Cumplicidade e intimidade nas fotografias de Cain Q

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É fato que de alguns anos para cá, houve a emergência do homoerotismo e da homoafetividade como uma categoria artística mais frequente, você acompanhou parte desse processo aqui no BLCKDMNDS, aliás, a internet foi uma das principais ferramentas na propagação da temática. O espanhol, Cain Q é um desses artistas que usa e abusa do tema, se destacando principalmente pelo uso da estética como conceito de cotidiano, o que dá ao seu trabalho um aspecto de naturalidade e casualidade, expostos na forma de um diário fotográfico para maiores de 18 anos, exalando um hedonismo latente, que poderia muito bem servir como inspiração para produções para a TV, como Looking, ou para o cinema, como o inglês Weekend e o argentino Plan B, ambos pautados nesse conceito de cotidiano como narrativa, trazendo a tona um retrato real e honesto da condição homossexual burguesa.

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Um dia de herói: Revisitando Batman & Robin

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Recentemente você viu aqui no blog um pouco do trabalho da fotógrafa espanhola Aitana Menéndez Ordóñez e seu retrato sobre a China contemporânea, agora ela retorna com uma nova série intitulada “Podemos ser héroes.. un día, nada más“, um trabalho expressivo onde explora o universo da dupla de super-heróis Batman e Robin, por acreditar que essa seja a dupla mais emblemática da cultura pop em se tratando de teorias da conspiração e de uma personalidade e sexualidade dúbia. Ordóñez revisita o clássico e mostra através de sua percepção, o que seria um dia na vida desses dois heróis, com muito bom humor, irreverência e cheio de estilo ela evidencia acima de tudo a cumplicidade desses dois personagens.

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Retratos pop por Scott Scheidly

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Começa essa semana na Spoke Art em São Francisco, Califórnia, a exposição da exibição “The Pinks” do Artista Scott Scheidly, nascido em Ohio e formado pelo Art Institute of Pittsburgh.

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A série explora com molduras cor-de-rosa elaboradas as implicações culturais e sociais da cor e como as noções predefinidas que acompanham essas percepções podem alterar a identidade de alguém e a subsequente visão do mundo.

Scheidly retrata figuras hipermasculinizadas ou figuras históricas abomináveis, fazendo piada dos personagens através de sátiras sociais e sexuais. Além disso, o artista retrata indivíduos notórios politicamente e religiosamente, e as inseguranças que o poder deve trazer e como elas se manifestam.

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A descoberta da sexualidade no filme Heile Gansje de Matt Lambert

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A temática não é propriamente nova, Truffaut deu a primeira pincelada, mesmo que muito sutilmente lá em Jules e Jim, desde então o cinema mundial vêm se aproximando do tema de forma mais descarada – Threesome, Os Sonhadores, Drama, Drei e tantos outros – tentam de alguma forma acrescentar algo novo ao gênero. Matt Lambert, fotógrafo e cineasta resolveu se arriscar em seu primeiro filme, em parceria com a Dazed & Confused e Channel 4 apresentou o teaser de Heile Gansje, inspirado numa canção alemã, o filme apresenta um retrato da juventude, suas experimentações e a descoberta da sexualidade, numa narrativa abstrata e fragmentada mostra de forma sensorial uma relação visceral do personagens com o sexo, numa trilha sonora que ainda inclui Patrick Wolf, Le1f and Black Cracker.

Posters de esteriótipos gays por Paul Tuller

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Com ilustrações de Paul Tuller e direção de arte de James Kuczynski, o projeto ‘A Poster Guide to Gay Stereotypes’ que fez parte da campanha “Think B4 You Speak” busca retratar as categorias do universo queer, para assim, aumentar a consciência do uso de palavras e frases pejorativas como “isso é tão gay” a fim de educa-los para a diversidade escolar. Os pôsteres podem ser comprados aqui e parte da renda é revertida para o projeto do grupo GLSEN (Gay Lesbian Straight Education Network).

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Herbert Loureiro e o universo do fetiche na série Super Kinky

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Herbert Loureiro é um famoso conhecido do blog, já falamos dele inúmeras vezes por aqui (1, 2, 3). Em seu mais recente trabalho que recebe o nome de Super Kinky, Herbert brinca com o universo do fetiche e suas variáveis, como a libertinagem masculina, questionando-as como um tabu social em torno da prática fetichista, que se destaca pelo interesse sexual em partes específicas do corpo, funções fisiológicas ou até mesmo o gosto por cenários e ações inusitadas. Explorando a técnica da pintura digital, ele consegue dar um tom de indagação, pelo próprio fato do fetiche estar fortemente ligado ao tabu, evidenciando o desejo primitivo e reprimido das pessoas, algo inerente à existência humana, ao mesmo tempo em que consegue transpor uma atmosfera leve e bem humorada, uma das características marcantes em seu trabalho. Super Kinky surpreende ao abarcar um tema caro com tamanha originalidade e naturalidade, deixando a cargo do espectador remeter nuances e estranhezas a seus desejos sexuais.

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O eu existencial e fragmentado na fotografia de Michal Macku

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Michal Macku é um fotógrafo tcheco que procura por novas formas e técnicas fotográficas para expressar sua ânsia existencial e retratar a condição humana.  No final dos anos 80 inventou a técnica Gellage, uma  combinação de colódio e gelatina que  torna possível reformular as imagens originais, mudando sua relação de significado e proporcionando ao artista uma maior possibilidade de experimentação artística.

Nas minhas fotos eu uso o corpo humano nu, principalmente o meu. Utilizando a técnica fotográfica Gellage, este corpo humano concreto é compelido a se encontrar com ambientes abstratos e distorcidos. Esta conexão é a mais emocionante para mim e me ajuda a encontrar novos níveis de humanidade no trabalho resultante. Seu charme é semelhante ao do desenho animado, mas não é um truque. É muito importante para mim estar ciente da história de uma imagem e ter uma sensação de contato direto com sua realidade. Meu trabalho coloca fotos do corpo humano em novas situações, novos contextos, novas realidades, fazendo com que a sua realidade autêntica se torne relativa.

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Boy Crazy Boy – um projeto de Sina Sparrow

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Com um traço que permeia entre a ilustração e a estética visual dos comics, especialmente os underground dos anos 90′, Sina Sparrow, um jovem inglês de família iraniana, criou um projeto intitulado Boy Crazy Boy, onde retrata, na espécie de um diário artístico a vida cotidiana de garotos e um pouco da cultura gay em ilustrações narradas, que vêm das suas experiências pessoais, de amigos, ou até mesmo da observação de outras pessoas, obcecado com as emoções humanas e relacionamentos – amor, sexo e intimidade são a essência de seu trabalho.

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