Rico – A promessa da música eletrônica brasileira

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Nem parece brasileiro – essa é uma reação unânime pra quem ouve Rico pela primeira vez, talvez seja a nossa síndrome de vira-lata falando mais alto ou apenas a falta de uma referência sólida na produção nacional de música eletrônica. A verdade é que não temos uma tradição na música eletrônica, apesar de já termos revelado grandes nomes como Renato Ratier, Marky, Andy e mais recentemente Boss in Drama e Zegon.

O jovem produtor mineiro, Rico, chega pra virar esse jogo e desponta como uma promessa da nova safra de artistas dispostos a arriscar no campo da House. Envolvido com a música desde muito cedo, começou a produzir aos dezessete anos e tem na bagagem referências que vão de Julio Bashmore, Machinedrum à George Fitzgerald, muita coisa brasileira e principalmente a famosa house dos anos 90′. Sua música é elegante, envolvente, rica em referências, sofisticada e muito bem elaborada. Então dá o play e vem ouvir essa delícia com a gente!

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Noya – O trabalho colossal do duo Imarginal

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Se você ainda não conhece o Imarginal, então, definitivamente você precisa conhecer. O projeto é composto pela dupla de jovens artistas recifenses Fernando Moraes e Raone Ferreira que criam a quatro mãos um universo fantástico. As influências são as mais variadas possíveis, desde a inspiração de nomes como Geof Darrow e Rael Lyra, até a música que estão ouvindo no momento, filmes ou mesmo os fatos do cotidiano. Tudo isso ajuda os meninos no processo de criação dos grandes painéis que ilustram. Em Noya, seu mais recente trabalho, não foi diferente, a peça demorou seis meses para ser finalizada, um total de 320 horas de trabalho minucioso todo feito com auxilio de lupa, utilizando tinta nanquim, pincel e caneta nanquim recarregável. O resultado é um grande painel com um metro de altura e setenta centímetros de cumprimento. Uma narrativa brutal, visceral, repleta de detalhes, surpreendente e de encher os olhos – vida longa ao Imarginal!

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Projeto de antes e depois recria fotos de animais e seus donos ao longo do tempo

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Esse tipo de fotografia de antes e depois se tornou mania na internet, um verdadeiro viral, existem diversos temas que podem ser empregados nesse tipo de foto: irmãos que recriam poses, famílias que se fotografam ao longo dos anos e agora pessoas envelhecendo junto com seus pets, afinal de contas, animais e pessoas compartilham um vínculo muito especial quando crescem e envelhecem juntos. A expectativa de vida mais curta dos animais é o toque de sensibilidade do projeto e nos faz perceber que invariavelmente, isso tudo torna-se uma bela lição de amor e perda.

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Mandalas florais de Nikola Nupra

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Nikola Nupra é um artista independente que reside na Venezuela. Ele cria obras abstratas em mandalas circulares que combinam formas geométricas e motivos florais. Seu trabalho consiste entre a colagem  e arte digital, formando psicodélicos e lisérgicos padrões que contrastam entre cores pastéis e o soturno preto.

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Como os exércitos do mundo são alimentados em campo de batalha

As rações para uso das forças armadas foram criada pela cavalaria do exército norte-americano em 1935, não como a conhecemos hoje, mas em espécie de barra. O processo de pesquisa na campo da química e os avanços tecnológicos no ramo alimentício ao longo do tempo propiciaram para chegarmos às rações como conhecemos hoje. Usadas em campo de batalha ou em treinamento, os alimentos são hermiticamente embalados e possuem um alto nível de conservação. Conhecidas no Brasil como ração R2, as refeições podem ser encontradas em diversos sabores, sopa de legumes, strogonoff de frango, arroz, e outros sabores em lanches, café da manhã, ceia e almoço, que para minha surpresa, foram encontradas à venda pelo site Mercado Livre.

Não se sabe exatamente a autoria desse projeto, mas a ideia é simples, mostrar a variedade de cardápio (ou não) dessas refeições e suas peculiaridades em exércitos pelo mundo. Obviamente cada país emprega parte de sua culinária típica nas refeições, a alemã por exemplo você encontra variações em pó (basta adicionar água) de goulash com batata e cerejas azedas em compotas de damasco, na canadense cuscuz vegetariano, na francesa carne de porco ao estilo crioulo e creme de pudim de chocolate e os de Cingapura um cardápio restrito à macarrão de galinha com cogumelo e manjericão.

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Canadá

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Estados Unidos

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França

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O verão romântico na coleção ‘Planta na Varanda’ da Cycleland

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A marca Cycleland, formada pela designer de moda Naly Cabral e pelo designer gráfico Rafael Afonso (que nós já falamos aqui) retorna a nossa página para apresentar sua nova coleção cápsula ‘Planta na Varanda‘, uma coleção que preza pela simplicidade, conforto e pela elegância, características que remetem a uma leitura literal do nome da coleção. Planta na Varanda simboliza isso, um conceito simples e bem executado, com o uso dos já característicos tecidos naturais e inteligentes que a marca agrega.

A marca tem em seu DNA uma forte aproximação com um movimento crescente no Brasil no uso da bicicletas no cotidiano, até como forma de inspiração, e essa consciência e liberdade refletem também na maneira com que as coleções são criadas. As coleções em formato cápsulas, que por sinal crescem vertiginosamente no cenário do mercado de moda, propiciam essa aproximação com o consumidor, que acaba se sentindo pertencente à temática elaborada pela dupla. No caso de Planta na Varanda é esse o sentimento despertado, uma essência extremamente cosmopolita combinado com um toque desacelerado, simples e aconchegante, típicos do interior do país. Chic, romântico e consciente.

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O mercado de armas africano no projeto de arte Ghosts de Ralph Ziman

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Existe uma nova África florescendo e se revelando bem aos nossos olhos, e isso não é novidade alguma, essa mudança se da principalmente pelo meio da arte, que agora emerge além da falaciosa visão distanciada e projeta vinda do ocidente cristão, desabrochando um olhar lúcido, de dentro pra fora. Floresce também uma nova safra de artistas africanos que exploram na arte uma forma de contestar, questionar e fazer refletir sobre o próprio continente.

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O artista e cineasta sul-africano Ralph Ziman é um desses exemplos, sua série de fotografias e instalações urbanas ‘Ghosts’ é um projeto de arte em resposta ao comércio internacional de armas. O centro de seu trabalho destaca a realidade de que a maior parte desse comércio é voltado na direção da África, posteriormente, abastecendo e financiando os conflitos em todo o continente. O artista usou de arame para recriar o aspecto visual de AK-47s; réplicas de uma arma icônica que passou a ser reverenciada e fetichizada em boa parte do território africano. Concluídas, as armas revestidas de tradicionais contas regionais foram objeto de uma sessão de fotos no centro de Joanesburgo, resultando em uma série de imagens que são vivas, inquietantes e contestadoras numa crítica ferrenha às políticas internacionais que se mantém inertes ao financiamento desses conflitos.

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