Marcas do Imperialismo: Conflito e Figurino na tribo Herero por Jim Naughten

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O Imperialismo europeu sob o continente africano é marcado como um dos eventos mais cruel e sanguinário da história ocidental recente. No início de 1900, o exército alemão impiedosamente matou milhares de pessoas da tribo Herero da Namíbia, no que hoje é conhecido como “o primeiro genocídio da Alemanha”, um processo de colonização e dominação territorial que deixou sua marca não apenas na história do seu povo, mas também em sua cultura e costumes.

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O fotógrafo Jim Naughten retrata esse híbrido cultural em imagens que mostram moradores usando vestidos da era vitoriana e trajes paramilitares como um resultado direto e documental do início de colonização alemã no século 20, num sentido em que a alfaiataria faz fronteira com o surreal – abordando o processo histórico em que os missionários e comerciantes começaram a empurrar vestidos e uniformes europeus aos nativos, causando uma reação de resistência, onde os Herero mixaram traços dessa imposição com sua própria cultura, usando cocares e chifres de gado revestidos com tecidos coloridos para projetar e defender suas identidades. Seus retratos etéreos apresentam o orgulho desse povo, a força e um sentido original para a fotografia de moda.


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Para conhecer mais do trabalho do artista, acesse.

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Felipe Pedroso, é historiador, curador, pós-graduado em História, Arte e Cultura e especialista em Museografia e Patrimônio Cultural, dentre seus trabalhos, foi colunista web da Revista Trip e TPM e atualmente coordena o núcleo cultural do maior museu histórico a céu aberto do Brasil.

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