O universo inquietante nas ilustrações de Igor Oliver

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Engana-se quem pensa que Curitiba, hoje, não tem uma cena emergente de arte e cultura, a capital paranaense tem crescido vertiginosamente na produção artística e revelado grandes talentos, prova disso é o trabalho do promissor ilustrador e artista visual Igor Oliver e seu projeto Sociedade da Mente Arte – um projeto que reúne suas ilustrações, poemas e imaginações. Imaginação, essa que não lhe falta, seu universo em papel é inquietante, seus personagens misturam estranhas sensações e perturbações exaltando elementos como a solidão no olhar, ingenuidade, erotismo e fantasia. A síntese de tudo isso se concentra na figura do coelho, como ponto dessa ingenuidade, inteligência e astúcia. Autodidata, o artista utiliza uma série de técnicas em nanquim, aquarela, grafite e caneta posca, para compor seu trabalho. O universo onde residem seus personagem são o refúgio do artista, que constrói pequenas narrativas íntimas, das quais transformam-se em poesia através de seu traço e sua percepção estética.

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Jardim Dos Sentidos – Em êxtase – por Ary Regis Lima

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Já falamos do trabalho do promissor e prodigioso fotógrafo brasileiro Ary Regis Lima aqui. Apresentamos agora o segundo ato do excelente projeto Jardim dos SentidosEm êxtase – é fruto de um aprofundamento das elucubrações imagéticas do fotógrafo – resultando num trabalho de experimentação híbrida das referências que povoam o seu universo pessoal e suas necessidades de produzir fotografias que estimulem novos parâmetros de percepção da imagem, quebrando com o realismo-naturalista que nos é entregue diariamente através do fluxo imagético. A mitologia aliada à cultura pop em conjunto com a sua própria percepção de arte clássica, tendo como principal referência o trabalho de Boticelli, norteiam uma narrativa ímpar, cheia de contrastes: delicadeza e voracidade, sensualidade e erotismo, ambos ambientados numa atmosfera clássica. Ary consegue mais uma vez dar o tom a uma execução contemporânea excepcional, sem cair no perigo de soar anacrônico, ou na pior das hipóteses – cafona. Sem sombras de dúvida, Ary Regis Lima é um nome a se tomar nota nessa nova fotografia brasileira.

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A complexidade do fisiculturismo feminino na obra de André Arruda

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Horas na academia, mudança de hábitos alimentares, suplementos e treino pesado. Tudo isso somente para atingir níveis incríveis de desenvolvimento e força muscular. Essa é a vida de pessoas que investem na transformação do corpo e se dedicam ao fisiculturismo, o polêmico esporte que divide opiniões, principalmente quando o atleta é uma mulher. A opção de trabalhar os músculos até alcançar a hipertrofia somente pela imagem, transformando corpos e mentes pelo prazer da competição foi objeto de estudo do projeto fotográfico de André Arruda, intitulado Fortia Femina – Aceitação e Preconceito. O brasileiro, que se dedicou integralmente ao registro de mulheres e seus corpos hiper musculosos, diz que se surpreendeu com o preconceito sofrido pelas fisiculturistas e decidiu fotografá-las para lançar novos olhares para a beleza feminina e quebrar paradigmas.

O trabalho reúne mais de 80 fotografias incríveis de mulheres que competem nas três categorias básicas do esporte: Fitness, Figure e Bodybuiding. Surpreendente e impactante, a obra nos faz pensar: será que o que vemos é realmente aquilo que parece ser.

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PanoBranco – série fotográfica de João Quadros

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É muito bacana perceber que a produção artística e cultural no Brasil não é mais restrita ao eixo Rio – São Paulo, talvez o mercado ainda seja um pouco atrelado a isso, mas a produção em si floresce vertiginosamente nas outras regiões, é o caso do Centro-Oeste, que se mostra presente e exibe uma produção autêntica e concisa, provocando então, uma nova tradição no cenário de arte emergente no país.

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Um exemplo claro dessa nova faceta é o trabalho do jovem artista cuiabano João Quadros, que começou a fotografar em seus precoces dez anos de idade e ao longo dos anos desenvolveu técnica e um olhar apurado, tendo como influências grandes nomes da Fotografia brasileira. Seu trabalho é variado e permeia entre a fotografia conceitual a etnografia da cultura popular e a fotografia artística. Em sua mais recente série PanoBranco, o artista explora luz, movimento e corpo.

“O projeto retrata em preto & branco pessoas anônimas interagindo com um tecido branco. Desconsiderando formas, rostos e roupas, busca revelar apenas o âmago de cada ser a fim de provocar os mais profundos sentimentos naqueles que apreciarem o trabalho.”

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Rico – A promessa da música eletrônica brasileira

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Nem parece brasileiro – essa é uma reação unânime pra quem ouve Rico pela primeira vez, talvez seja a nossa síndrome de vira-lata falando mais alto ou apenas a falta de uma referência sólida na produção nacional de música eletrônica. A verdade é que não temos uma tradição na música eletrônica, apesar de já termos revelado grandes nomes como Renato Ratier, Marky, Andy e mais recentemente Boss in Drama e Zegon.

O jovem produtor mineiro, Rico, chega pra virar esse jogo e desponta como uma promessa da nova safra de artistas dispostos a arriscar no campo da House. Envolvido com a música desde muito cedo, começou a produzir aos dezessete anos e tem na bagagem referências que vão de Julio Bashmore, Machinedrum à George Fitzgerald, muita coisa brasileira e principalmente a famosa house dos anos 90′. Sua música é elegante, envolvente, rica em referências, sofisticada e muito bem elaborada. Então dá o play e vem ouvir essa delícia com a gente!

A busca da identidade nas fotografias de Marilia Correia

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Identidade, eis um dos grandes dilemas da contemporaneidade, a busca por ela resulta em dois caminhos opostos, porém convergentes, responsável por gerar aquela sensação de unidade, mas também o senso de pertencimento a um grupo maior – a identidade é um dos sentimentos mais conflitantes e ambíguos num ser humano. A jovem fotógrafa de Pernambuco Marilia Correia, usa desse conceito para dar o tom a seu trabalho, algo que trás muito provavelmente de sua graduação em História e Fotografia.

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Na série em questão, Marilia busca retratar o ser humano com serenidade, motivada como a própria diz “numa pausa silenciosa, onde se possa ouvir e sentir nossos corpos, cheiros, afetos e desejos”. Uma busca não somente da identidade, mas também da dimensão sensorial, que remetem a sonhos e toques que muitas vezes somos privados. Seu trabalho dotado de grande sensibilidade demonstra a busca pela essência e faz um convite para buscarmos conhecer e ser quem somos.

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O fantástico aquarelado de Victor Octaviano

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Victor Octaviano

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Natural de São Paulo, Victor Octaviano é ilustrador e tatuador autodidata, autor de uma gama de arte incrível e marcante, resultadas de sua maior característica – manchas e pinceladas de tintas. Suas obras são únicas, com formas e traços livres e de muita cor, o que abre espaço para inserir novas ideias durante o processo criativo. Atualmente o artista utiliza a técnica do aquarelado em suas tatuagens, além de ministrar workshop’s de aquarela para tattoo.
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As fotografias intrigantes de Victor Hugo Cecatto

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Victor Hugo Cecatto é fotógrafo e ilustrador. Gaúcho, com graduação em Comunicação Visual pela UFSM – RS, vive no Rio de Janeiro há 15 anos. Dono de uma arte curiosa que mescla fotografias, edições ousadas e design gráfico, resultando em um trabalho único e excepcionalmente excêntrico. Cecatto, começou como fotógrafo e só depois passou a trabalhar como designer; já clicou e ilustrou capas de CDs de músicos renomados, dentre os quais: Os Tribalistas, Grabriel O Pesandor, Cabeza de Panda, entre outros; assim como livros e campanhas.

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