis Eduardo Luna e o ecólogo Dennis McKenna, que o estimularam a pintar as “mirações” que via após a ingestão da Ayahuasca. A partir desse momento, começou a surgir seu estilo, a mistura vibrante de cores, os detalhes, diversas cenas interconectadas, formas fluidas e espirais e referências riquíssimas das figuras xamânicas indígenas.

Retratada em diversos documentários e curtas, a arte do peruano ganhou os projetores do cinema alternativo. Mais do que retratos do uso dessa substância, sua obra representa suas experiências de contato com o Divino, além de abrir nossos olhos para a riqueza da cultura amazônica, a sabedoria e a beleza das florestas.

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