A Fotografia subversiva do Coletivo Gorsad Kiev

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Antes da cantora MØ mostrar um lado oculto da juventude periférica ucraniana no clipe de Kamikaze, de uma forma bem estilizada, é claro, o Coletivo Gorsad Kiev, que nós também já falamos aqui, mostrava, a um bom tempo, um lado cru do ‘jardim urbano’, tradução literal de Gorsad, do que é ser jovem em Kiev. Com uma estética pautada nos preceitos do “faça você mesmo”, com elementos da cultura underground, o trio registra retratos subversivos dessa parcela da população vulnerável e oterside. As imagens contrastam com os incidentes devastadores que estão afligindo o país e muitas vezes apontam para a ambiguidade da sexualização desses jovens, mostrando uma geração positiva que não se abala com os conflitos bélicos da região.

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A imagem apoteótica na obra de Agnieszka Osipa

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Um universo repleto de detalhes, mistério e figuras imponentes que emergem de cenários sólidos, essa é a composição do trabalho da artista Agnieszka Osipa, uma designer de moda que reside em Gliwice, Polônia. Seu trabalho consiste na criação de trajes majestosos e sublimes, cada peça apresentada é feita à mão, onde a artista dedica toda a sua atenção aos detalhes, com superfícies inteiras sendo intricadas e frisadas em projetos complexos. Uma fusão astuta com referências que vão da apoteose medieval à mitologia celeste, com um toque fresco e contemporâneo, o resultado artesanal do seu delicado trabalho em trajes e adereços de cabeça transformam suas roupas em verdadeiras obras de arte.

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O punk tropical das chicas do Kumbia Queers

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A emergência de um discurso político e de empoderamento na cena cultural não é algo realmente recente, o próprio queer aparece nos mais diversos segmentos musicais como uma alternativa ao questionamento e a visibilidade, nomes como Le1f, SSION, Hunx and His Punx, THEESatisfaction, vem se destacando no gênero e abrindo caminho para outros projetos, um deles é o Kumbia Queers, um grupo musical composto por seis chicas entre argentinas e uma mexicana. O projeto se iniciou em Buenos Aires em 2007, onde a princípio suas participantes tocavam covers de Madonna, Ramones e Black Sabbath, parodiando-os para o ritmo de cumbia, com letras cheias de queerzismos e muito humor. Elas possuem quatro discos lançados, desde então, Kumbia Nena de 2007, La Gran Estafa del Tropipunk (2010), Pecados Tropicales (2012) e o recém lançado Canta y no Llores.

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A mescla entre o ritmo de cumbia e o punk juntamente com muito groovy não poderia estar mais afinada, e faz qualquer um dançar desde o primeiro instante de audição. ¡Que lo disfruten!

¡que lo disfruten!

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Projeto Ínsual, e a transição do ser humano ao Ciborgue

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Já é um fato que hoje não saberíamos viver sem a tecnologia que se desenvolve dia a dia e ademas de não nos surpreendermos com todos os avanços, nos adaptamos as novidades como que em um passe de mágica e já estamos impacientes por mais. Passamos todos os dias com o celular grudado ao corpo, levamos para a cama e provavelmente é a ultima coisa que vemos antes de dormir e também a primeira ao despertar. Computadores, tablets, gadgets, futuros lançamentos como google glass o nem tão futuro assim, Apple watch, redes sociais, espaço virtual, como diria um famoso ditado popular: “O futuro é agora” não poderia estar mais certo. A relação homem e máquina é cada vez mais íntima, nos acostumamos com a tela fria e queremos mais, o que nos da a entender que a transição para o ciborgue já está perto de acontecer, quase podemos sentir e enquanto isso não acontece nos resta imaginar. Pensando nisso Jon Jacoson, artista chileno e Daniel Ramos Obregón, fashion designer colombiano se uniram para realizar o Projeto Ínsula, utilizando de plataformas digitais deram vida a uma pequena parábola que poderia ser a fusão final do humano com a máquina.

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Ouça Dopamine – Novo disco do BØRNS

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Após um ano de espera, Dopamine, o primeiro LP de Borns saiu hoje. Ele estourou nas rádios de L.A e nas baladas com mundo todo com o  “Electro-Glam Pop” de  seus singles “10.000 Emerald Pools” e “Eletric Love” e chegou a ser citado pela Taylor Swift como o um clássico instantâneo.


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A Garota do Tumblr virando uma popstar

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Quem é a tal garota de visual mutante e cabelos coloridos que parece viver num mundo que só existe no Tumblr e que atualmente está dominando os comentários nas redes sociais por onde passa? O seu nome, ainda não conhecido por muitos, é Halsey, uma grande e produzida promessa em um novo cenário musical classificado como “Dark Electro-Pop” americano.
Aproveite pra conhecer e se render aos encantos de Halsey, que vem com uma pitada de Lorde, Lana Del Rey e Charli XCX ao mesmo tempo. Definitivamente uma garota pra gente não tirar os olhos.

Halsey, que na verdade é um anagrama do seu verdadeiro nome, Ashley, é uma americana de apenas vinte anos de idade que vem ganhando a cada dia um espaço maior na internet e fora dela. Sem nunca ter tido a ideia de se tornar uma popstar, Ashley, na época, ainda sonhava em tentar uma faculdade de Belas Artes antes de entrar, através da internet, no ramo da música. Onde foi devido ao seus “covers” postados no YouTube e Soundcloud que ela acabou sendo descoberta e assinando contrato com uma importante gravadora.

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O inusitado e o surreal na fotografia de Brian Oldham

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Ele é o novo queridinho da cena, pipocou em todos os sites e blogs de arte e está no seleto grupo de artistas contemporâneos a compor o prestigiado catálogo da Galeria Saatchi. Com um trabalho constante, as produções do jovem artista de Los Angeles, Brian Oldham, derivam de uma visão rica e extraordinária com base na abordagem conceitual para uma variedade de temas, desde a imagem do auto-retrato à diferentes contrastes e possíveis conexões entre a natureza e o homem, que vão para além dos limites do tempo e espaço. O inusitado e o surreal fazem parte do escopo que compõe sua arte e atrai uma quantidade bem significativa de admiradores, mostrando que artistas que nascem na era web, não necessariamente permanecem nela, Oldham mostra justamente o contrário, rompendo as barreiras e levando seu trabalho para as mais prestigiadas galerias e museus. Uma ode ao século XXI.

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O eletrônico sombrio e experimental do Lorn

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Natural de Wisconsin, Marcos Ortega, conhecido pelo nome artístico de Lorn, tem se destacado na cena eletrônica underground – com uma pegada obscura e sombria, o Dj e produtor assinou com o selo Ninja Tune do Flying Lotus e desde então tem apresentado um conjunto de produções concisas e mais elaboradas, em sintonia com um projeto visual igualmente competente. Seu último vídeo Acid Rain, incrível, diga-se de passagem, demonstra esse amadurecimento. Tem tudo pra embalar as pistas darks mais espertas por aí.

Para conhecer mais:
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Soundcloud

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