O mundo encantado de Ginette Lapalme

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Um trabalho delicado, lúdico e cheio de personalidade, é assim que eu poderia descrever o trabalho da artista canadense Ginette Lepalme. Pouco se sabe sobre ela e isso é algo que torna sua arte ainda mais incrível. Torneado de um clima misterioso – transmite uma certa emoção, que encanta e seduz seu espectador. Existe hoje um grande hype em cima dos trabalhos manuais, fruto de um movimento inverso das grandes produções industriais, que procura resgatar as práticas artesanais e por conseguinte valorizar uma economia sustentável e local. Lapalme se insere nesse cenário, que busca por meio de sua arte, representar um misto de pop art com referências do folk e da psicodelia e até mesmo do folclore indígena norte-americano. Atual, moderno e irreverente!

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Love Yourself: as ilustrações eróticas de Rennan Lourenço (+18)

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Homens praticando autofellatio como uma metáfora do conceito do amor próprio é o tema da série de ilustrações Love Yourself do artista Rennan Lourenço. Após sofrer um término de namoro devastante, Rennan canalizou seus sentimentos em forma de arte e produziu gravuras que o ajudaram a expressar a ideia de se amar antes de tudo e todos, promovendo de forma literal e análoga o conceito do amor próprio.  As ilustração foram feitas em aquarela e carvão e podem ser encontradas no tumblr e instagram do artista. Continue Reading

Sessão Preta: os barbudos de São Paulo por André Medeiros Martins

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Sessão Preta é o nome do projeto idealizado pelo fotógrafo paulista André Medeiros Martins, no qual o artista fotografou mais de 30 homens em diferentes pontos de São Paulo e registrou de forma poética esses pelos que emolduram os rostos e os enquadram em uma época, em um comportamento e um desejo. Os modelos selecionados tinham profissões, idades e orientações sexuais diversas. Alguns eram familiares, outros amigos, alguns convidados e outros se ofereceram para participar do projeto. Continue Reading

Reverie Project por Gustavo Chams

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É sempre bom ver pessoas empenhadas em dar visibilidade para artistas emergentes em diferentes áreas, fugindo do mainstream e buscando apresentar o que é novo e tem frescor, promovendo o avanço cultural da sociedade. O Reverie Project, com curadoria do fotógrafo Gustavo Chams (com trabalhos já apresentados aqui no blog) busca a valorização desses novos talentos e possui o apoio de uma série de sites, entre eles o BLCKDMNDS. São contempladas diversas áreas, como arte visual, poesia ou prosa poética, e a cada mês dois artistas (um visual e outro literário) têm suas obras expostas juntamente com uma minibiografia de seus trabalhos.

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Para maiores informações, acesse o site do projeto aqui e convide seus amigos a enviarem trabalhos

Instalações de arte em papel por Felipe Sepúlveda

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Quem acompanha o BLCKDMNDS sabe do nosso apreço pelas artes manuais, principalmente as mais minuciosas, é o caso do trabalho do artista chileno Felipe Sepúlvuda, que propõe uma instalação de arte desenvolvida a partir de três superfícies de papel cortadas manualmente (39 x 117 centímetros de cada superfície de papel). Das mesmos silhuetas de papel constrói uma paisagem rural inspirada pela geografia chilena, especificamente as paisagens de beira de estrada que cortam o país. Seu principal interesse por esse projeto é explorar as possibilidades de materiais de papel e a sua bidimensionalidade em condição tridimensional. Usando recursos como luz, sombra e um intenso trabalho manual que envolve o corte de milhares de miniaturas, tenta produzir cenas semelhantes ao original, fornecendo novas perspectivas espaciais e temporais. Simplicidade, originalidade e um trabalho de encher os olhos!

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A arte digital desfragmentada de David Marinos

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Com apenas 16 anos, o jovem e prodigioso artista que reside em Atenas na Grécia, David Marinos, cria uma arte fresca, original e transcendente. Por meio da junção de arte, fotografia digital e mídia o jovem transmite um certo domínio técnico na execução de sua arte, que claramente recebe influencias estéticas do vaporwave. Apesar de novo, o artista passou parte de sua vida transitando entre diversos países, algo que remete no multiculturalismo de sua obra, que também contempla uma narrativa que faz jus ao pós estruturalismo teórico, presente na mistura de elementos anacrônicos e desfragmentados. Centrado no hedonismo da juventude e nos valores efêmeros da estética, Marinos faz uma arte imponente e irreverente ao mesmo tempo sem soar pedante ou clichê, com certeza um nome a se tomar nota.

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Os efeitos visuais de Aakash Nihalani

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Aakash Nihalani criou uma série de instalações performativas intitulada de Landline, onde barras coloridas passam por indivíduos, conectando-os entre si e funcionando como extensões da paisagem urbana. Os participantes parecem examinar suas próprias entranhas e conexões, criando uma combinação inteligente de arte da parede e apliques nas camisetas. As peças são feitas com fita adesiva, papel colorido, ímãs, plástico corrugado, e muito domínio de ângulos. Ele afirma: “Meu trabalho de rua consiste basicamente em formas retangulares e quadradas. Selecionei lugares onde esse grafismo ganhasse inesperados contornos e uma elegante geometria pela cidade de Nova Iorque”.

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Pablo Amaringo e a alucinação de suas telas

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Se fosse possível conduzir as imagens da mente de uma pessoa depois de ingerir Ayahuasca e passá-las por um projetor em telas, o resultado seria arte de Pablo Amaringo. Cheias de cor e toneladas de informação, as obras do peruano herdam um pouco da estética do muralismo mexicano e do surrealismo para retratar viagens cósmicas e “mirações” psicodélicas do artista.

Amaringo foi vegetalista, curandeiro e fundador de uma escola visionária de arte, usando como base de inspiração para suas telas processos de cura, a natureza amazônica e rituais de consagração da Hoasca (bebida produzida com plantas para rituais e usada na medicina alternativa).

A vida, marcada por acontecimentos que o projetaram em sua arte, impactou a obra de Amaringo de tal maneira que é possível tateá-la. Sua família passava por um período de pobreza e Amaringo, aos dezessete, teve problemas sérios no coração, ficando à beira da morte. Curou-se miraculosamente com a ajuda de um curandeiro e, durante a recuperação, começou a desenhar e pintar pela primeira vez. Sem dinheiro para pagar os utensílios artísticos, usava até mesmo batom e maquiagem de suas irmãs para dar luz às suas imagens.

Sua obra só veio a ser mais conhecida pelo mundo na década de 1980, quando já se desenvolvia como pintor e mediava sessões com a bebida. Nesse contexto, conheceu o antropólogo Luis Eduardo Luna e o ecólogo Dennis McKenna, que o estimularam a pintar as “mirações” que via após a ingestão da Ayahuasca. A partir desse momento, começou a surgir seu estilo, a mistura vibrante de cores, os detalhes, diversas cenas interconectadas, formas fluidas e espirais e referências riquíssimas das figuras xamânicas indígenas.

Retratada em diversos documentários e curtas, a arte do peruano ganhou os projetores do cinema alternativo. Mais do que retratos do uso dessa substância, sua obra representa suas experiências de contato com o Divino, além de abrir nossos olhos para a riqueza da cultura amazônica, a sabedoria e a beleza das florestas.

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