Colagens contestadoras de Charles Wilkin

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A colagem é aquele estilo de arte que de cara já gera um fascínio, ela permeia entre o DIY underground de protesto, os diários das girls bathroom e a mixed media, mas é claro, com técnicas e conceitos legítimos. O fascínio vem justamente do poder de um artista poder realizar sua arte sobre algo já posto e existente com um toque identitário, uma intervenção, uma referência ou mesmo sua própria marca. A obra do artista Charles Wilkin, trabalha justamente isso, colagens que investigam a luta inata entre causa e efeito, derivada principalmente das manchetes dos jornais e tabloides – Wilkin transpõe essa desarticulação de sobrecarga de mídia e consumo alvejadas em analogias tangíveis, ou seja, utiliza-se do efeito imagético da mídia sobre nós para contestar o efeito midiático.

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O feminismo antropofágico de Rebeca Queiroz

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Rebeca Queiroz é uma designer e ilustradora recifense que tem em seus desenhos uma forma de expressão onde procura demonstrar seus pensamentos e levar quem os observa para dentro do seu universo feminista. Sua arte nos apresenta um feminismo antropofágico que retrata o poder da mulher em concordância com a serpente, o universo e a natureza. Ou seja, elementos poderosos com uma força representativa enorme dentro do seu próprio contexto unificados através do papel, do lápis e da caneta nanquim.
Muito além do autobiográfico, seus desenhos retratam referencias escondidas dentro de livros, frases de músicas ou diálogos de filmes. Alguns desenhos foram criados inspirados nos universos paralelos de Hilda Hilst, Eduardo Galeano, Björk, FKA Twigs, Nina Simone e Lamb. Outros contam cenas do seu próprio mundo.
Para acompanhar o trabalho da artista basta segui-la no instagram. Toda semana mais um pedaço fascinante deste universo nos é revelado através dele.

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Bordado e aplicações em fotografia no trabalho de Amanda Charchian & Jose Romussi

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Se você é ligado em arte, deve ter notado a emergência do bordado e das técnicas manuais no meio artístico, a prática tem crescido consideravelmente mundo a fora e chama a atenção, principalmente, por deixar expor as imperfeições da técnica, o que de fato é genial. Quando aplicado em fotografias ou ilustrações o trabalho ganha uma nova conotação e passa por uma ressignificação. É o que faz o artista Jose Romussi, buscando inspiração em fotografias em preto & branco para criar uma nova forma através da sobreposição de bordado sobre a imagem. Em parceria com a fotógrafa estadunidense Amanda Charchian, os dois, buscam na composição de cor e texturas um equilíbrio sedutor.

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Conheça “Reality Road” e caia na estrada com Mapei

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Acho que todos já sonhamos com a ideia de mochilar pela Europa, não é mesmo? Agora imagina se você pudesse fazer isso participando de um reality show com sua melhor amiga e ainda gravar um clipe para seu novo single? Foi exatamente isso que aconteceu com a cantora sueco-americana Mapei, que foi convidada para estrelar o “Reality Road”, série que faz parte da nova campanha de marketing da Volvo Trucks.

Pra quem estava com saudade da cantora, que não lançava nada novo desde o ano passado, quando estourou nas paradas do mundo todo com o hit “Don’t Wait”, dessa vez, ela e sua amiga Liza Morberg,  uma também conhecida diretora de clipes na Escandinávia,  foram convidadas a embarcar  em uma  viagem de caminhão, durante 9 dias, passando por 6 países da Europa, gravando o clipe de seu novo single “Million Ways to Live”, música composta especialmente para o programa e que faz parte de seu novo disco, com estreia prevista para o segundo semestre de 2015.
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Junto com as duas, embarcam também o motorista do caminhão, Jens Karlsson, e sua cachorrinha Sushi. Diversas aventuras acontecem e o entrosamento das duas, em frente e fora das câmeras é incrível, vale a pena conferir. A série conta com um total de oito episódios, que já estão publicados no canal do YouTube da Volvo Trucks. O resultado dessa aventura você confere no videoclipe, será lançado no dia 2 de julho, junto com a versão integral da música.

 

A poesia incisiva de Gabriel N. Andreolli

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Se você chegou a esse post deve estar questionando a abordagem da leitura aqui no BLCKDMNDS, mas não seria a poesia um tipo específico de arte? Uma alquimia de palavras, que juntas tem o poder de transformar e transforma-se, em despertar sensações e sentimentos – pois esse é o mesmo princípio que cabe a prática artística.

O autor aqui abordado é a síntese dessa premissa, um verdadeiro alquimista, é daqueles sujeitos hiperativos com talentos diversos: escritor, poeta, cineasta, roteirista e o que mais lhe der na telha, Gabriel N. Andreolli começou a escrever aos treze anos, foi estudante de Direito e conseguiu uma bolsa de pesquisa em Direitos Humanos na University of Notre Dame de Chicago, insatisfeito com a faculdade, deixou o Direito e mudou-se para Buenos Aires para estudar cinema, de lá produz uma arte fervescente, tal qual a cena portenha que lhe abriga. Nas palavras do autor:

Meu trabalho é ficção, baseado em fatos reais. Meus contos relatam um jovem melancólico e sonhador que tem que lidar todos os dias com a memória e a saudade, o encantamento com a arte, com a existência, com uma rotina de noites embriagadas e a busca incessante por inspiração.

Inspiração essa que não lhe falta, Gabriel também mantém o projeto Averso com seu amigo Gustavo Paes, criador do projeto que reúne poesia, devaneios e manifestações artísticas e através da instantaneidade do facebook, consegue atingir um número significativo de leitores. Reunindo textos de sua autoria e também de outros artistas como: Mariana Alonso, Felipe Tomazini e do próprio Gustavo.

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Sobre Universo Paralelo de Palavras e Tripas

Fácil é escrever sobre algo banal, difícil mesmo é escrever sobre algo ou alguém a quem se admira. Talvez por esse motivo relutei e prolonguei por quase um ano essa árdua tarefa, descrever “Universo paralelo de palavras e tripas”, do jovem autor Gabriel N. Andreolli. Quando recebi o livro em minha casa e devorei-o em uma única noite, correu por mim um misto de sensações, resultando num liquidificador emocional, daqueles que mexe e remexe suas memórias, fazendo emergir suas mais dolorosas e saborosas lembranças, um agridoce de sentimentos.

Sorri, chorei e me excitei a ler cada jogo de palavras que ardiam minhas entranhas. Ardor, aliás, é um dos reflexos da cultura latina mais marcantes na obra do autor, um delicioso hibridismo de drama e tesão. O livro cumpre o papel que sugere em seu título, um universo paralelo de palavras e tripas, que transcende o leitor fazendo-o remeter ao seus mais íntimos sonhos, medos e angústias, é impossível não se identificar com pelo menos uma de suas poesias.
Incisivo porque como numa terapia de acupuntura a cada palavra lida consegue uma reação de um sentimento despertado. Um Santiago Nazarian as avessas, se esse tem deslumbre sobre o obscuro e a morte, Gabriel, é justamente o oposto, tem fascínio pela vida e mais do que isso, pela vida vivida.

Gabriel N. Andreolli é um nome que não deve ser esquecido entre tantas promessas efêmeras dessa nova safra de poetas e escritores emergentes. Facilmente não será.

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Se interessou? O livro pode ser comprado por meio de sua página oficial na internet, por um preço honesto e simbólico.

Para saber mais do artista, acesse

Página Oficial
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A arte em gifs animados de Bill Domonkos

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Arte em gif não é nenhuma novidade, a gente sabe disso, mas quem não adora, não é mesmo?! E fica difícil não tornar público um trabalho tão expressivo como esse, gifs animados fascinantes que usam de fotografias de filmes vintage, uma verdadeira colisão e recombinação de ideias, um experimento que combina alteração, edição e remontagem usando a tecnologia digital na obra do artista americano de São Francisco Bill Domonkos.

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O mundo encantado de Ginette Lapalme

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Um trabalho delicado, lúdico e cheio de personalidade, é assim que eu poderia descrever o trabalho da artista canadense Ginette Lepalme. Pouco se sabe sobre ela e isso é algo que torna sua arte ainda mais incrível. Torneado de um clima misterioso – transmite uma certa emoção, que encanta e seduz seu espectador. Existe hoje um grande hype em cima dos trabalhos manuais, fruto de um movimento inverso das grandes produções industriais, que procura resgatar as práticas artesanais e por conseguinte valorizar uma economia sustentável e local. Lapalme se insere nesse cenário, que busca por meio de sua arte, representar um misto de pop art com referências do folk e da psicodelia e até mesmo do folclore indígena norte-americano. Atual, moderno e irreverente!

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Love Yourself: as ilustrações eróticas de Rennan Lourenço (+18)

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Homens praticando autofellatio como uma metáfora do conceito do amor próprio é o tema da série de ilustrações Love Yourself do artista Rennan Lourenço. Após sofrer um término de namoro devastante, Rennan canalizou seus sentimentos em forma de arte e produziu gravuras que o ajudaram a expressar a ideia de se amar antes de tudo e todos, promovendo de forma literal e análoga o conceito do amor próprio.  As ilustração foram feitas em aquarela e carvão e podem ser encontradas no tumblr e instagram do artista. Continue Reading