Instalações de arte em papel por Felipe Sepúlveda

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Quem acompanha o BLCKDMNDS sabe do nosso apreço pelas artes manuais, principalmente as mais minuciosas, é o caso do trabalho do artista chileno Felipe Sepúlvuda, que propõe uma instalação de arte desenvolvida a partir de três superfícies de papel cortadas manualmente (39 x 117 centímetros de cada superfície de papel). Das mesmos silhuetas de papel constrói uma paisagem rural inspirada pela geografia chilena, especificamente as paisagens de beira de estrada que cortam o país. Seu principal interesse por esse projeto é explorar as possibilidades de materiais de papel e a sua bidimensionalidade em condição tridimensional. Usando recursos como luz, sombra e um intenso trabalho manual que envolve o corte de milhares de miniaturas, tenta produzir cenas semelhantes ao original, fornecendo novas perspectivas espaciais e temporais. Simplicidade, originalidade e um trabalho de encher os olhos!

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Fotomanipulação translúcida de Amy Friend

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Uma fantástica série de foto manipulação da artista e fotógrafa americana Amy Friend que recuperou uma variedade de fotos antigas e criou a partir disso imagens com um novo significado, re-feitas, as fotografias vintage foram cuidadosamente furadas, permitindo a incidência de luz nos orifícios, proporcionando uma aspecto translúcido. A artista pretende com a série questionar a qualidade frágil do objeto fotográfico, mas também a própria fragilidade de nossas vidas, nossa história. Um projeto sensível e igualmente belo.

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A arte digital desfragmentada de David Marinos

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Com apenas 16 anos, o jovem e prodigioso artista que reside em Atenas na Grécia, David Marinos, cria uma arte fresca, original e transcendente. Por meio da junção de arte, fotografia digital e mídia o jovem transmite um certo domínio técnico na execução de sua arte, que claramente recebe influencias estéticas do vaporwave. Apesar de novo, o artista passou parte de sua vida transitando entre diversos países, algo que remete no multiculturalismo de sua obra, que também contempla uma narrativa que faz jus ao pós estruturalismo teórico, presente na mistura de elementos anacrônicos e desfragmentados. Centrado no hedonismo da juventude e nos valores efêmeros da estética, Marinos faz uma arte imponente e irreverente ao mesmo tempo sem soar pedante ou clichê, com certeza um nome a se tomar nota.

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Os efeitos visuais de Aakash Nihalani

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Aakash Nihalani criou uma série de instalações performativas intitulada de Landline, onde barras coloridas passam por indivíduos, conectando-os entre si e funcionando como extensões da paisagem urbana. Os participantes parecem examinar suas próprias entranhas e conexões, criando uma combinação inteligente de arte da parede e apliques nas camisetas. As peças são feitas com fita adesiva, papel colorido, ímãs, plástico corrugado, e muito domínio de ângulos. Ele afirma: “Meu trabalho de rua consiste basicamente em formas retangulares e quadradas. Selecionei lugares onde esse grafismo ganhasse inesperados contornos e uma elegante geometria pela cidade de Nova Iorque”.

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Pablo Amaringo e a alucinação de suas telas

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Se fosse possível conduzir as imagens da mente de uma pessoa depois de ingerir Ayahuasca e passá-las por um projetor em telas, o resultado seria arte de Pablo Amaringo. Cheias de cor e toneladas de informação, as obras do peruano herdam um pouco da estética do muralismo mexicano e do surrealismo para retratar viagens cósmicas e “mirações” psicodélicas do artista.

Amaringo foi vegetalista, curandeiro e fundador de uma escola visionária de arte, usando como base de inspiração para suas telas processos de cura, a natureza amazônica e rituais de consagração da Hoasca (bebida produzida com plantas para rituais e usada na medicina alternativa).

A vida, marcada por acontecimentos que o projetaram em sua arte, impactou a obra de Amaringo de tal maneira que é possível tateá-la. Sua família passava por um período de pobreza e Amaringo, aos dezessete, teve problemas sérios no coração, ficando à beira da morte. Curou-se miraculosamente com a ajuda de um curandeiro e, durante a recuperação, começou a desenhar e pintar pela primeira vez. Sem dinheiro para pagar os utensílios artísticos, usava até mesmo batom e maquiagem de suas irmãs para dar luz às suas imagens.

Sua obra só veio a ser mais conhecida pelo mundo na década de 1980, quando já se desenvolvia como pintor e mediava sessões com a bebida. Nesse contexto, conheceu o antropólogo Luis Eduardo Luna e o ecólogo Dennis McKenna, que o estimularam a pintar as “mirações” que via após a ingestão da Ayahuasca. A partir desse momento, começou a surgir seu estilo, a mistura vibrante de cores, os detalhes, diversas cenas interconectadas, formas fluidas e espirais e referências riquíssimas das figuras xamânicas indígenas.

Retratada em diversos documentários e curtas, a arte do peruano ganhou os projetores do cinema alternativo. Mais do que retratos do uso dessa substância, sua obra representa suas experiências de contato com o Divino, além de abrir nossos olhos para a riqueza da cultura amazônica, a sabedoria e a beleza das florestas.

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The Present por Jon Jacobsen

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Essa incrível série criada pelo fotográfo chileno Jon Jacobsen é dedicada a explorar uma série cinematógrafa, intitulada como The Present. Estas imagens espectrais e distorcidas apresentam um indivíduo que parece estar em um pesadelo de Fuseli, cercada por seu próprio inconsciente que se infiltra no mundo real para acabar fundindo-se com ele em uma imagem estranha e fantasmagórica.

A ideia de fazer as imagens em GIF é para adotar o tormento e transe, da liberdade do movimento e do aprisionamento, distorcendo ainda mais os corpos para criar um efeito fantástico. É uma mistura do visionário com o de todos os dias, desde que você também possa ver os objetos das imagens ainda com vida, alguns deles inofensivos, como um buquê de flores, e alguns um pouco mais macabros.

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A natureza sombria de Juliette Bates

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A fotógrafa Juliette Bates fez uma série incrível de fotos bastante peculiares, intitulado “Histoires Naturelles”. A predominância do preto e branco, e também de aves e crânios, que encontramos muito em suas fotos: sua série é cheias de mistério e originalidade, e deixando claro seu fascínio pelos animais. Nesta série, Juliette usa diversos tipos de animais, incluindo várias raças de aves, insetos, borboletas, criaturas aquáticas e terrestres.

É visível um clima sombrio e de passagem do tempo refletida nessa obra que depende fortemente de tons de azul e cinza. O esquema de cores reflete a presença de mortalidade. Apesar dos temas recorrentes de morte, também há um vislumbre de imortalidade anexado às imagens.

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