ArtiKin – O aplicativo que vai se tornar o seu guia cultural favorito

A nova plataforma de curadoria e criação de conteúdo direcionado ao mundo das artes chega com a proposta de aproximar, divulgar e ajudar na organização da agenda dos seus usuários, com uma constante atualização de novas exposições que estão rolando na cidade. O ArtiKin vem como um aplicativo que busca facilitar a contemplação da arte dentro de um guia cultural que funciona de maneira prática e acessível.

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Com um design muito bem pensado, desenvolvido com features (seção ROTAS propõe trajetos elaborados para o aproveitamento da tour focado em arte, assim como a seção AULAS, que lista cursos, palestras e workshops sobre arte) e informações bem organizadas. As exposições estão listadas por datas de encerramento, em contagem regressiva. Ou seja, as exposições que estão quase acabando ficam no topo da lista, ganhando assim, uma priorização maior.

A plataforma não se limita apenas ao aplicativo, é possível também receber um zine mensal impresso que complementa todo o conteúdo digital do app, além disso há um canal no YouTube com videoaulas sobre arte contemporânea; e futuramente a ideia é trazer uma vitrine online que irá dispor de uma seleção especial de obras para aquisição.

O Artikin é um projeto independente e super inovador, que visa levar a arte para a vida das pessoas de forma leve e smart, através de uma equipe de colaboradores que não resistem a uma boa curadoria e pesquisa de arte. Por enquanto, o aplicativo funciona apenas na cidade de São Paulo, mas em breve, outras cidades serão incluídas.

O app está disponível gratuitamente para IOS e Android.

As ilustrações da polonesa Agnieszka Sukiennik

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Com sede em Varsóvia, a polonesa Agnieszka Sukiennik é como uma boa parte dos criativos de sua geração, não se atém em apenas uma qualidade específica, designer independente, artista visual e ilustradora de moda. Ela concentra seu talento em tentar transmitir a natureza global na ambiguidade do ser humano em ilustrações surrealistas.

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O trabalho ácido do artista Marcelo Fiedler

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O trabalho do artista curitibano Marcelo Fiedler, 29 anos, que encontrei no Instagram (estava em uma vibe 80’s e fui pro ig buscar por referências), que começou desde muito cedo a ilustrar e foi aperfeiçoando sua técnica com o passar do tempo, hoje faz com que embarquemos em uma maravilhosa trip com as cores ácidas que são sentidas em suas obras.

Com uma bagagem influenciada por artistas como Keith Hering, Simon Landrein e desenhos dos anos 90’s, percebe-se em seu trabalho a constante presença de mulheres em situações cotidianas, com um ar de mistério e apresentam enormes bolas, como, um yin yang de ácido, no lugar dos olhos tornando mais complicado o relacionamento dos personagens com o espectador. Sobre isso, Fiedler diz “sempre me relacionei com mulheres que tem um ~que~ meio parecido comigo, você não sabe muito bem onde essa pessoa quer chegar, é um negócio aberto, mas não é”.

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Rurru mi panochia e sua arte nada (con) SENSUAL

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Longe de se definir pelo que a sociedade impõe, o gênero deveria ser em cada caso uma construção individual. Com esta premissa Rurru mi Panochia, alter ego da artista mexicana Almendra Sheira, promove uma visão livre e brincalhona do corpo humano e o que ela entende por sexualidade. A começar por seu alter ego Rurru Mi Panochia, já se vê o quanto a liberdade com o sexo faz parte da vida e, principalmente, do trabalho desta artista. Panochia, em alguns lugares da America Latina, é um sinônimo de vagina. Traduzindo-se assim em Rurru Minha Vagina. Segunda a artista a escolha do nome se deu pelo fato dele ser engraçado e sempre causar risos nas pessoas quando o pronunciam.

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A temática da sua arte gira em torno de fetiches, dissidências de gêneros, deuses pré hispânicos, amputações, tudo isso mesclado em desenhos despretensiosos e cores pasteis remetendo a um universo infantil, sem preconceitos e principalmente sem a culpa que muitas vezes o amadurecimento traz junto com a descoberta do sexo. O intuito da artista é mostrar que a concepção do belo não deve ser unilateral. E que seus desejos não precisam e nem devem se enquadrar em padrões impostos.
Sobre o uso de deuses pré hispânicos em sua obra, Rurru diz que sempre se interessou sobre arte erótica e pornô na cultura Greco-romana até que na universidade iniciou uma investigação sobre a cultura sexual que existia nos povos que habitavam seu país e desde então esses elementos se tornaram frequentes em seu trabalho.

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A Fotografia subversiva do Coletivo Gorsad Kiev

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Antes da cantora MØ mostrar um lado oculto da juventude periférica ucraniana no clipe de Kamikaze, de uma forma bem estilizada, é claro, o Coletivo Gorsad Kiev, que nós também já falamos aqui, mostrava, a um bom tempo, um lado cru do ‘jardim urbano’, tradução literal de Gorsad, do que é ser jovem em Kiev. Com uma estética pautada nos preceitos do “faça você mesmo”, com elementos da cultura underground, o trio registra retratos subversivos dessa parcela da população vulnerável e oterside. As imagens contrastam com os incidentes devastadores que estão afligindo o país e muitas vezes apontam para a ambiguidade da sexualização desses jovens, mostrando uma geração positiva que não se abala com os conflitos bélicos da região.

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A imagem apoteótica na obra de Agnieszka Osipa

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Um universo repleto de detalhes, mistério e figuras imponentes que emergem de cenários sólidos, essa é a composição do trabalho da artista Agnieszka Osipa, uma designer de moda que reside em Gliwice, Polônia. Seu trabalho consiste na criação de trajes majestosos e sublimes, cada peça apresentada é feita à mão, onde a artista dedica toda a sua atenção aos detalhes, com superfícies inteiras sendo intricadas e frisadas em projetos complexos. Uma fusão astuta com referências que vão da apoteose medieval à mitologia celeste, com um toque fresco e contemporâneo, o resultado artesanal do seu delicado trabalho em trajes e adereços de cabeça transformam suas roupas em verdadeiras obras de arte.

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Projeto Ínsual, e a transição do ser humano ao Ciborgue

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Já é um fato que hoje não saberíamos viver sem a tecnologia que se desenvolve dia a dia e ademas de não nos surpreendermos com todos os avanços, nos adaptamos as novidades como que em um passe de mágica e já estamos impacientes por mais. Passamos todos os dias com o celular grudado ao corpo, levamos para a cama e provavelmente é a ultima coisa que vemos antes de dormir e também a primeira ao despertar. Computadores, tablets, gadgets, futuros lançamentos como google glass o nem tão futuro assim, Apple watch, redes sociais, espaço virtual, como diria um famoso ditado popular: “O futuro é agora” não poderia estar mais certo. A relação homem e máquina é cada vez mais íntima, nos acostumamos com a tela fria e queremos mais, o que nos da a entender que a transição para o ciborgue já está perto de acontecer, quase podemos sentir e enquanto isso não acontece nos resta imaginar. Pensando nisso Jon Jacoson, artista chileno e Daniel Ramos Obregón, fashion designer colombiano se uniram para realizar o Projeto Ínsula, utilizando de plataformas digitais deram vida a uma pequena parábola que poderia ser a fusão final do humano com a máquina.

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O universo inquietante nas ilustrações de Igor Oliver

QUERIDAS ORELHAS

Engana-se quem pensa que Curitiba, hoje, não tem uma cena emergente de arte e cultura, a capital paranaense tem crescido vertiginosamente na produção artística e revelado grandes talentos, prova disso é o trabalho do promissor ilustrador e artista visual Igor Oliver e seu projeto Sociedade da Mente Arte – um projeto que reúne suas ilustrações, poemas e imaginações. Imaginação, essa que não lhe falta, seu universo em papel é inquietante, seus personagens misturam estranhas sensações e perturbações exaltando elementos como a solidão no olhar, ingenuidade, erotismo e fantasia. A síntese de tudo isso se concentra na figura do coelho, como ponto dessa ingenuidade, inteligência e astúcia. Autodidata, o artista utiliza uma série de técnicas em nanquim, aquarela, grafite e caneta posca, para compor seu trabalho. O universo onde residem seus personagem são o refúgio do artista, que constrói pequenas narrativas íntimas, das quais transformam-se em poesia através de seu traço e sua percepção estética.

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