O Sci-fi brega do Jaloo‏

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Jaloo é original de Castanhal (interior do Pará), com seus 25 anos vem mostrando seu som que ele dá um nome de Sci-fi brega, uma mistura de Tecnobrega com electro 8-bit e ritmos latinos, levando como principal referência do trabalho a periferia, seja ela de Belém, do Brasil ou do mundo. A essência do seu trabalho é a mistura, a brincadeira com a música dos guetos da África, dos morros cariocas, dos clubes europeus, artistas experimentais e principalmente da música para se dançar que é feita nas baixadas da capital do Pará: o Tecnobrega, um hibridismo pós-moderno que por si só já é uma mistura de música brega com música eletrônica, onde elementos tecnológicos e o do it yourself são regras básicas. Um estilo musical nascido na periferia de Belém que é hoje o que há de mais vanguardista na música brasileira. Provido de uma abordagem e concepção própria quando se trata de audiovisual que faz destacar a sua singularidade.

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O nome Jaloo começou a fluir na Internet principalmente por volta de 2010 com remixes melódicos e tropicais de artistas que o próprio admira “Cada uma delas representa uma coisa pra mim, sabe? M.I.A., teve uma época que eu ouvia muito Donna Summer, a Robyn… Tive fases de intimidadezinha com cada uma delas. A Björk eu xingo quando ela faz cagada porque ela é muito pirada, entrar na vibe dela é complicado”

(em entrevista para deepbeeb).

Há mais de um ano mudou-se para São Paulo, e 2013 é um marco em sua carreira onde ele afirma o nascimento do Artista Jaloo, esqueça o Dj de tecnobrega e os remixes, agora são músicas feitas do zero, dos sintetizadores a todas as camadas de voz “publicações disseram que meu Cover de Oblivion era um remix, mal sabiam que tudo tinha sido feito do zero”. O ultimo lançamento do Jaloo que marca esse nova fase do artista consiste em um EP baseado em covers com 8 faixas, onde ele demonstra seu amor pelo Pop, Indie e pela nossa música brasileira. Tanto pelo ritmo que domina, o Tecnobrega, quanto pelos covers de Lucas Santtana e a eterna tropicalista Gal Costa.

A morte do fã:jaloocouve

Jaloo – Couve EP

Jaloo está participando de um festival de música chamado “Terruá Pará”. O festival, com produção de Carlos Eduardo Miranda e Cyz Zamorano, já revelou artistas para resto do Brasil, como Gaby Amarantos e Gang do Eletro. Sua apresentação ocorrerá dia 25 de junho. Confira a entrevista feita pela Equipe BLCKDMNDS com o Jaloo:



Como você lida com as comparações musicais de outros artistas do gênero como Banda Uó e Gaby Amarantos?

Eu tento não subestimar a mente dos meus ouvintes, acho que eles podem tirar conclusões mais profundas sobre o que eu faço e me preocupo em criar, tenho um caminho, não sei onde ele vai me levar, mas sei que é só meu.

Qual é o elemento que te diferencia desses artistas?

Gosto de me atrever, bagunçar a estrutura das coisas.

Você pretende usar a identidade do Tecnobrega em seus novos projetos?

Eu procuro incluir no meu trabalho a identidade dos guetos, mas o Tecnobrega é o que eu vivenciei e vivo. Você vai sentir tudo por lá, mas também terá uma vibe nova, quero soar refrescante.

Qual é seu objetivo agora como Artista?

Acho que a pergunta se responde. É simplesmente isso, mesmo que esse objetivo tenha uma carga simples acho que será uma tarefa difícil. É meio que ser outra pessoa, mas é simplesmente ser o que eu sou.

E daqui para a frente, como serão seus projetos?

Estou focado na criação, reunindo coisas novas e definindo um caminho, vai ser complicado, mas eu já enxergo bem ele lá na frente. É a história da saga, né? Criar é foda e divertido ao mesmo tempo, enquanto que o caminho é árduo, o resultado, quando a gente consegue reunir tudo que estava meio bagunçado na cabeça e olha para aquilo, cara, é muito bom.

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GLHRM

Guilherme Farina, 21 anos de idade, estudante de P&P.

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