O streetwear seco e agressivo da Drowsy Apparel

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O cenário da moda alternativa brasileira ainda encontra barreiras para se destacar e construir uma identidade própria marcante. Em um meio que muitas marcas desenvolvem seus produtos e conceitos copiando-os de marcas estrangeiras, o que é original e inusitado chama a atenção. É o caso da indiscreta Drowsy Apparel, comandada desde 2011 pelos amigos Felipe, Fabieli, Maique e Jhonatan, que se definem como “quatro clássicos jovens chatos que não sabem socializar bem” e que se dedicam a demonstrar seus sentimentos e visão das coisas através do que fazem. A intenção da marca é produzir um conteúdo visual exclusivo que desvie das regras comuns, com o objetivo de trazer uma nova alternativa para a cultura de streetwear no Brasil e se tornar uma referência sombria meio à tempestade.

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A estética da marca é seca e agressiva, e as estampas são simples e assertivas. O desenvolvimento das coleções é feito com base em experiências pessoais (boas e ruins), e as peças buscam referência em coisas incomuns e geralmente “estranhas”, chamando a atenção de pessoas que compartilham do mesmo universo e se sentem pertencentes a uma realidade que foge dos padrões. O resultado final é uma roupa que traz algo novo e fresco para o mercado de moda street e que explora sem medo referências audaciosas, conquistando um público cada vez mais fiel.

“Estamos em evolução constante nos projetos atuais e futuros da marca, trazendo sempre as coisas novas do mundo streetwear, e mostrando a parte suja disso. Não temos intenção de fazer só roupas bonitinhas, e essa é a real identidade e essência da marca que nunca vai mudar. Nosso conteúdo é naturalmente estranho e obscuro, faz parte do que gostamos, do nosso mundo isolado, músicas e filmes tristes. De qualquer forma queremos mostrar que as coisas bonitas não estão apenas na perfeição, mas também nos detalhes que rejeitamos, odiamos ou simplesmente achamos esteticamente feio, mas tudo tem sentido e alguma expressão no final.” diz Felipe Ukhov.

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BLCKDMNDS BDAY – 5 ANOS DE BLCKDMNDS

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Exatamente a cinco anos atrás, cinco amigos de diferentes lugares do Brasil e do mundo deram início a esse projeto, com o intuito de propagar suas pesquisas e suas descobertas sobre arte, design, música e cultura pela web. Com uma equipe dedicada, produzimos quase 3.000 postagens, conseguimos mais de 3 milhões de visitas e conquistamos leitores fiéis. O projeto que começou de forma extremamente despretensiosa foi muito além do que apenas disseminar arte pela rede, ele sobreviveu a crise da bloghouse e a inúmeras crises internas. Alguns integrantes da equipe se foram, outros vieram e todos de alguma forma, contribuíram para que hoje o BLCKDMNDS seja o que é: um blog com conteúdo honesto e com muita vontade de tornar público artistas emergentes com uma boa criatividade em busca de um lugar ao sol no concorrido hall da arte.

E o mais gratificante de tudo isso é saber que o projeto mudou, não somente a vida de quem o mantém, mas também a vida de muitos dos que por aqui tiveram sua arte exposta, sendo assim, ficamos felizes em termos esse reconhecimento enquanto ferramenta alternativa de divulgação de trabalhos artísticos, isso mostra que nosso esforço alcançou e alcança um grande propósito. Obrigado a todos vocês que passaram por aqui, aos blogs amigos, as parcerias, aos colaboradores, aos escritores, aos artistas e principalmente a vocês, nossos queridos leitores. Que venham mais cinco anos, vida longa ao BLCKDMNDS! Muito obrigado.

Equipe BLCKDMNDS

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Arte: Raphael Maia

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Documentário mostra a batalha de banda brasileira em NY

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Foto: Carolina Caffé

O sonho de muitas bandas de rock nacionais é ter a chance de ultrapassar as barreiras geográficas e conquistar o seu lugar ao sol em outro país. Nova York foi o local escolhido para dar os primeiros passos daqueles que seriam conhecidos como “Brooklyn Days”, documentário que conta os obstáculos e vitórias da banda Fleeting Circus em sua primeira turnê internacional. O material foi dividido em três episódios, de cinco minutos cada, e vai ser disponibilizado semanalmente no canal oficial da banda no Youtube.

Na busca de melhores perspectivas para seu trabalho, os músicos brasileiros que arriscam sair do país vão encontrar um local ora diferente e frio, ora acolhedor. Com a Fleeting Circus, foi a segunda opção. Situados em Williamsburg e Bushwick, eles fizeram grandes amizades por lá, entre elas a diretora Carolina Caffé, que comprou a ideia do projeto de um documentário sobre a turnê dos rapazes em terra ianque.

A solução para divulgar o documentário de forma que todos pudessem ter acesso, e assim, aprender com a experiência da banda, foi disponibilizar os vídeos gratuitamente no Youtube. Com linguagem objetiva, o documentário mostra que estar longe de casa não é fácil, porém ao subir no palco, nada mais importa. O formato em três episódios de poucos minutos é uma forma de acompanhar a tendência atual de passar informação rapidamente, sem perder o principal objetivo: produzir música de qualidade.

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Foto: Carolina Caffé

Primeiro álbum, primeira turnê fora do país e um público totalmente novo. O documentário “Brooklyn Days” surgiu da vontade de registrar esse divisor de águas que a banda estava passando. “Acredito que vivemos uma época muita boa em Nova York, e encontramos uma resposta positiva para nosso trabalho. Nada melhor do que filmar e compartilhar com os fãs essa história tão única”, conta o guitarrista da Fleeting Circus, Felipe Vianna.

Acostumados a lidar com a música de diversas formas, a banda encara o mercado musical de um jeito diferente das bandas nacionais, sempre encontrando uma maneira de trabalhar com música, fosse produzindo trilhas sonoras para novelas, filmes e, até mesmo, como banda ao vivo no show circense do Unicirco Rock Show. De acordo com Felipe, a viagem serviu para “confirmar a concepção de que a Fleeting Circus pode seguir a identidade de uma touring band, apresentando uma música autoral de boa qualidade e com um público interessado em apreciar o material”, analisa.

Da Assessoria

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Conheça a eletrizante música do projeto brasileiro Peartree

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Hate to Say I Told You So, música que mostrou ao mundo a musicalidade do projeto Peartree, ganha um single com seu nome acompanhado do lado-B Get it Back.

A faixa inédita foi, na verdade, a primeira que Felipe Pereira (mente por trás da banda) fez com o nome Peartree. Ela ficou de fora do repertório de seu primeiro EP, que deve sair dentro dos próximos meses, mas ganhou seu espaço na hora de acompanhar o “hit” no single. Get it Back revela também um lado mais dançante do grupo, conhecido por quem já viu alguma de suas apresentações ao vivo – quando Peartree ganha o apoio de Ray Pissinati (guitarra e synth) e Diego Ramalho (bateria). Esse aspecto deve ser notado também em seus próximos lançamentos – desde vídeos até o próprio EP.

Hate to Say I Told You So, antes disponível apenas no Soundcloud e YouTube, logo ganhou a atenção da mídia especializada, de outros músicos e também do público. O single vem como download gratuito (é só marcar o valor “zero” na hora de “pagar”) no Bandcamp e estará também nas diversas plataformas de streaming.
Da pra fazer download e ouvir as músicas do artista aqui.

Para acompanhar e saber mais sobre o projeto, acesse:
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Soundcloud

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FashionHunt: Health goth

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2014 e 2015 foram os anos em que todo mundo que você conhece virou gótico, certo? Se você entra em lojas de departamento de roupas ou tem uma conta no Tumblr já deve ter percebido que essa tendência chegou também nas roupas esportivas. Os góticos acharam um novo jeito de usar as roupas de ginástica com elementos street que deixaram as peças com um visual totalmente novo.

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Na verdade as tendências não surgem do nada e é importante entender que alguns contextos socioculturais permitem que elas se alastrem e ganhem popularidade. Atualmente notamos uma maior procura das pessoas por estilos de vida saudáveis, tanto na alimentação como na procura por exercícios físicos, demandando uma crescente atenção do mercado aos itens esportivos, incluindo o de roupas destinadas para a prática dos mesmos.

Roupas de ginástica sempre tiveram uma ligação forte com a moda de rua, e o health goth parece trazer o mundo do esporte a uma cultura que nem sempre aprecia academias cheias e incentivar a prática de exercícios e a preocupação com a saúde. Além disso, é importante lembrar que nem todas as pessoas que praticam exercícios são fãs de roupas neon. O health goth traz, dessa forma, uma paleta composta por preto e branco – imagine aqui marcas que usam paletas monocromáticas, principalmente a Adidas – e materiais como o arrastão em peças ou combinações com mais apelo fashion, juntamente com acessórios anos 90 e batons escuros. O resultado final é um gótico mais minimalista e menos caricato, que remete em alguns aspectos (androginia, uso do preto, modelagem oversized) à moda de alguns estilistas japoneses dos anos 80. O oriente é, inclusive, referência de várias estampas do health goth.

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Cumplicidade e intimidade nas fotografias de Cain Q

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É fato que de alguns anos para cá, houve a emergência do homoerotismo e da homoafetividade como uma categoria artística mais frequente, você acompanhou parte desse processo aqui no BLCKDMNDS, aliás, a internet foi uma das principais ferramentas na propagação da temática. O espanhol, Cain Q é um desses artistas que usa e abusa do tema, se destacando principalmente pelo uso da estética como conceito de cotidiano, o que dá ao seu trabalho um aspecto de naturalidade e casualidade, expostos na forma de um diário fotográfico para maiores de 18 anos, exalando um hedonismo latente, que poderia muito bem servir como inspiração para produções para a TV, como Looking, ou para o cinema, como o inglês Weekend e o argentino Plan B, ambos pautados nesse conceito de cotidiano como narrativa, trazendo a tona um retrato real e honesto da condição homossexual burguesa.

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O empoderamento feminino na arte de Erica Rodrigues

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Um trabalho versátil, mas nem por isso sem personalidade, muito pelo contrário – aquarela, ilustração, grafite, trabalho manual e bordado, diferentes técnicas, variados suportes e um só resultado: encantamento. Esse é o trabalho de Erica Rodrigues de Fortaleza no Ceará; delicado, porém forte, seu traço traz em grande parte de sua arte, a mais bela expressão feminina e também questionamentos, ao traçar em seus desenhos, representações de múltiplos estilos de corpos, criando um empoderamento de diferentes mulheres. Suas personagens carregam em si a suavidade da inocência, mas também o desejo da indagação.

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Paisagens soturnas de Fábio Roque

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Portugal tem se destacado com uma efervescente e calorosa cena artística, dentro dela, existe uma nova e variada safra de artistas prontos para dominar o mundo. Fábio Miguel Roque é um desses destaques, fotógrafo baseado em Lisboa, produz um trabalho bastante singular, suas fotografias emergem como paisagens soturnas carregadas com um toque poético que facilmente poderiam ilustrar cenários de obras de escritores consagrados como Clive Barker e Jonathan Maberry. Em Awake e River, duas de suas séries expostas aqui, o fotógrafo consegue transpor seu espectador a um misto de fascínio e medo, em registros que vislumbram lugares insólitos com elementos urbanos e naturais mesclados a um clima noir elegante, sofisticado e nem por isso menos impactante.

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