Desejo e insinuação na arte de José Pedro Godoy

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Um promissor artista chileno, José Pedro Godoy faz parte da nova safra de artistas em destaque no Chile, ele é um desses poucos artistas que consegue unir diversas referências sem soar anacrônico, ou sem personalidade. Sua arte possui elementos do barroco, realismo e da própria arte queer e homoerótica – não somente pela sensualidade latente que seus quadros exaltam, mas por possuir um certo deboche em torno do erótico, um traço típico da contestadora arte queer. Vale-se do uso dos corpos, por vezes desnudos e do sentimento de instinto masculino para construir uma narrativa concisa que contempla o conceito de paraíso. Um Éden perdido que exala luxúria,

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Um passeio pela cultura peruana pelas lentes de Błażej Marczak

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Błażej Marczak é um fotógrafo polonês que reside atualmente na Escócia. A ênfase de seu trabalho está na fotografia de retratos, sejam elas paisagem geográficas ou sociais. Em 2012 se graduou com bacharelado em Fotografia Profissional na Universidade de Abertay. Seu estilo é caracterizado por uma combinação distinta de documentários e fotografia com estética de obra de arte. Nessa série em questão, registra a cultura dos povos andinos do Peru, a tradição multiétnica derivada de diferentes grupos ameríndios da região, a devoção ao cristianismo – herança da colonização espanhola, o sincretismo religioso presente no folclore e a forma de vida dos peruanos do interior do país. Um deleite para os olhos e um passeio pela rica cultura peruana.

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A colaboração de Damien Hirst e Alexander McQueen

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O que poderia resultar da parceria de dois artistas que fizeram seus nomes em cima da estética de caveiras? Não resumindo a grandiosa obra de Damien Hirst apenas em suas famosas caveiras e crânios, muito menos o legado de Alexander McQueen, mas ambos tem em comum o uso desse elemento estético como referência quando se pronuncia seus nomes. A parceria desses dois nomes mexeu com o mundo da arte e da moda, e não poderia ser mais apropriada, a união foi realizada para comemorar o 10 º aniversário do icônico lenço de caveira da McQueen em 30 modelos de edição limitada que foram produzidos exclusivamente para a ocasião.


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Esqueletos cobertos de jóias das catacumbas romanas do século XVI

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Doutor em História da Arte e fotógrafo, o americano Paul Koudounaris especialista em relicários esqueléticos, é conhecido por seu trabalho com “arte macabra”. Paul lançou o livro ‘Heavenly Bodies‘, no qual mostra esqueletos cobertos de jóias e adornos valiosíssimos.

Os esqueletos em questão são restos mortais de mártires católicos, encontrados em catacumbas romanas do século XVI que foram considerados santos. Os esqueletos foram retiradas de seu local de descanso e enviadas para igrejas católicas na Europa – em sua maioria na Alemanha, Suíça e Áustria – para substituir as relíquias sagradas destruídas durante a Reforma Protestante. Jóias, coroas, ouro, rendas, armaduras, etc, tudo para lembrar os tesouros celestes que os aguardavam na vida após a morte.

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Retratos femininos feitos a partir de mapas por Ed Fairburn

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O artista Ed Fairburn encanta e surpreende com seu trabalho na série Map, que gira em torno da utilização de mapas de metrô, linhas rodoviária de vários lugares do mundo, mapas políticos, climáticos e geográfico que revelam através de desenhos sobrepostos feições femininas. Seu trabalho é essencialmente figurativo, ele pinta, desenha e constrói usando uma variedade de mídias, que variam de acordo com o contexto em questão.

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A junção de retratos e motivos florais no projeto colaborativo Overgrowth

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Overgrowth é um projeto artístico colaborativo, criado por Parker Fitzgerald e Riley Messina, ambos colaboradores da revista americana Kinfolk – Parker inclusive é o responsável pelo famoso ensaio dos sorvetes de flores que falamos aqui. O trabalho da dupla é carregado de uma sensibilidade ímpar, que soaria forçado para outros trabalhos que envolvem motivos florais e retratos, mas a composição que eles elaboram foge a regra e se destaca pelo tom meio sombrio e por vezes melancólico e misterioso que estabelecem dessa ligação.

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Ilustrações em efeito 3D de Eiko Ojala

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O estoniano Eiko Ojala é um ilustrador e designer gráfico que trabalha digitalmente com papel, dando efeito minucioso de recorte, na verdade sua técnica consiste em criar as paisagens a mão, trabalhando com formas em estreita colaboração com luz e sombra.
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A escuridão de Hollywood

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“Quem foi ao cinema regularmente no ano passado encontrou-se no meio da nova paixão de Hollywood pelo drama mórbido. Sombras fortes, mãos agressivas, revólveres explosivos, vilões e heróis sádicos atormentados pelas doenças mais profundas da mente humana apareceram nos filmes em cenários compostos por psiconeurose, sexo pecaminoso e assassinatos chocantes.”

Essas foram as palavras do roteirista Donald Marshman em uma edição da Revista Life de agosto de 1947. Marshman descrevia apenas o início de um fenômeno que dominaria Hollywood a partir do fim da Segunda Guerra Mundial: os filmes noir. Embora ainda hoje a compreensão do noir como gênero seja motivo de debate, é inegável que os frequentadores assíduos das salas de cinema não só no ano de 1946, mas nas décadas de 1940 e 1950, assistiram a uma revolução cinematográfica.

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