Ilustrações minimalistas dos movimentos artisticos

O designer gráfico francês Outmane Amahou criou uma série de ilustrações minimalistas dos principais movimentos artísticos, usando elementos característicos das obras dos artistas, como o relógio derretido de Salvador Dalí, a lata de sopa Campbell’s do Andy Warhol, o grito de Munch, etc. Um trabalho simples e inteligente.

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VHS – Jornada à Lua

Após anos-luz do último VHS, voltamos hoje indicando alguns filmes sobre ela, musa da arte e da ciência, que povoa o imaginário humano do ocidente ao oriente: a Lua. Há exatamente um mês morria Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua. Resultado da corrida espacial iniciada pela Rússia e os EUA na década de 60, a chegada à Lua pelo homem trouxe consigo a derrubada de várias lendas sobre sua formação, como a de que era feita de queijo, o que poderia existir no seu lado oculto, se existiria vida, etc. Mas tal descoberta não deixou de lado o fascínio que ela exerceu, e ainda exerce, sobre a cultura mundial, da literatura à pintura, da música ao cinema, passando por interpretações desde românticas até apocalípticas. Em cinco filmes e uma série, vamos viajar por dentro de diferentes visões que já foram oferecidas para tentar entender o fascínio que a Lua exerce sobre nós.

VIAGEM À LUA (George Melies, 1902)

O primeiro e mais antigo filme da seleção “1001 filmes para ver antes de morrer”, Viagem à Lua é pioneiro em inúmeras outras categorias. Usando técnicas inovadoras de animação, efeitos especiais e cenário, é considerado o primeiro filme de ficção-científica, retratando a subida do homem à Lua por um foguete e encontrando lá alienígenas nada amigáveis, forçando-o de volta à Terra. Em uma recente versão que passou aqui pelo Brasil pela organização da Mostra SP, e disponível aqui embaixo, podemos presenciar o filme em uma versão colorida, projeto do Melies de coloração que se considerava perdido, mas que foi retomado por restauradores com base em seus desenhos. A nova versão ainda acompanha uma trilha exclusiva do Air, que com seus sintetizadores e melodias lúdicas, aumentam o prazer da viagem de ver um dos filmes que mais representam a magia do cinema em sua melhor e mais divertida forma.

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O lado queer do Hip Hop

Parece mesmo que o mundo monocromático do Hip Hop anda passando por um processo de coloração, e isso não se trata de escapismo para analogia racial, mas sim, para o recente fenômeno da saída do armário de rappers e mc’s, nesse gênero musical, que historicamente é conhecido pelos discursos machistas em suas letras que, muitas vezes, resultam por contribuir para o binarismo sexual. O hip hop é também um movimento cultural responsável pela construção de identidades em um espaço de produção de sentidos e por isso esse fenômeno, digamos “queer“, se torna tão importante, pois tenta romper com esse papel estabelecido e colabora na transgressão do papel idealizado de masculinidade nas práticas e vivências sexuais.

A sexualidade sempre foi algo delicado no meio musical, mas alguns gêneros fazem desse tabu um motivo para explorar o assunto e levar a tona uma discussão necessária, assim como fizeram as riot grrrls nos anos 1990, ou o queer core, com bandas como SSION, Gossip e Hunx and his Punx, que de forma escrachada, debochada e até kitsch levaram a temática onde ela não conseguiria chegar se não fosse com a música. O hip hop era até então, uma barreira de resistência, mas nomes como Le1f mostram que essa realidade pode ser enfrentada. Proveniente da cena do rap nova-iorquino, ele lançou esse ano a mixtape Dark York e causou um certo barulho entre os rappers, ao deslocar em suas letras o papel representativo da masculinidade e da feminilidade e usando como trunfo a performatividade do corpo.

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Fotografias de Námaskarð na Islândia por Tim Navis

Para aqueles que visitam o blog desde seu início, sabem da paixão que cultivamos pelo pequeno país insular do norte europeu, berço de bandas como Sigur Rós, Björk, Fm Belfast entre tantas outras. A Islândia se faz fascinante pela sua geografia peculiar e suas paisagens extraordinárias, que atrai visitantes e admiradores em busca de cenários que mais parecem belas pinturas. Tim Navis, fotógrafo norte-americano é uma dessas pessoas, que com uma câmera na mão viajou até a Islândia e suas extremidades a procura da perfeição para ser imortalizado em fotografias. Tim criou uma série fotográfica que retrata a região de Námaskarð, no norte da Islândia, a fim de capturar a extraordinária paisagem soberba da região que nos revela algo épico sobre o país e sua variedade geomorfológica.

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Fresh Love – Casais embalados a vácuo por Photographer Hal

Um excelente projeto do artista/fotógrafo japonês de codinome Photographer Hal, entitulado Fresh Love, onde representa o amor de um casal embalados em plástico a vácuo. O resultado é surpreendente, os casais se tornam verdadeiros objetos inanimados pronto para ser vendido em supermercados. O ar é retirado de dentro do plástico e o fotografo tem apenas alguns segundos para captar a imagem e o ar é então rapidamente colocada de volta.

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Conheça a minissérie Parade’s End

É notável o crescente espaço que produções épicas tem tido na Tv e no cinema, o interesse cresceu mais ainda depois do sucesso gigantesco da série britânica Downton Abbey. Rompendo até mesmo as fronteiras do oceano Atlântico e atingindo enorme popularidade na América, tornando-se uma mania mundial, que refletiu nas passarelas das semanas de moda, inspiradas pelo glamour, requinte e sofisticação que a série exibe.

O fascínio por tempos longínquos, a paixão pela sua história e a devoção por suas tradições, faz dos ingleses, inegavelmente, os cânones das produções épicas. E é nesse contexto que a BBC em parceria com a HBO lançam a minissérie Parade’s End, uma adaptação da tetralogia do romance de mesmo nome, escrita por Madox Ford e adaptada por Tom Stoppard de (Shakespeare Apaixonado). Evocando uma atmosfera de luxo e requinte, que não foge a regra de maestria das demais produções do gênero produzidas no país, com uma fotografia que exalta belas paisagens, figurino estonteante e um roteiro trabalhado com muita propriedade.

Situada durante o período da 1ª Guerra Mundial, a minissérie em cinco episódios narra a vida de Christopher Tietjens, um passivo e conservador aristocrata inglês casado com Sylvia, uma mulher ambiciosa que mantém casos extraconjugais. Quando Christopher parte para a guerra ele conhece Valentine Wannop, uma jovem feminista que se torna parte do triângulo amoroso.

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As ilustrações lúdicas de Alexandra Petracchi

Alexandra Petracchi é uma ilustradora e designer gráfica francesa, que trabalha ilustrando publicações infantis em uma editora. Seus desenhos passeiam pela imaginação plural das crianças, trazendo uma explosão de cores, personagens e formas que encantam pela sua composição e harmonia. Sua inspiração passeia entre a mitologia, a música, a natureza e até mesmo pelos medos e pesadelos, já que uma boa história que tem início com “Era uma vez…” precisa de um antagonista assustador. Alexandra também passeia por outras vertentes das expressões artísticas como a fotografia e o fascínio pela animação, esse último ligado diretamente ao seu atual trabalho, já que realiza projetos multimídia interligados com algumas de suas publicações.

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Conheça o quarteto britânico Rudimental

Foi durante o iTunes Festival desse ano que pude conhecer o trabalho do quarteto britânico Rudimental e foi amor a primeira ouvida. Intensos, mas cheio de soul, podemos literalmente ouvir a colisão de mundos entre o house e o Jazz em seu trabalho – exemplo disso é o remix de Happier do Paper Crows, que mescla sintetizadores com a harmonia clássica do Sax – Seu primeiro single “Feel the Love” ganhou as paradas britânicas logo no seu lançamento, tirando a irritante “We Are Young” do pódio. Antes de se tornarem globais o grupo formado por Piers Agget, Kesi Dryden, Amir Amor e pelo DJ Locksmith já lotavam os clubes undergrounds onde colaborou com Plan B e Professor Green no começo de suas carreiras. Seu primeiro álbum tem lançamento marcado para fevereiro, mas os apressados já podem curtir algumas faixas, que trazem participações especiais de peso como Ed Sheeran em um remix de Drunk, John Newman e Alex Clare.

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