ArtiKin – O aplicativo que vai se tornar o seu guia cultural favorito

A nova plataforma de curadoria e criação de conteúdo direcionado ao mundo das artes chega com a proposta de aproximar, divulgar e ajudar na organização da agenda dos seus usuários, com uma constante atualização de novas exposições que estão rolando na cidade. O ArtiKin vem como um aplicativo que busca facilitar a contemplação da arte dentro de um guia cultural que funciona de maneira prática e acessível.

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Com um design muito bem pensado, desenvolvido com features (seção ROTAS propõe trajetos elaborados para o aproveitamento da tour focado em arte, assim como a seção AULAS, que lista cursos, palestras e workshops sobre arte) e informações bem organizadas. As exposições estão listadas por datas de encerramento, em contagem regressiva. Ou seja, as exposições que estão quase acabando ficam no topo da lista, ganhando assim, uma priorização maior.

A plataforma não se limita apenas ao aplicativo, é possível também receber um zine mensal impresso que complementa todo o conteúdo digital do app, além disso há um canal no YouTube com videoaulas sobre arte contemporânea; e futuramente a ideia é trazer uma vitrine online que irá dispor de uma seleção especial de obras para aquisição.

O Artikin é um projeto independente e super inovador, que visa levar a arte para a vida das pessoas de forma leve e smart, através de uma equipe de colaboradores que não resistem a uma boa curadoria e pesquisa de arte. Por enquanto, o aplicativo funciona apenas na cidade de São Paulo, mas em breve, outras cidades serão incluídas.

O app está disponível gratuitamente para IOS e Android.

O trabalho ácido do artista Marcelo Fiedler

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O trabalho do artista curitibano Marcelo Fiedler, 29 anos, que encontrei no Instagram (estava em uma vibe 80’s e fui pro ig buscar por referências), que começou desde muito cedo a ilustrar e foi aperfeiçoando sua técnica com o passar do tempo, hoje faz com que embarquemos em uma maravilhosa trip com as cores ácidas que são sentidas em suas obras.

Com uma bagagem influenciada por artistas como Keith Hering, Simon Landrein e desenhos dos anos 90’s, percebe-se em seu trabalho a constante presença de mulheres em situações cotidianas, com um ar de mistério e apresentam enormes bolas, como, um yin yang de ácido, no lugar dos olhos tornando mais complicado o relacionamento dos personagens com o espectador. Sobre isso, Fiedler diz “sempre me relacionei com mulheres que tem um ~que~ meio parecido comigo, você não sabe muito bem onde essa pessoa quer chegar, é um negócio aberto, mas não é”.

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Rurru mi panochia e sua arte nada (con) SENSUAL

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Longe de se definir pelo que a sociedade impõe, o gênero deveria ser em cada caso uma construção individual. Com esta premissa Rurru mi Panochia, alter ego da artista mexicana Almendra Sheira, promove uma visão livre e brincalhona do corpo humano e o que ela entende por sexualidade. A começar por seu alter ego Rurru Mi Panochia, já se vê o quanto a liberdade com o sexo faz parte da vida e, principalmente, do trabalho desta artista. Panochia, em alguns lugares da America Latina, é um sinônimo de vagina. Traduzindo-se assim em Rurru Minha Vagina. Segunda a artista a escolha do nome se deu pelo fato dele ser engraçado e sempre causar risos nas pessoas quando o pronunciam.

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A temática da sua arte gira em torno de fetiches, dissidências de gêneros, deuses pré hispânicos, amputações, tudo isso mesclado em desenhos despretensiosos e cores pasteis remetendo a um universo infantil, sem preconceitos e principalmente sem a culpa que muitas vezes o amadurecimento traz junto com a descoberta do sexo. O intuito da artista é mostrar que a concepção do belo não deve ser unilateral. E que seus desejos não precisam e nem devem se enquadrar em padrões impostos.
Sobre o uso de deuses pré hispânicos em sua obra, Rurru diz que sempre se interessou sobre arte erótica e pornô na cultura Greco-romana até que na universidade iniciou uma investigação sobre a cultura sexual que existia nos povos que habitavam seu país e desde então esses elementos se tornaram frequentes em seu trabalho.

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Not Art – Pinturas Clássicas revisitadas pelo design geométrico

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Mash-up art é uma categoria de arte que se popularizou pela web, das reinterpretações das Princesas Disney viralizadas a exaustão à pôsteres do cinema, dentre tanta informação e arte de gosto duvidoso, eis que surge o projeto de design Not Art, encabeçado pelos artistas e designers Tamer AlMasri e Mothanna Husseinm que buscam nesse projeto, combinar linhas e formas simétricas e justapô-las com pinturas clássicas do passado. Um exercício lúdico que em alguns casos, mostra a relação de formas e em outros simplesmente recriam uma bela obra de arte, a seu modo, é claro, dando a esses produções um novo significado.

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A imagem apoteótica na obra de Agnieszka Osipa

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Um universo repleto de detalhes, mistério e figuras imponentes que emergem de cenários sólidos, essa é a composição do trabalho da artista Agnieszka Osipa, uma designer de moda que reside em Gliwice, Polônia. Seu trabalho consiste na criação de trajes majestosos e sublimes, cada peça apresentada é feita à mão, onde a artista dedica toda a sua atenção aos detalhes, com superfícies inteiras sendo intricadas e frisadas em projetos complexos. Uma fusão astuta com referências que vão da apoteose medieval à mitologia celeste, com um toque fresco e contemporâneo, o resultado artesanal do seu delicado trabalho em trajes e adereços de cabeça transformam suas roupas em verdadeiras obras de arte.

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Projeto Ínsual, e a transição do ser humano ao Ciborgue

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Já é um fato que hoje não saberíamos viver sem a tecnologia que se desenvolve dia a dia e ademas de não nos surpreendermos com todos os avanços, nos adaptamos as novidades como que em um passe de mágica e já estamos impacientes por mais. Passamos todos os dias com o celular grudado ao corpo, levamos para a cama e provavelmente é a ultima coisa que vemos antes de dormir e também a primeira ao despertar. Computadores, tablets, gadgets, futuros lançamentos como google glass o nem tão futuro assim, Apple watch, redes sociais, espaço virtual, como diria um famoso ditado popular: “O futuro é agora” não poderia estar mais certo. A relação homem e máquina é cada vez mais íntima, nos acostumamos com a tela fria e queremos mais, o que nos da a entender que a transição para o ciborgue já está perto de acontecer, quase podemos sentir e enquanto isso não acontece nos resta imaginar. Pensando nisso Jon Jacoson, artista chileno e Daniel Ramos Obregón, fashion designer colombiano se uniram para realizar o Projeto Ínsula, utilizando de plataformas digitais deram vida a uma pequena parábola que poderia ser a fusão final do humano com a máquina.

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Colagens contestadoras de Charles Wilkin

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A colagem é aquele estilo de arte que de cara já gera um fascínio, ela permeia entre o DIY underground de protesto, os diários das girls bathroom e a mixed media, mas é claro, com técnicas e conceitos legítimos. O fascínio vem justamente do poder de um artista poder realizar sua arte sobre algo já posto e existente com um toque identitário, uma intervenção, uma referência ou mesmo sua própria marca. A obra do artista Charles Wilkin, trabalha justamente isso, colagens que investigam a luta inata entre causa e efeito, derivada principalmente das manchetes dos jornais e tabloides – Wilkin transpõe essa desarticulação de sobrecarga de mídia e consumo alvejadas em analogias tangíveis, ou seja, utiliza-se do efeito imagético da mídia sobre nós para contestar o efeito midiático.

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O feminismo antropofágico de Rebeca Queiroz

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Rebeca Queiroz é uma designer e ilustradora recifense que tem em seus desenhos uma forma de expressão onde procura demonstrar seus pensamentos e levar quem os observa para dentro do seu universo feminista. Sua arte nos apresenta um feminismo antropofágico que retrata o poder da mulher em concordância com a serpente, o universo e a natureza. Ou seja, elementos poderosos com uma força representativa enorme dentro do seu próprio contexto unificados através do papel, do lápis e da caneta nanquim.
Muito além do autobiográfico, seus desenhos retratam referencias escondidas dentro de livros, frases de músicas ou diálogos de filmes. Alguns desenhos foram criados inspirados nos universos paralelos de Hilda Hilst, Eduardo Galeano, Björk, FKA Twigs, Nina Simone e Lamb. Outros contam cenas do seu próprio mundo.
Para acompanhar o trabalho da artista basta segui-la no instagram. Toda semana mais um pedaço fascinante deste universo nos é revelado através dele.

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