Paradoxon por Guilherme Benites

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Criado pelo fotógrafo de moda Guilherme Benites o projeto Paradoxon é composto por uma série fotográfica e um vídeo conceitual baseado no Yin e Yang, conceitos básicos do Taoismo. As duas ideias que expõem a dualidade entre tudo o que existe. Representam as duas forças opostas e complementares que se encontram em todas as coisas. Yin é o feminino, o escuro, a noite, o frio. Yang é o masculino, a luz, o dia, o calor. Juntos eles compõem a totalidade equilibrada do mundo em duas polaridades.  Nessa filosofia o oposto daquilo que se pensa ser a verdade ou o contrário a uma opinião consentida como válida é um paradoxo.

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Beleza feminina espontânea por Eduardo Izquierdo

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Eduardo Izquierdo é um fotógrafo venezuelano que vive em Bloomington, Indiana, e retrata a beleza feminina de uma forma singular e encantadora. O olhar de Eduardo captura a essência de cada uma das modelos, e surpreende por explorar detalhes muitas vezes sutis e imperceptíveis, expressões particulares. A personalidade individual e crua de cada uma das personagens transparece de forma delicada e leve, e mostra que a beleza está na simplicidade e espontaneidade, e pode estar em um gesto de mãos, um olhar significativo ou em um movimento, e não depende de produções de maquiagem, cabelo e roupas.

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O fetichismo dark da White Shadow

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Confesso que é um pouco estranho escrever sobre um trabalho pessoal, mas depois de alguns incentivos resolvi arriscar a primeira pessoa.

A marca White Shadow surgiu em 2012 do meu TCC em Design de Moda na Universidade Estadual de Londrina: Design hedônico: aspectos corporais, sensoriais e sexuais. A problemática: criar uma coleção de moda que fosse casual (porém com diferenciais estéticos) e que estimulasse os sentidos, sendo que o fetichismo foi a ferramenta utilizada.

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Os materiais utilizados foram renda, malha neoprene, pele sintética, tecidos com efeito molhado e alguns couros normalmente descartados na indústria alimentícia. A abordagem visual buscada foi o dark e o obscuro, fugindo do que é mais comumente associado ao fetichismo, que foi inserido, além dos materiais e shapes, por meio de detalhes discretos que possibilitavam que as peças fossem amarradas e alguns movimentos corporais restringidos quando desejado.


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As fotografias de Bernardo Sardi

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Foi no inicio da adolescência que o fotógrafo Bernardo Sardi descobriu sua vocação, aos 15 anos era comum vê-lo fotografando tudo e todos com uma câmera emprestada do pai. Os anos foram passando e toda essa paixão lhe rendeu um estágio em um estúdio na cidade de Londrina, onde pode aperfeiçoar sua técnica e claro, aprender novas.  Após terminar a faculdade de Design Gráfico, Bernardo começou a focar no mercado de moda pela liberdade de criação e pela experimentação de técnicas, e foi isso que o levou a São Paulo, onde fez diversos editoriais para revistas da Editora Abril, além de campanhas e publicidades. Paralelo a isso, Bernardo constrói sua identidade através de um trabalho autoral elegante e questionador, e é isso que o torna tão atraente ao olhos. Seus cliques denotam dramaticidade pela composição de luz e sombra, na maioria das vezes em Preto e Branco mesclando o belo e o sombrio de forma singular e poética.

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A poesia em cliques de Angelo Merendino

A série fotográfica My Wife’s Battle with Breast Cancer: The Battle We Didn’t Chose produzida por Angelo Merendino narra a luta contra o câncer de mama vívido por sua esposa Jenifer Merendino. A série faz um contraste entre a vida que o casal tinha antes e depois da descoberta do câncer e expõe a luta diária que mudou a vida deles para sempre. Nos registros feitos por Angelo, podemos vivenciar os desafios, as dificuldades, o medo e a tristeza, mas também o amor presente em cada clique.

“Jen e eu vivemos em Manhattan, mas nossas famílias e amigos vivem em Ohio, depois que recebemos o diagnóstico, nós percebemos que eles não entenderam quão sério as coisas serião e o quanto nos precisariamos deles. Nós tentamos conversas por telefones e e-mails, mas parecia que eles continuavam não entendendo o que estavamos passando, então percebemos que eles precisavam vivenciar o nosso dia-a- dia, foi ai que tivemos a ideia do registro fotográfico. Inicialmente as fotos eram para nossos familiares e amigos se envolverem mais, já que não podiam estar conosco. Depois de um tempo nós resolvemos postar as fotos online e percebemos o impacto que elas produziam nas pessoas e foi ai que notamos que poderiamos trazer informação e esclarecimento sobre essa doença. A escolha pelas fotos em P&B foi para dar foco ao que estavamos passando no momento, sem importar com o ambiente em que estavamos”.

Jenifer não sobreviveu para ver o projeto finalizado e faleceu em dezembro de 2011, o livro contando sua história chega as livrarias ainda esse ano e o dinheiro das vendas será revertido para uma ONG criada por Angelo, que oferece ajuda a pessoas que estão vivendo a mesma história.

“O câncer não é uma batalha para ser lutada sozinha, o suporte dos familiares e amigos é muito importante. Não se afaste das pessoas que estão convivendo com essa terrível doença apenas por que você não sabe o que dizer e fazer, você não precisa dizer a coisa certa ou saber todas as respostas, apenas esteja lá. Jen costumava dizer “Ame cada pedaço dos seus entes queridos” e ela estava certa, ninguém sabe o que o amanhã trará”

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