
É preciso uma artista como Björk para transformar o complexo processo de replicação e transcrição do DNA em algo tão simples e belo como uma canção. Para o vídeo de Hollow, Björk teve a colaboração do animador biomédico Drew Berry, que criou uma representação científica da música. A combinação da manipulação eletrônica dos vocais e as notas eletrônicas da à música uma sensação futurista. O vídeo para a canção poderia ser um documentário de um mundo estranho alienígena ou o início da vida na Terra. Cada quadro é cheio de vida. É uma sensação estranha, observando fios de DNA formados por pequenos pedaços de proteína. “Este é o caos incessante que está acontecendo dentro de cada um de nós”, diz a artista. O vídeo poderia ser uma peça de um museu que explica nosso processo biológico, não fosse o rosto estranho molecular que aparece perto do fim. Essa adição pouco acrescenta um toque de misticismo à peça e coloca um pouco de humanidade em um universo de processos químicos irracionais. O vídeo traz imagens de células, vasos sanguíneos, citoplasma e outros componentes do corpo da própria Björk.


















