Performatividade dos gêneros – Identidade feminina por Laurence Philomene

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Provocativo e questionador, o ensaio da fotógrafa Laurence Philomene aborda um assunto caro para os estudos sociológicos da teoria queer, a performatividade do gênero, que pode ser sintetizado numa espécie de:

processos culturais que usam a produção da sexualidade para ampliar e sustentar relações de poder específicas. Ou seja, seria na repetição de atos corporais que o gênero é criado como “temporalidade social”

Pois, o comportamento não é determinado pela identidade de gênero, mas sim adquirido por meio de padrões comportamentais, que sustentam as normas de gênero, onde o corpo pode ser detentor de uma própria genealogia. Confuso, não é mesmo? Em palavras mais claras, a artista buscou retratar uma representação do chamado “menino afeminado”, ou de como ela entende a identidade feminina, brincando com o sentido dúbio dos gêneros.

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De forma introspectiva, Laurence constrói de certa forma, uma narrativa que se assemelha com auto-retratos, uma espécie de projetar-se, ou melhor, o que ela vê como sendo feminino sobre si mesma para essas pessoas. A ideia inicial da artista pode não ter sido a de questionar teoricamente as ‘negociações’ das identidades, mas certamente ela coopera para uma discussão. Além de uma bela série artística, ela propicia uma abordagem diferente acerca do tema.

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Para ver mais tabalho da artista, visite sua página aqui.

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LNUS

Felipe Pedroso, é historiador, curador, pós-graduado em História, Arte e Cultura e especialista em Museografia e Patrimônio Cultural, dentre seus trabalhos, foi colunista web da Revista Trip e TPM e atualmente coordena o núcleo cultural do maior museu histórico a céu aberto do Brasil.

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