Red Bull Sounderground traz músicos internacionais para tocar de graça no metrô do Rio

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Em agosto a festa vai ser no metrô carioca. O festival de músicos de metrô Red Bull Sounderground traz músicos de Londres, Moscou, Paris, Berlim, Montreal e Nova York, além de três atrações cariocas. Comum nos trens de Nova York, Berlim e Londres, os músicos de metrô agora estão também nas estações cariocas. Em agosto começa o Red Bull Sounderground, 3o Festival Internacional de Músicos de Metrô, que traz ao Brasil 12 atrações de oito países para tocar de graça, para quem estiver pelas estações de trens do Rio de Janeiro.

São 48 apresentações gratuitas de atrações internacionais de cidades como Barcelona, Nova York, Londres, Paris, Montreal, Moscou e Berlim, além de três artistas do Rio de Janeiro. Com diferentes influências e estilos musicais, alguns desses músicos internacionais foram ovacionados durante a passagem por São Paulo em outras edições do festival e seguem como artistas independentes se apresentando nas estações de metrô de suas respectivas cidades. De 12 a 15 de agosto, durante o dia e a noite, espera-se que cerca de 1,2 milhão de pessoas confiram os shows durante todo o festival.

Red Bull Sounderground

“O Brasil não tem tradição de músicos de metrô e a proposta de realizar o evento numa metrópole como o Rio de Janeiro é atrair a atenção para uma iniciativa que busca incentivar a abertura deste espaço”, diz Marcelo Beraldo, idealizador do festival. “Além do que, se pensarmos em abrangência e audiência, estamos falando de um dos maiores festivais de música do mundo”.

O metrô do Rio de Janeiro, que sedia o festival, se prepara para manter a música pelas estações cariocas: “O Red Bull Sounderground será o primeiro passo para levar uma experiência musical aos usuários do MetrôRio. Novas intervenções serão desenvolvidas, organizando o espaço para apresentações musicais nas estações”, diz Andre Salles, diretor de marketing do MetrôRio.

Sobre o Red Bull Sounderground:
O festival está na sua terceira edição, as outras duas aconteceram em São Paulo em 2010 e 2012, somando 77 músicos de nove países. A ideia do festival surgiu durante a viagem em que Marcelo Beraldo, criador e diretor do projeto, deu a volta ao mundo. Depois de passar por mais de 16 cidades entre Europa, Ásia e Américas, como Londres, Paris, Barcelona, Lisboa, Moscou, Hong Kong, Pequim e Xangai, e circular por metrôs do mundo todo, veio com a ideia. “Durante minha viagem conversei com gerentes e diretores de metrô de várias cidades. Segundo eles, o público gosta de ouvir música enquanto espera pelo trem e isso chega até a ser associado com uma maior sensação de segurança”, diz Beraldo.

O festival tem apoio institucional da Concessionária MetrôRio e foi contemplado pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – ISS.

Serviço:
Red Bull Sounderground – III Festival Internacional de Músicos de Metrô
De 12 a 15 de agosto, das 11h às 13h e das 17h às 19h.
Nas estações Siqueira Campos, Carioca, Central, Pavuna, Uruguai e General Osório.
Confira a programação aqui.

Da Assessoria

A cultura nórdica através da arte de Fredrik Söderberg

Fredrik Söderberg

Fredrik Söderberg

Fredrik Söderberg é um artista sueco que reside em Estocolmo e passou os últimos anos explorando a ligação da arte com o ocultismo em diversas tradições esotéricas. Religião, experiências religiosas e meditação são partes importante de seu trabalho artístico. O artista promove um resgate das tradições e dos cultos pagãos da cultura nórdica, por vezes também explora o sincretismo no simbolismo das mandalas budistas e tibetanas resultando numa arte viva, repleta de geometrismo e cheia de significados.

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O multiculturalismo na pintura de Amir H. Fallah

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O multiculturalismo é uma das premissas da contemporaneidade, fruto da globalização e do hibridismo cultural e de outros fatores complexos de nossa sociedade. É também, uma das características mais marcantes no trabalho do artista iraniano de Teerã, Amir H. Fallah, sua prática artística abrange pintura, desenho e escultura – todos unidos sob a égide do lúdico e de cores vivas. Seus trabalhos abordam tópicos idiossincráticos, tendo como influência a narrativa pessoal, história da arte e suas experiências imaginárias, numa mistura interessantíssima que contempla a cultura oriental dos povos islâmicos com traços ocidentais da cultura pop.

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Como os exércitos do mundo são alimentados em campo de batalha

As rações para uso das forças armadas foram criada pela cavalaria do exército norte-americano em 1935, não como a conhecemos hoje, mas em espécie de barra. O processo de pesquisa na campo da química e os avanços tecnológicos no ramo alimentício ao longo do tempo propiciaram para chegarmos às rações como conhecemos hoje. Usadas em campo de batalha ou em treinamento, os alimentos são hermiticamente embalados e possuem um alto nível de conservação. Conhecidas no Brasil como ração R2, as refeições podem ser encontradas em diversos sabores, sopa de legumes, strogonoff de frango, arroz, e outros sabores em lanches, café da manhã, ceia e almoço, que para minha surpresa, foram encontradas à venda pelo site Mercado Livre.

Não se sabe exatamente a autoria desse projeto, mas a ideia é simples, mostrar a variedade de cardápio (ou não) dessas refeições e suas peculiaridades em exércitos pelo mundo. Obviamente cada país emprega parte de sua culinária típica nas refeições, a alemã por exemplo você encontra variações em pó (basta adicionar água) de goulash com batata e cerejas azedas em compotas de damasco, na canadense cuscuz vegetariano, na francesa carne de porco ao estilo crioulo e creme de pudim de chocolate e os de Cingapura um cardápio restrito à macarrão de galinha com cogumelo e manjericão.

Alemanha

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Canadá

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Estados Unidos

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França

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Um retrato da gangue de meninas motoqueiras do Marrocos por Hassan Hajjaj

Hassan Hajjaj

Não, não é só a cantora M.I.A. e o Roman Gravas que mostram uma imagem de mulheres muçulmanas fora do usual, a verdade é que o Ocidente ainda possui uma visão muito reducionista e limitada do estilo de vida e cultura islâmica e até mesmo além do limites das fronteiras de sua própria cultura. Pois é, esqueça as representações estereotipadas das mulheres do Oriente Médio, o artista marroquino baseado em Londres Hassan Hajjaj criou uma série de fotografias sensacionais intitulada Kesh Angels, onde documenta e mostra as gangues de meninas motoqueiras pelas ruas de Marrakech – numa atmosfera única, cheia de ritmo e bom humor em um tributo à iconografia de rua.

Hassan Hajjaj

Hajjaj celebra a cultura popular do norte da África com marcas de consumo globais  para adornar os quadros de suas fotografias impressionantes, uma ode à Pop-Art e ao hibridismo cultural presente nas roupas das mulheres que ostentam Chanel e Louis Vuitton em abayas (vestimenta típica) desafiando as noções tradicionais sobre as mulheres muçulmanas.

Hassan Hajjaj

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Um retrato das ruas do Senegal por Anthony Kurtz

Untitled (Girls Playing)

Uma abordagem honesta e documental, é assim o trabalho do fotógrafo Anthony Kurtz em sua série de retratos de rua do Senegal. Usando luz natural sem flash, Kurtz cria uma atmosfera única e conta-nos através de suas lentes uma história que desperta a curiosidade. Um olhar apurado e sensível que foge ao usual retrato dramático em preto & branco da miséria e da fome em solo africano. O cotidiano como ele é, sem mais, nem menos.

Untitled (Boy with Cattle #2 )

Untitled (Fishing Boy)
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O mundo dentro do mundo

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O mundo dentro do mundo – o título já sugere muita coisa, mas trata-se de um curta que busca retratar o contraste entre o mundo caótico das grandes cidades e a busca interior por plenitude, essa, que talvez seja uma das principais dicotomias da contemporaneidade. O curta começa com imagens preto e branco da agitada cidade de São Paulo, sonorizado em uma densa atmosfera, para retratar o claustrofóbico mundo que vez ou outra nos encontramos. O ponto de virada ocorre quando o protagonista resolve olhar para dentro, fechando o seus olhos para o mundo externo, e entrando em estado meditativo. Para retratar essa quebra uma tv é destruída em imagens super slow. O vídeo traz imagens conceituais numa narrativa repleta de simbolismo, tem autoria da produtora Creativeclips gravado com uma câmera de cinema digital Red Epic, com edição da Da Vinci Resolve e a parceria cultural do BLCKDMNDS.