Melancolia e hedonismo no curta ‘El Ultimo Toque’ de Gabriel N. Andreolli

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Lembra quando falamos do trabalho literário do jovem Gabriel N. Andreolli aqui? Pois é, agora o menino prodígio surge para nos apresentar seu trabalho cinematográfico, sim, além de poeta, ele investe na sétima arte. Estudante de Cinema na Universidad del Cine em Buenos Aires na Argentina, Gabriel produziu um curta-metragem intitulado El Ultimo Toque, nele, podemos concluir que seja lá qual for a plataforma por ele utilizada, terá sempre em seu trabalho a assinatura da essência poética. Simples, honesto, singelo e tocante, o curta mostra com delicadeza o sentimento da ausência, explorando os meandros obscuros da melancolia e do hedonismo, naquele que seria o último toque.

Olho nesse menino!

Bordado e aplicações em fotografia no trabalho de Amanda Charchian & Jose Romussi

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Se você é ligado em arte, deve ter notado a emergência do bordado e das técnicas manuais no meio artístico, a prática tem crescido consideravelmente mundo a fora e chama a atenção, principalmente, por deixar expor as imperfeições da técnica, o que de fato é genial. Quando aplicado em fotografias ou ilustrações o trabalho ganha uma nova conotação e passa por uma ressignificação. É o que faz o artista Jose Romussi, buscando inspiração em fotografias em preto & branco para criar uma nova forma através da sobreposição de bordado sobre a imagem. Em parceria com a fotógrafa estadunidense Amanda Charchian, os dois, buscam na composição de cor e texturas um equilíbrio sedutor.

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O empoderamento feminino na arte de Erica Rodrigues

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Um trabalho versátil, mas nem por isso sem personalidade, muito pelo contrário – aquarela, ilustração, grafite, trabalho manual e bordado, diferentes técnicas, variados suportes e um só resultado: encantamento. Esse é o trabalho de Erica Rodrigues de Fortaleza no Ceará; delicado, porém forte, seu traço traz em grande parte de sua arte, a mais bela expressão feminina e também questionamentos, ao traçar em seus desenhos, representações de múltiplos estilos de corpos, criando um empoderamento de diferentes mulheres. Suas personagens carregam em si a suavidade da inocência, mas também o desejo da indagação.

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Paisagens soturnas de Fábio Roque

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Portugal tem se destacado com uma efervescente e calorosa cena artística, dentro dela, existe uma nova e variada safra de artistas prontos para dominar o mundo. Fábio Miguel Roque é um desses destaques, fotógrafo baseado em Lisboa, produz um trabalho bastante singular, suas fotografias emergem como paisagens soturnas carregadas com um toque poético que facilmente poderiam ilustrar cenários de obras de escritores consagrados como Clive Barker e Jonathan Maberry. Em Awake e River, duas de suas séries expostas aqui, o fotógrafo consegue transpor seu espectador a um misto de fascínio e medo, em registros que vislumbram lugares insólitos com elementos urbanos e naturais mesclados a um clima noir elegante, sofisticado e nem por isso menos impactante.

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A poesia incisiva de Gabriel N. Andreolli

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Se você chegou a esse post deve estar questionando a abordagem da leitura aqui no BLCKDMNDS, mas não seria a poesia um tipo específico de arte? Uma alquimia de palavras, que juntas tem o poder de transformar e transforma-se, em despertar sensações e sentimentos – pois esse é o mesmo princípio que cabe a prática artística.

O autor aqui abordado é a síntese dessa premissa, um verdadeiro alquimista, é daqueles sujeitos hiperativos com talentos diversos: escritor, poeta, cineasta, roteirista e o que mais lhe der na telha, Gabriel N. Andreolli começou a escrever aos treze anos, foi estudante de Direito e conseguiu uma bolsa de pesquisa em Direitos Humanos na University of Notre Dame de Chicago, insatisfeito com a faculdade, deixou o Direito e mudou-se para Buenos Aires para estudar cinema, de lá produz uma arte fervescente, tal qual a cena portenha que lhe abriga. Nas palavras do autor:

Meu trabalho é ficção, baseado em fatos reais. Meus contos relatam um jovem melancólico e sonhador que tem que lidar todos os dias com a memória e a saudade, o encantamento com a arte, com a existência, com uma rotina de noites embriagadas e a busca incessante por inspiração.

Inspiração essa que não lhe falta, Gabriel também mantém o projeto Averso com seu amigo Gustavo Paes, criador do projeto que reúne poesia, devaneios e manifestações artísticas e através da instantaneidade do facebook, consegue atingir um número significativo de leitores. Reunindo textos de sua autoria e também de outros artistas como: Mariana Alonso, Felipe Tomazini e do próprio Gustavo.

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Sobre Universo Paralelo de Palavras e Tripas

Fácil é escrever sobre algo banal, difícil mesmo é escrever sobre algo ou alguém a quem se admira. Talvez por esse motivo relutei e prolonguei por quase um ano essa árdua tarefa, descrever “Universo paralelo de palavras e tripas”, do jovem autor Gabriel N. Andreolli. Quando recebi o livro em minha casa e devorei-o em uma única noite, correu por mim um misto de sensações, resultando num liquidificador emocional, daqueles que mexe e remexe suas memórias, fazendo emergir suas mais dolorosas e saborosas lembranças, um agridoce de sentimentos.

Sorri, chorei e me excitei a ler cada jogo de palavras que ardiam minhas entranhas. Ardor, aliás, é um dos reflexos da cultura latina mais marcantes na obra do autor, um delicioso hibridismo de drama e tesão. O livro cumpre o papel que sugere em seu título, um universo paralelo de palavras e tripas, que transcende o leitor fazendo-o remeter ao seus mais íntimos sonhos, medos e angústias, é impossível não se identificar com pelo menos uma de suas poesias.
Incisivo porque como numa terapia de acupuntura a cada palavra lida consegue uma reação de um sentimento despertado. Um Santiago Nazarian as avessas, se esse tem deslumbre sobre o obscuro e a morte, Gabriel, é justamente o oposto, tem fascínio pela vida e mais do que isso, pela vida vivida.

Gabriel N. Andreolli é um nome que não deve ser esquecido entre tantas promessas efêmeras dessa nova safra de poetas e escritores emergentes. Facilmente não será.

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Se interessou? O livro pode ser comprado por meio de sua página oficial na internet, por um preço honesto e simbólico.

Para saber mais do artista, acesse

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A arte em gifs animados de Bill Domonkos

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Arte em gif não é nenhuma novidade, a gente sabe disso, mas quem não adora, não é mesmo?! E fica difícil não tornar público um trabalho tão expressivo como esse, gifs animados fascinantes que usam de fotografias de filmes vintage, uma verdadeira colisão e recombinação de ideias, um experimento que combina alteração, edição e remontagem usando a tecnologia digital na obra do artista americano de São Francisco Bill Domonkos.

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O mundo encantado de Ginette Lapalme

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Um trabalho delicado, lúdico e cheio de personalidade, é assim que eu poderia descrever o trabalho da artista canadense Ginette Lepalme. Pouco se sabe sobre ela e isso é algo que torna sua arte ainda mais incrível. Torneado de um clima misterioso – transmite uma certa emoção, que encanta e seduz seu espectador. Existe hoje um grande hype em cima dos trabalhos manuais, fruto de um movimento inverso das grandes produções industriais, que procura resgatar as práticas artesanais e por conseguinte valorizar uma economia sustentável e local. Lapalme se insere nesse cenário, que busca por meio de sua arte, representar um misto de pop art com referências do folk e da psicodelia e até mesmo do folclore indígena norte-americano. Atual, moderno e irreverente!

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Instalações de arte em papel por Felipe Sepúlveda

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Quem acompanha o BLCKDMNDS sabe do nosso apreço pelas artes manuais, principalmente as mais minuciosas, é o caso do trabalho do artista chileno Felipe Sepúlvuda, que propõe uma instalação de arte desenvolvida a partir de três superfícies de papel cortadas manualmente (39 x 117 centímetros de cada superfície de papel). Das mesmos silhuetas de papel constrói uma paisagem rural inspirada pela geografia chilena, especificamente as paisagens de beira de estrada que cortam o país. Seu principal interesse por esse projeto é explorar as possibilidades de materiais de papel e a sua bidimensionalidade em condição tridimensional. Usando recursos como luz, sombra e um intenso trabalho manual que envolve o corte de milhares de miniaturas, tenta produzir cenas semelhantes ao original, fornecendo novas perspectivas espaciais e temporais. Simplicidade, originalidade e um trabalho de encher os olhos!

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