O hip hop cidadão do mundo de Akua Naru

akua_naru_1_1443

Ela nasceu em Connecticut, nos EUA, em uma família que veio de Gana, na África. Cresceu, viajou para África do Sul, deu umas bandas pela China e agora vive na Alemanha. Akua Naru, a menina de 35 anos, parece usar todas essas influências culturais em seu hip hop. Além disso, a moça não hesita em apreciar bons influenciadores como Fela Kuti e Lauryn Hill, desde os anos 90. Do mestre africano, tirou a criatividade para misturar instrumentos e a liberdade para brincar com ritmos. Da musa do R&B mundial, tem um pouco da voz, sensualidade e capacidade de encantar.

Dá pra enxergar nitidamente o jazz em suas músicas, como por exemplo, na canção Poetry: How Does It Feel Now?, com saxofone e baixo muito presentes. Em Take a Ride ela vai além: tem violino, violoncelo, um DJ, além dos habituais instrumentos de sopro, bateria e baixo, acompanhados por uma guitarrinha. É fácil conferir esse trabalho em seu segundo disco, o ao vivo “Live & Aflame Sessions” (2012).

Para este trabalho contou com mais oito músicos competentíssimos e com a mesma levada de pensamento dela. O resultado é deslumbrante, apenas. Dá pra reconhecer as raízes citadas sem muito esforço. Basta apreciar as canções.

O começo de tudo

“The Journey Aflaime”, seu primeiro trabalho lançado em 2011, 18 faixas permeiam a mistureba criativa de Akua. Em “Poetry: How Does It Feel”, por exemplo, uma pegada mais leve casa com uma voz doce, doce. Não a conhece ainda? Sem se preocupar: logo ela vai chegar pertinho de você de alguma forma. Basta conferir a lista de shows agendados pelo mundo em seu site oficial. Enquanto isso dá pra conferir e se apaixonar por ela em seus vídeos publicados no Youtube. Não dá pra negar: é um novo hip hop, para ouvidos sofisticados de amantes – e não amantes também.

MXTP BLCK PRTY – PT. II

blckpry

O final de semana chegou e com ele uma mixtape caprichada, depois do sucesso da nossa compilação em BLCK PRTY, resolvemos dar uma continuidade e ir um pouco mais a fundo nessa temática musical, BLCK PRTY PT. II é uma mixtape que explora um lado mais voltado para sonoridades emergentes como o Trap, Bass e até uma pitada do revival do vogue (pra quem acha que vogue é só a música da Madonna – ler aqui). Aperta o play, arrasta o sofá da sala e vem pra festa com a gente!

MXTP BLCK PRTY PT. II by Linusxx on Mixcloud

Ilustrações de ícones do Hip Hop por Mink Couteaux

hh1

Mink Couteaux, ilustrador holandês, colocou suas melhores habilidades artísticas para trabalhos de clientes como Nike, W + K, Bits of Freedom, entre outros, onde conseguiu grande notoriedade. Para o seu mais recente projeto, o artista usa suas pinceladas mescladas com traços de cores vivas e técnicas de ilustração digital na criação de retratos da nova safra de artistas do hip-hop, dentre eles Kendrick Lamar, A$AP Rocky, Rockie Fresh, Tyler the Creator e 2 Chainz. Com abundância de detalhes evidente nas expressões faciais e em acessórios exclusivos, algo característico dos ícones do gênero, o artista consegue transmitir a complexidade de suas personalidades.

hh2
Continue Reading

FashionHunt: Swag!

swag1

swag5

Hip-Hop é uma subcultura urbana que tem a origem nos ghettos americanos dos anos 1970. Apesar da música, que é um dos 4 elementos fundamentais, writing, Djing e Breakdance fazem parte do movimento Hip-Hop. Como em todas as subculturas as pessoas começam a se vestir de um jeito especial pra sinalizar que fazem parte da mesma. Agora, ele tem recebido uma nova interpretação, sendo abraçado por diversos grupos e recebendo uma atenção da indústria da moda antes não tão dada. Pros homens que gostam de inovar e usar camisas, bonés e sneakers a tendência é um paraíso. Que tal se inspirar?

Continue Reading

Conheça a combinação de estilos de José James

A miscigenação de José James não está somente nos seus descendentes – James é filho de mãe irlandesa e pai panamenho – mas também em sua musica. Usando muito bem os elementos do hip-hop mesclados com a sensualidade intimista do jazz, ele propõe uma experimentação em cada arranjo apresentado. Com três álbuns lançados desde 2008, James vem ganhando a Europa onde realizou algumas Jam sessions em festivais de Soul e fechou com chave de ouro sua turnê ao se apresentar em outubro no iTunes Festival em Londres. O Brasil não foi esquecido durante a divulgação de seu mais novo trabalho, o EP It´s All Over Your Boby. A pequena turnê que aconteceu em setembro passou por Minas Gerais no 6º Jazz Festival de Viçosa e no Jazz + Blues Festival, em São Paulo no Bourbon Street Club e em uma elegante apresentação nas areias da Praia da Pipa no Rio Grande do Norte. Para os que não tiveram a sorte de vê-lo ao vivo não deixe de conferir os vídeos a baixo.

MIXTAPE BLCK BITCH


Sexta-feira chegou e todo mundo sabe que o dia mais aguardado da semana é o dia oficial de suar a virilha. E por isso hoje tem mais um mixtape pra animar o esquenta do fim de semana. Dessa vez, sem convidados, a setlist volta pras mãos da staff do blog e hoje ela vem regada à muita black music, muito rap/hip hop do bom, nomes como Azealia Banks, LE1F, Mykki Blanco, M.I.A. e mais um monte de gente incrível. Um fato é: o rap / hip hop é o novo indie rock! Todo mundo pronto? Então dá o play que o fim de semana tá só começando.

O hip-hop indo além: a gênese de Mykki Blanco

Ja mostramos aqui os limites e conceitos que o queerism tem quebrado no mundo do hip-hop. Nesses ultimos meses, outro artista tem causado um furor ao leva-lo nao somente a música, mas a poesia, as artes performáticas e a cena underground de NYC: Mykki Blanco, o alter ego drag queen de Michael David Quattlebaum Jr.

“Eu tinha um projeto de rock industrial e até certa idade me considerava algo como punk. Quando subi ao palco travestido, e vi que as pessoas se interessaram mais ainda pela performance, eu pensei onde mais você vê travestis com poesia em forma de rap e um som tão duro como o industrial? E’ isso, vou foder com as pessoas'”. Iggy Pop, Anais Nin, Fiona Apple, Marilyn Manson: suas influências são vastas, e sua inspiração para fugir para NY veio do Vincent Gallo onde, após mandar uma carta ao seu ídolo falando do seu sonho de fugir de casa, recebeu um “não venha pra cá, seu idiota” como resposta. Mas ele foi mesmo assim, travestido e espancado, garantir o seu lugar no showbiz, pois para ele a musica é apenas um meio para algo maior.


Fundamentos para pensar assim ele tem de sobra: hoje ele abre shows como das THEESatisfaction e Grimes, mas já foi desistente de escolas de artes e design, fazia vídeos para seu projeto Mykki Blanco and The Mutant Angels, foi ator infantil, escreve poesia e tem um livro lançado por uma conceituada galeria de NY que já o levou ate uma exposição na Suécia. A linha não mais tao divisível entre a eletrônica e o hip-hop se reflete na multifacetagem com que Mykki Blanco constrói sua arte: do industrial ao trap, do dance ao rap, suas letras vem de autoria própria e trazem como pauta a conquista da territoriedade gay, mas a música fica por conta de produtores independentes, trazendo uma camada de novidade e pluralidade a cada single que ouvimos. E falando em singles, seu jeito nada usual de lançar os vídeos antes da música, nos traz obras incríveis e divertidas como o clipe para Wavvy, dirigida pelo fotografo de moda Francesco Carrozzini, e o recente Haze.Boogie.Life, música que estará na mixtape Cosmic Angel Mixtape: The Illuminatti Prince/ss, com lançamento previsto para amanhã!

American Royalty, série de ilustrações de Sam Spratt para Childish Gambino

Conhece Childish Gambino? Não? Então você certamente está por fora do que vem sendo produzido de mais fresco e atual na música norte-americana. Childish Gambino é o nome por trás de Donald Glover, ator, comediante, escritor e rapper que recentemente lançou a mixtape Royalty, que teve a arte de capa a cargo de Sam Spratt, talentoso ilustrador, que viu nessa oportunidade a chance de dar continuidade ao projeto, criando a série American Royalty, destinado a realçar o lado do Hip Hop sem cair na tríade do clichê “jóias-dinheiros-carros”. Exaltando então os pequenos momentos, de forma simples e bem executada, da cultura e da forma de viver dos afro-americanos, resgatando o verdadeiro sentido do hip hop enquanto fator social.

Continue Reading