Melancolia e hedonismo no curta ‘El Ultimo Toque’ de Gabriel N. Andreolli

gab2

Lembra quando falamos do trabalho literário do jovem Gabriel N. Andreolli aqui? Pois é, agora o menino prodígio surge para nos apresentar seu trabalho cinematográfico, sim, além de poeta, ele investe na sétima arte. Estudante de Cinema na Universidad del Cine em Buenos Aires na Argentina, Gabriel produziu um curta-metragem intitulado El Ultimo Toque, nele, podemos concluir que seja lá qual for a plataforma por ele utilizada, terá sempre em seu trabalho a assinatura da essência poética. Simples, honesto, singelo e tocante, o curta mostra com delicadeza o sentimento da ausência, explorando os meandros obscuros da melancolia e do hedonismo, naquele que seria o último toque.

Olho nesse menino!

Share Button

Bordado e aplicações em fotografia no trabalho de Amanda Charchian & Jose Romussi

bord1

bord3

Se você é ligado em arte, deve ter notado a emergência do bordado e das técnicas manuais no meio artístico, a prática tem crescido consideravelmente mundo a fora e chama a atenção, principalmente, por deixar expor as imperfeições da técnica, o que de fato é genial. Quando aplicado em fotografias ou ilustrações o trabalho ganha uma nova conotação e passa por uma ressignificação. É o que faz o artista Jose Romussi, buscando inspiração em fotografias em preto & branco para criar uma nova forma através da sobreposição de bordado sobre a imagem. Em parceria com a fotógrafa estadunidense Amanda Charchian, os dois, buscam na composição de cor e texturas um equilíbrio sedutor.

bord6
Continue Reading

Share Button

Conheça “Reality Road” e caia na estrada com Mapei

mapei1

Acho que todos já sonhamos com a ideia de mochilar pela Europa, não é mesmo? Agora imagina se você pudesse fazer isso participando de um reality show com sua melhor amiga e ainda gravar um clipe para seu novo single? Foi exatamente isso que aconteceu com a cantora sueco-americana Mapei, que foi convidada para estrelar o “Reality Road”, série que faz parte da nova campanha de marketing da Volvo Trucks.

Pra quem estava com saudade da cantora, que não lançava nada novo desde o ano passado, quando estourou nas paradas do mundo todo com o hit “Don’t Wait”, dessa vez, ela e sua amiga Liza Morberg,  uma também conhecida diretora de clipes na Escandinávia,  foram convidadas a embarcar  em uma  viagem de caminhão, durante 9 dias, passando por 6 países da Europa, gravando o clipe de seu novo single “Million Ways to Live”, música composta especialmente para o programa e que faz parte de seu novo disco, com estreia prevista para o segundo semestre de 2015.
mapei2

Junto com as duas, embarcam também o motorista do caminhão, Jens Karlsson, e sua cachorrinha Sushi. Diversas aventuras acontecem e o entrosamento das duas, em frente e fora das câmeras é incrível, vale a pena conferir. A série conta com um total de oito episódios, que já estão publicados no canal do YouTube da Volvo Trucks. O resultado dessa aventura você confere no videoclipe, será lançado no dia 2 de julho, junto com a versão integral da música.

 

Share Button

Chicos: um diálogo entre o nu e a desconstrução da identidade do homem gay

leo Paulo-06 PATIO-01_5956-copy-960x667

Chicos é um desses projetos que conseguem retratar de forma poética e profunda um ideal de beleza que entrelaça a formação da identidade e o homem gay. Criado por Fábio Lamounier e Rodrigo Ladeira, o projeto engloba a publicação de ensaios fotográficos, vídeos, ilustrações e depoimentos em um tumblr, e a partir deles é feito um diálogo que explora a desconstrução e reconstrução da sexualidade e a autoaceitação da homossexualidade dentro de um paradigma, tempo e espaço.

Chicos é um projeto sobre o olhar do homem gay sobre o outro: através de depoimentos, texto, vídeo, foto – e o que mais der na telha -, queremos criar um espaço onde estes homens de diferentes origens, realidades, corpos e experiências possam coexistir como personagens de uma teia que se estende muito mais do que num projeto simples, e ainda sim ambicioso.

Continue Reading

Share Button

O streetwear seco e agressivo da Drowsy Apparel

drowsy

O cenário da moda alternativa brasileira ainda encontra barreiras para se destacar e construir uma identidade própria marcante. Em um meio que muitas marcas desenvolvem seus produtos e conceitos copiando-os de marcas estrangeiras, o que é original e inusitado chama a atenção. É o caso da indiscreta Drowsy Apparel, comandada desde 2011 pelos amigos Felipe, Fabieli, Maique e Jhonatan, que se definem como “quatro clássicos jovens chatos que não sabem socializar bem” e que se dedicam a demonstrar seus sentimentos e visão das coisas através do que fazem. A intenção da marca é produzir um conteúdo visual exclusivo que desvie das regras comuns, com o objetivo de trazer uma nova alternativa para a cultura de streetwear no Brasil e se tornar uma referência sombria meio à tempestade.

10491186_992821177412446_2459007580411127242_n

drowsyy

A estética da marca é seca e agressiva, e as estampas são simples e assertivas. O desenvolvimento das coleções é feito com base em experiências pessoais (boas e ruins), e as peças buscam referência em coisas incomuns e geralmente “estranhas”, chamando a atenção de pessoas que compartilham do mesmo universo e se sentem pertencentes a uma realidade que foge dos padrões. O resultado final é uma roupa que traz algo novo e fresco para o mercado de moda street e que explora sem medo referências audaciosas, conquistando um público cada vez mais fiel.

“Estamos em evolução constante nos projetos atuais e futuros da marca, trazendo sempre as coisas novas do mundo streetwear, e mostrando a parte suja disso. Não temos intenção de fazer só roupas bonitinhas, e essa é a real identidade e essência da marca que nunca vai mudar. Nosso conteúdo é naturalmente estranho e obscuro, faz parte do que gostamos, do nosso mundo isolado, músicas e filmes tristes. De qualquer forma queremos mostrar que as coisas bonitas não estão apenas na perfeição, mas também nos detalhes que rejeitamos, odiamos ou simplesmente achamos esteticamente feio, mas tudo tem sentido e alguma expressão no final.” diz Felipe Ukhov.

IMG_9312 2
Continue Reading

Share Button

BLCKDMNDS BDAY – 5 ANOS DE BLCKDMNDS

11426579_10206840814118471_1635905897_o

Exatamente a cinco anos atrás, cinco amigos de diferentes lugares do Brasil e do mundo deram início a esse projeto, com o intuito de propagar suas pesquisas e suas descobertas sobre arte, design, música e cultura pela web. Com uma equipe dedicada, produzimos quase 3.000 postagens, conseguimos mais de 3 milhões de visitas e conquistamos leitores fiéis. O projeto que começou de forma extremamente despretensiosa foi muito além do que apenas disseminar arte pela rede, ele sobreviveu a crise da bloghouse e a inúmeras crises internas. Alguns integrantes da equipe se foram, outros vieram e todos de alguma forma, contribuíram para que hoje o BLCKDMNDS seja o que é: um blog com conteúdo honesto e com muita vontade de tornar público artistas emergentes com uma boa criatividade em busca de um lugar ao sol no concorrido hall da arte.

E o mais gratificante de tudo isso é saber que o projeto mudou, não somente a vida de quem o mantém, mas também a vida de muitos dos que por aqui tiveram sua arte exposta, sendo assim, ficamos felizes em termos esse reconhecimento enquanto ferramenta alternativa de divulgação de trabalhos artísticos, isso mostra que nosso esforço alcançou e alcança um grande propósito. Obrigado a todos vocês que passaram por aqui, aos blogs amigos, as parcerias, aos colaboradores, aos escritores, aos artistas e principalmente a vocês, nossos queridos leitores. Que venham mais cinco anos, vida longa ao BLCKDMNDS! Muito obrigado.

Equipe BLCKDMNDS

11414638_10206840853079445_676679181_o
Arte: Raphael Maia

Share Button

Documentário mostra a batalha de banda brasileira em NY

Fleeting Circus_Credito_Carolina_Caffé (2)
Foto: Carolina Caffé

O sonho de muitas bandas de rock nacionais é ter a chance de ultrapassar as barreiras geográficas e conquistar o seu lugar ao sol em outro país. Nova York foi o local escolhido para dar os primeiros passos daqueles que seriam conhecidos como “Brooklyn Days”, documentário que conta os obstáculos e vitórias da banda Fleeting Circus em sua primeira turnê internacional. O material foi dividido em três episódios, de cinco minutos cada, e vai ser disponibilizado semanalmente no canal oficial da banda no Youtube.

Na busca de melhores perspectivas para seu trabalho, os músicos brasileiros que arriscam sair do país vão encontrar um local ora diferente e frio, ora acolhedor. Com a Fleeting Circus, foi a segunda opção. Situados em Williamsburg e Bushwick, eles fizeram grandes amizades por lá, entre elas a diretora Carolina Caffé, que comprou a ideia do projeto de um documentário sobre a turnê dos rapazes em terra ianque.

A solução para divulgar o documentário de forma que todos pudessem ter acesso, e assim, aprender com a experiência da banda, foi disponibilizar os vídeos gratuitamente no Youtube. Com linguagem objetiva, o documentário mostra que estar longe de casa não é fácil, porém ao subir no palco, nada mais importa. O formato em três episódios de poucos minutos é uma forma de acompanhar a tendência atual de passar informação rapidamente, sem perder o principal objetivo: produzir música de qualidade.

Fleeting Circus_Credito_Carolina_Caffé (3)
Foto: Carolina Caffé

Primeiro álbum, primeira turnê fora do país e um público totalmente novo. O documentário “Brooklyn Days” surgiu da vontade de registrar esse divisor de águas que a banda estava passando. “Acredito que vivemos uma época muita boa em Nova York, e encontramos uma resposta positiva para nosso trabalho. Nada melhor do que filmar e compartilhar com os fãs essa história tão única”, conta o guitarrista da Fleeting Circus, Felipe Vianna.

Acostumados a lidar com a música de diversas formas, a banda encara o mercado musical de um jeito diferente das bandas nacionais, sempre encontrando uma maneira de trabalhar com música, fosse produzindo trilhas sonoras para novelas, filmes e, até mesmo, como banda ao vivo no show circense do Unicirco Rock Show. De acordo com Felipe, a viagem serviu para “confirmar a concepção de que a Fleeting Circus pode seguir a identidade de uma touring band, apresentando uma música autoral de boa qualidade e com um público interessado em apreciar o material”, analisa.

Da Assessoria

Share Button