O mundo dentro do mundo

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O mundo dentro do mundo – o título já sugere muita coisa, mas trata-se de um curta que busca retratar o contraste entre o mundo caótico das grandes cidades e a busca interior por plenitude, essa, que talvez seja uma das principais dicotomias da contemporaneidade. O curta começa com imagens preto e branco da agitada cidade de São Paulo, sonorizado em uma densa atmosfera, para retratar o claustrofóbico mundo que vez ou outra nos encontramos. O ponto de virada ocorre quando o protagonista resolve olhar para dentro, fechando o seus olhos para o mundo externo, e entrando em estado meditativo. Para retratar essa quebra uma tv é destruída em imagens super slow. O vídeo traz imagens conceituais numa narrativa repleta de simbolismo, tem autoria da produtora Creativeclips gravado com uma câmera de cinema digital Red Epic, com edição da Da Vinci Resolve e a parceria cultural do BLCKDMNDS.

Francis Ford Coppola apresenta The Junky’s Christmas: um clássico beat em stop motion

Junky’s Christmas

Suddenly a warm flood pulsed through his veins and broke in his head like a thousand golden speedballs. For Christ’s sake, Danny thought. I must have scored for the immaculate fix! The vegetable serenity of junk settled in his tissues. His face went slack and peaceful, and his head fell forward. Danny the Car Wiper was on the nod.

Francis Ford Coppola produziu em 1993 essa animação em stop motion (claymation) se baseando no conto The Junky’s Christmas do escritor beat William S. Burroughs. O curta foi dirigido por Nick Donkin e McDaniel Melodie, e se inicia com o próprio escritor narrando a história de Danny, um viciado em heróina, que está de volta às ruas no dia de natal, depois de passar 72 horas na cadeia. Apesar de ter sido liberado recentemente, o personagem em abstinência está determinado a trazer alegria a suas veias injetando uma dose de heroína nelas. O conto que parodia A Christmas Carol de Charles Dickens, não está interessado em fazer alusão ao uso de heroína, mas quer nos contar uma história de compensação cósmica. Durante toda a história Danny tenta conseguir ópio se colocando em situações absurdas e patéticas. Depois de executar vários golpes na esperança de conseguir a droga que seu corpo necessita, o personagem finalmente obtém uma pequena quantidade de morfina ao fingir paralisia facial. Porém, quando Danny se tranca em um quarto de hotel para usar sua morfina, ele se depara com um jovem que se contorce com fortes dores de pedra no rim. Então ao invés de injetar a morfina em si mesmo, Danny aplica a droga no jovem. O personagem acredita que vai ter de passar o dia de natal em abstinência, quando de repente, como se por obra divina, sua veias são inundadas por uma sensação de êxtase que vai até sua cabeça e explode como se ele tivesse usado milhares de speedballs (mistura de heroína ou morfina com cocaína ou metanfetamina). Danny, pela lei de compensação cósmica, finalmente fica alto. Ao final da história aprendemos que é disso que se trata o espírito de natal, como pregam os budistas, é preciso dar para receber.

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La Vitesse Et La Pierre, vídeo curta conceitual de Igor Zimmermann

Igor Zimmermann é um jovem cineasta prodígio, e com 25 anos já recebeu da Swedish Advertising Association o prêmio Jovem criativo do ano. Seu trabalho consiste em registros fílmicos, que vão desde animações, propagandas à curta-metragens, recentemente lançou um curta de 12 minutos intitulado La Vitesse Et La Pierre, que fez parte da seleção do Festival de Cinema de Moda de Paris, e foi filmado no deserto do Saara ocidental e algumas locações da Noruega, retratando o sentimentalismo, o vazio, o hedonismo e a dificuldade de se encaixar na sociedade.

Para ver mais trabalhos do cineasta, visite seu site aqui.

Dimensões do diálogo de Jan Švankmajer

Jan Švankmajer é um artista surrealista tcheco e seu trabalho abrange vários meios de comunicação. Ele é conhecido pela sua animação surreal e características, que têm influenciado grandemente outros artistas, como Tim Burton, Terry Gilliam e The Brothers Quay. Dimensões do Diálogo é curta-metragem de 1982 que dialoga com os problemas da sociedade contemporânea. Como título indica, se trata de uma bizarra, perturbadora e em alguns momentos grotesca análise da dialética entre os indivíduos através da ótica do cineasta tcheco. Ele divide o curta em três partes distintas, cada uma abordando um estilo de discurso, em comum, todas retratam uma impossibilidade de comunicação.

Conheça o curta-metragem Homophobia de Gregor Schmidinger

Homophobia é um projeto coletivo conduzido pelo jovem diretor Gregor Schmidinger, que inclusive já dirigiu outro curta-metragem intitulado The Boy Next Door ultrapassando a marca de mais de 2 milhões de visualizações em seu canal no Youtube. Dessa vez o diretor nos apresenta Homophobia, que conta a história de um adolescente, que serve as Forças Militares da Áustria e experimenta sentimentos homossexuais com um dos seus colegas na sua última noite na fronteira austro-húngara.

O filme lida com um tema que é uma preocupação permanente em nosso mundo: a homofobia e a repulsa aos homossexuais. Entra num terreno turbulento e conflitante ao tratar de um problema talvez ainda mais profundo: a aceitação e o medo de se ser homossexual. Lançado na semana do “Dia Internacional Contra a Homofobia” o filme conseguiu relativo sucesso na sua promoção, sendo mencionado por grandes plataformas na internet e na mídia impressa. Uma história envolvente, intensa e dramática, focada no assunto do medo e da perseguição.

The Game of Things



The Game of Things é um vídeo no estilo fashion film do diretor Cristian Straub, conhecido por realizar um trabalho, digamos, mais conceitual nesse tipo de produções, é quase um curta metragem, inspirado no cinema experimental de Nicolas Roeg e Roman Polanski em meados anos 60 e início dos anos 70. Ele conta a história de uma mulher, que é assombrado por seu passado, por coisas e momentos compartilhadas com alguém especial. Com um ar de mistério o filme se desenrola no lapsos de memórias da protagonista em uma espécie de transe, para assim nos apresentar a coleção da designer de moda Ethel Vaughn. Conceitual e muito bem realizado.

Cartier revisa o mito grego do amor impossível

Os apaixonados pela Maison francesa Cartier ganharam um presente hoje ao acessar suas contas no facebook, foi divulgado pela manhã a primeira campanha direcionada para a rede social. Intitulada Painted Love, o curta revisa o mito de Pigmalião e Galatéia- o amor impossível entre um artista e sua musa, e se passa na charmosa cidade de Nova Iorque. A trilha sonora homônima, composta pelo duo Air foi cuidadosamente encomendada pela label francesa. O curta faz parte do projeto “How far would you go for love?” que teve inicio em 2007, e que todo ano convida artistas para responder a celebre pergunta.  O símbolo do projeto é a icônica pulseira Amor, rodeada de parafusos, ela se encaixa no pulso usando uma chave de fenda delicada de ouro. Simbolicamente, as peças representam a união de dois apaixonados. Um mimo não?