Fotografias lúdicas de Dara Scully

Dara Scully é uma jovem fotógrafa espanhola, que nos envolve em suas fotos com uma atmosfera lúdica e com lindas cores em cenários mágicos. Apaixonada por animais e pela natureza, Dara cria fotografias cheias de significado, alegria e dor. O resultado é um trabalho belíssimo.

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Conheça a série Jane by Design

Os órfãos de séries de moda já podem comemorar, Jane by Design veio suprir suas carências, com o fim de Ugly Betty e o hiato infinito sem Material Girl (aquela série de comédia romântica norteada no mundo dos designers de moda ingleses da BBC1 – que por sinal, já falamos aqui) a ABC Family nos presenteia com uma série que retrata esse mundinho que tanto nos fascina, claro que com seus prós e contras, a série não é propriamente original, carrega um misto de O Diabo veste Prada de Sessão da Tarde com os clichês característicos de roteiros de séries americanas para adolescentes, além dos exageros e caricaturas, mas é quase impossível não se sentir cativado pela protagonista Jane e suas trapalhadas ao tentar manter uma vida dupla entre colegial e assistente de design numa renomada grife de roupas em NYC. Entretanto a série faz jus ao que se propõe, é uma comédia teen leve pra assistir sem compromisso que acaba valendo muito a pena!

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Arte que retrata comida de Joel Penkman

Licenciado em Design Gráfico na Canterbury University’s School of Fine Art na Nova Zelândia, Joel Penkman que é um apaixonado por pintura e comida resolveu unir o útil ao agradável, dedicando-se a pintar somente temas relacionados a alimentação, provocando assim nosso desejo pelas apetitosas obras de arte. Suas pinturas trazem um ar retrô o que emana certa nostalgia da infância, seus traços são delicados e buscam certo realismo. É impossível manter-se indiferente perante aos retratos artísticos sobre comida de Penkman, se você não apreciar a estética e a beleza ao menos sentirá fome!

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VHS – Halloween a la italiana

Empapuçou-se de Spaghetti no Dia Mundial do Macarrão? Então se segura, que trouxemos ao VHS dessa semana algo que vai revirar seus olhos também (e não é de fome): sangue e violência italianos!

Mais conhecido como terror spaghetti, o gênero giallo é uma perola na cinematografia mundial. Com sua produção mais prolifera entre o fim dos anos 60 e fim dos 80, o gênero trouxe a tona assuntos, estilos e talentos que ate então tinham uma abertura pálida no cinema europeu e americano. O Expressionismo Alemão trouxe grandes avanços no uso da iluminação e de seus cenários, e Hitchcock fez e refez como nenhum outro a ideia do que é cinema e como contar uma história pura e visualmente. A influência desse último nos cineastas da Nouvelle Vague francesa talvez tenha sido o grande pivô para que seu cinema de horror psicológico chegasse na Itália pós-guerra, e então o palco estaria feito: influenciados pela literatura pulp que transbordava nas bancas, com histórias que envolviam nudez, crimes, paranoia etc., (dai que advêm o termo giallo, que significa amarelo, e faz referência as páginas amarelas com que eram feitos os livrinhos), cineastas começaram a criar grandes obras de terror de orçamento baixo e qualidade técnica que deixariam qualquer um de cabelo em pé!

Bruxaria, distúrbios psicológicos, monstros e escatologia, tudo banhado em muito sangue e gritaria: o suspense é a chave mestra para desenvolver as histórias, que afligem e fascinam. Durante o tempo, atrizes, diretores e estilos particulares foram estabelecendo os conceitos e formas do giallo, e até hoje são reconhecidos grandes talentos que participaram nessa época e ainda influenciam outros cineastas, como o Dario Argento, Mario Bava, Ennio Morricone e Edwige Fenech. Escolhemos aqui 7 filmes que passeiam por várias dessas fases, e que construíram alguns ícones da cultura POP como a conhecemos hoje. Se banha no sangue falso e se agarra no braço mais próximo, because the monsters will rise tonight!

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Conheça a música do projeto Cymophane

Uma jornada entre os diferentes mundos da música e da sensibilidade: é o que nos fornecem Kevin ‘Pupilar’ Ingham e Ian ‘SDZH’ Ainslie, os idealizadores do projeto Cymophane. Os dois possuem projetos paralelos mas, desde 2005, trabalham dia e noite, com a missão de produzir um som que misture diferentes ritmos e influências para oferecer ao ouvinte uma imersão em um mundo lúdico e único. E eles conseguiram! Criam com sua música um clima sombrio de um leve dub com influências de techno, que não possuem de forma alguma a aceleração tao característica desses ritmos. Dando atenção a produção de cada segundo das 6 faixas do seu álbum (são musicas imersivas, possuindo em media de 8 a 9 minutos cada) para criar um trabalho denso e coerente, acabaram criando um dos trabalhos mais devastadores e inovativos da musica esse ano. E com a própria fabula musical que criaram, convidaram um tatuador de Glasgow, Paul Clave, para fazer a arte do álbum, que e’ essa imagem incrível que vocês veem logo em cima, que define o clima cinêmtico e soturno da trilha. O trabalho deles esta hospedado no aqui bandcamp.com, um daqueles projetos “pague o que merece, ou baixe de graça”, entao nao e’ desculpa pra embalar o Halloween com um som original e de qualidade!

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Ilustrações minimalistas dos movimentos artisticos

O designer gráfico francês Outmane Amahou criou uma série de ilustrações minimalistas dos principais movimentos artísticos, usando elementos característicos das obras dos artistas, como o relógio derretido de Salvador Dalí, a lata de sopa Campbell’s do Andy Warhol, o grito de Munch, etc. Um trabalho simples e inteligente.

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VHS – Jornada à Lua

Após anos-luz do último VHS, voltamos hoje indicando alguns filmes sobre ela, musa da arte e da ciência, que povoa o imaginário humano do ocidente ao oriente: a Lua. Há exatamente um mês morria Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua. Resultado da corrida espacial iniciada pela Rússia e os EUA na década de 60, a chegada à Lua pelo homem trouxe consigo a derrubada de várias lendas sobre sua formação, como a de que era feita de queijo, o que poderia existir no seu lado oculto, se existiria vida, etc. Mas tal descoberta não deixou de lado o fascínio que ela exerceu, e ainda exerce, sobre a cultura mundial, da literatura à pintura, da música ao cinema, passando por interpretações desde românticas até apocalípticas. Em cinco filmes e uma série, vamos viajar por dentro de diferentes visões que já foram oferecidas para tentar entender o fascínio que a Lua exerce sobre nós.

VIAGEM À LUA (George Melies, 1902)

O primeiro e mais antigo filme da seleção “1001 filmes para ver antes de morrer”, Viagem à Lua é pioneiro em inúmeras outras categorias. Usando técnicas inovadoras de animação, efeitos especiais e cenário, é considerado o primeiro filme de ficção-científica, retratando a subida do homem à Lua por um foguete e encontrando lá alienígenas nada amigáveis, forçando-o de volta à Terra. Em uma recente versão que passou aqui pelo Brasil pela organização da Mostra SP, e disponível aqui embaixo, podemos presenciar o filme em uma versão colorida, projeto do Melies de coloração que se considerava perdido, mas que foi retomado por restauradores com base em seus desenhos. A nova versão ainda acompanha uma trilha exclusiva do Air, que com seus sintetizadores e melodias lúdicas, aumentam o prazer da viagem de ver um dos filmes que mais representam a magia do cinema em sua melhor e mais divertida forma.

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O lado queer do Hip Hop

Parece mesmo que o mundo monocromático do Hip Hop anda passando por um processo de coloração, e isso não se trata de escapismo para analogia racial, mas sim, para o recente fenômeno da saída do armário de rappers e mc’s, nesse gênero musical, que historicamente é conhecido pelos discursos machistas em suas letras que, muitas vezes, resultam por contribuir para o binarismo sexual. O hip hop é também um movimento cultural responsável pela construção de identidades em um espaço de produção de sentidos e por isso esse fenômeno, digamos “queer“, se torna tão importante, pois tenta romper com esse papel estabelecido e colabora na transgressão do papel idealizado de masculinidade nas práticas e vivências sexuais.

A sexualidade sempre foi algo delicado no meio musical, mas alguns gêneros fazem desse tabu um motivo para explorar o assunto e levar a tona uma discussão necessária, assim como fizeram as riot grrrls nos anos 1990, ou o queer core, com bandas como SSION, Gossip e Hunx and his Punx, que de forma escrachada, debochada e até kitsch levaram a temática onde ela não conseguiria chegar se não fosse com a música. O hip hop era até então, uma barreira de resistência, mas nomes como Le1f mostram que essa realidade pode ser enfrentada. Proveniente da cena do rap nova-iorquino, ele lançou esse ano a mixtape Dark York e causou um certo barulho entre os rappers, ao deslocar em suas letras o papel representativo da masculinidade e da feminilidade e usando como trunfo a performatividade do corpo.

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