A arte digital desfragmentada de David Marinos

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Com apenas 16 anos, o jovem e prodigioso artista que reside em Atenas na Grécia, David Marinos, cria uma arte fresca, original e transcendente. Por meio da junção de arte, fotografia digital e mídia o jovem transmite um certo domínio técnico na execução de sua arte, que claramente recebe influencias estéticas do vaporwave. Apesar de novo, o artista passou parte de sua vida transitando entre diversos países, algo que remete no multiculturalismo de sua obra, que também contempla uma narrativa que faz jus ao pós estruturalismo teórico, presente na mistura de elementos anacrônicos e desfragmentados. Centrado no hedonismo da juventude e nos valores efêmeros da estética, Marinos faz uma arte imponente e irreverente ao mesmo tempo sem soar pedante ou clichê, com certeza um nome a se tomar nota.

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Os efeitos visuais de Aakash Nihalani

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Aakash Nihalani criou uma série de instalações performativas intitulada de Landline, onde barras coloridas passam por indivíduos, conectando-os entre si e funcionando como extensões da paisagem urbana. Os participantes parecem examinar suas próprias entranhas e conexões, criando uma combinação inteligente de arte da parede e apliques nas camisetas. As peças são feitas com fita adesiva, papel colorido, ímãs, plástico corrugado, e muito domínio de ângulos. Ele afirma: “Meu trabalho de rua consiste basicamente em formas retangulares e quadradas. Selecionei lugares onde esse grafismo ganhasse inesperados contornos e uma elegante geometria pela cidade de Nova Iorque”.

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Pablo Amaringo e a alucinação de suas telas

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Se fosse possível conduzir as imagens da mente de uma pessoa depois de ingerir Ayahuasca e passá-las por um projetor em telas, o resultado seria arte de Pablo Amaringo. Cheias de cor e toneladas de informação, as obras do peruano herdam um pouco da estética do muralismo mexicano e do surrealismo para retratar viagens cósmicas e “mirações” psicodélicas do artista.

Amaringo foi vegetalista, curandeiro e fundador de uma escola visionária de arte, usando como base de inspiração para suas telas processos de cura, a natureza amazônica e rituais de consagração da Hoasca (bebida produzida com plantas para rituais e usada na medicina alternativa).

A vida, marcada por acontecimentos que o projetaram em sua arte, impactou a obra de Amaringo de tal maneira que é possível tateá-la. Sua família passava por um período de pobreza e Amaringo, aos dezessete, teve problemas sérios no coração, ficando à beira da morte. Curou-se miraculosamente com a ajuda de um curandeiro e, durante a recuperação, começou a desenhar e pintar pela primeira vez. Sem dinheiro para pagar os utensílios artísticos, usava até mesmo batom e maquiagem de suas irmãs para dar luz às suas imagens.

Sua obra só veio a ser mais conhecida pelo mundo na década de 1980, quando já se desenvolvia como pintor e mediava sessões com a bebida. Nesse contexto, conheceu o antropólogo Luis Eduardo Luna e o ecólogo Dennis McKenna, que o estimularam a pintar as “mirações” que via após a ingestão da Ayahuasca. A partir desse momento, começou a surgir seu estilo, a mistura vibrante de cores, os detalhes, diversas cenas interconectadas, formas fluidas e espirais e referências riquíssimas das figuras xamânicas indígenas.

Retratada em diversos documentários e curtas, a arte do peruano ganhou os projetores do cinema alternativo. Mais do que retratos do uso dessa substância, sua obra representa suas experiências de contato com o Divino, além de abrir nossos olhos para a riqueza da cultura amazônica, a sabedoria e a beleza das florestas.

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Red Bull Sounderground traz músicos internacionais para tocar de graça no metrô do Rio

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Em agosto a festa vai ser no metrô carioca. O festival de músicos de metrô Red Bull Sounderground traz músicos de Londres, Moscou, Paris, Berlim, Montreal e Nova York, além de três atrações cariocas. Comum nos trens de Nova York, Berlim e Londres, os músicos de metrô agora estão também nas estações cariocas. Em agosto começa o Red Bull Sounderground, 3o Festival Internacional de Músicos de Metrô, que traz ao Brasil 12 atrações de oito países para tocar de graça, para quem estiver pelas estações de trens do Rio de Janeiro.

São 48 apresentações gratuitas de atrações internacionais de cidades como Barcelona, Nova York, Londres, Paris, Montreal, Moscou e Berlim, além de três artistas do Rio de Janeiro. Com diferentes influências e estilos musicais, alguns desses músicos internacionais foram ovacionados durante a passagem por São Paulo em outras edições do festival e seguem como artistas independentes se apresentando nas estações de metrô de suas respectivas cidades. De 12 a 15 de agosto, durante o dia e a noite, espera-se que cerca de 1,2 milhão de pessoas confiram os shows durante todo o festival.

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“O Brasil não tem tradição de músicos de metrô e a proposta de realizar o evento numa metrópole como o Rio de Janeiro é atrair a atenção para uma iniciativa que busca incentivar a abertura deste espaço”, diz Marcelo Beraldo, idealizador do festival. “Além do que, se pensarmos em abrangência e audiência, estamos falando de um dos maiores festivais de música do mundo”.

O metrô do Rio de Janeiro, que sedia o festival, se prepara para manter a música pelas estações cariocas: “O Red Bull Sounderground será o primeiro passo para levar uma experiência musical aos usuários do MetrôRio. Novas intervenções serão desenvolvidas, organizando o espaço para apresentações musicais nas estações”, diz Andre Salles, diretor de marketing do MetrôRio.

Sobre o Red Bull Sounderground:
O festival está na sua terceira edição, as outras duas aconteceram em São Paulo em 2010 e 2012, somando 77 músicos de nove países. A ideia do festival surgiu durante a viagem em que Marcelo Beraldo, criador e diretor do projeto, deu a volta ao mundo. Depois de passar por mais de 16 cidades entre Europa, Ásia e Américas, como Londres, Paris, Barcelona, Lisboa, Moscou, Hong Kong, Pequim e Xangai, e circular por metrôs do mundo todo, veio com a ideia. “Durante minha viagem conversei com gerentes e diretores de metrô de várias cidades. Segundo eles, o público gosta de ouvir música enquanto espera pelo trem e isso chega até a ser associado com uma maior sensação de segurança”, diz Beraldo.

O festival tem apoio institucional da Concessionária MetrôRio e foi contemplado pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – ISS.

Serviço:
Red Bull Sounderground – III Festival Internacional de Músicos de Metrô
De 12 a 15 de agosto, das 11h às 13h e das 17h às 19h.
Nas estações Siqueira Campos, Carioca, Central, Pavuna, Uruguai e General Osório.
Confira a programação aqui.

Da Assessoria

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The Present por Jon Jacobsen

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Essa incrível série criada pelo fotográfo chileno Jon Jacobsen é dedicada a explorar uma série cinematógrafa, intitulada como The Present. Estas imagens espectrais e distorcidas apresentam um indivíduo que parece estar em um pesadelo de Fuseli, cercada por seu próprio inconsciente que se infiltra no mundo real para acabar fundindo-se com ele em uma imagem estranha e fantasmagórica.

A ideia de fazer as imagens em GIF é para adotar o tormento e transe, da liberdade do movimento e do aprisionamento, distorcendo ainda mais os corpos para criar um efeito fantástico. É uma mistura do visionário com o de todos os dias, desde que você também possa ver os objetos das imagens ainda com vida, alguns deles inofensivos, como um buquê de flores, e alguns um pouco mais macabros.

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A natureza sombria de Juliette Bates

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A fotógrafa Juliette Bates fez uma série incrível de fotos bastante peculiares, intitulado “Histoires Naturelles”. A predominância do preto e branco, e também de aves e crânios, que encontramos muito em suas fotos: sua série é cheias de mistério e originalidade, e deixando claro seu fascínio pelos animais. Nesta série, Juliette usa diversos tipos de animais, incluindo várias raças de aves, insetos, borboletas, criaturas aquáticas e terrestres.

É visível um clima sombrio e de passagem do tempo refletida nessa obra que depende fortemente de tons de azul e cinza. O esquema de cores reflete a presença de mortalidade. Apesar dos temas recorrentes de morte, também há um vislumbre de imortalidade anexado às imagens.

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Mixtape: Músicas de Ukulele, Banjo, Gaita e Guitarra

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Músicas de ukulele, banjo, gaita e guitarra: algo parecido com Dylan nos filmes. Aquela utopia musical ideal para se ouvir em dias de sol ou em dias de chuva com um copo de café do lado e uma tragada de tabaco no pulmão.
Uma reunião do Belle and Sebastian com o Bob Dylan, Andrew Bird, Arcade Fire, Ricky Nelson, Cat Power, Feist, Bon Iver, Devendra Banhart, Sufjan Stevens, Smiths, muita mágoa, amor e música boa.
Como diz a canção: “Se eles seguirem você não olhe para trás; como Dylan nos filmes. Sozinho… Se o seguirem não é o seu dinheiro que eles querem, garoto, é você!”

Músicas de Ukulele, Banjo, Gaita e Guitarra by Raphael Maia on Mixcloud

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Incrível adaptação de “Donnie Darko”, em 8 bits

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Mesmo sendo um personagem bidimensional, Frank o coelho continua a ser uma visão inquietante. Com tamanha admiração pelo filme, a CineFix homenageia o clássico cult Donnie Darko na última parcela de 8 bits do Cinema. Com referências dos anos 80, especialmente em jogos japoneses, com três minutos de duração clipe destaca alguns dos momentos mais emblemáticos do filme, incluindo o primeiro encontro fatídico do protagonista com Frank e a queima da casa de Jim Cunningham. O resultado é incrível e nos faz a mão coçar, desejando ter um controle remoto para controlar o jogo. Separamos aqui alguns screenshots dos nossos momentos favoritos, e o vídeo também.

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