As ilustrações da polonesa Agnieszka Sukiennik

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Com sede em Varsóvia, a polonesa Agnieszka Sukiennik é como uma boa parte dos criativos de sua geração, não se atém em apenas uma qualidade específica, designer independente, artista visual e ilustradora de moda. Ela concentra seu talento em tentar transmitir a natureza global na ambiguidade do ser humano em ilustrações surrealistas.

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O trabalho ácido do artista Marcelo Fiedler

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O trabalho do artista curitibano Marcelo Fiedler, 29 anos, que encontrei no Instagram (estava em uma vibe 80’s e fui pro ig buscar por referências), que começou desde muito cedo a ilustrar e foi aperfeiçoando sua técnica com o passar do tempo, hoje faz com que embarquemos em uma maravilhosa trip com as cores ácidas que são sentidas em suas obras.

Com uma bagagem influenciada por artistas como Keith Hering, Simon Landrein e desenhos dos anos 90’s, percebe-se em seu trabalho a constante presença de mulheres em situações cotidianas, com um ar de mistério e apresentam enormes bolas, como, um yin yang de ácido, no lugar dos olhos tornando mais complicado o relacionamento dos personagens com o espectador. Sobre isso, Fiedler diz “sempre me relacionei com mulheres que tem um ~que~ meio parecido comigo, você não sabe muito bem onde essa pessoa quer chegar, é um negócio aberto, mas não é”.

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Rurru mi panochia e sua arte nada (con) SENSUAL

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Longe de se definir pelo que a sociedade impõe, o gênero deveria ser em cada caso uma construção individual. Com esta premissa Rurru mi Panochia, alter ego da artista mexicana Almendra Sheira, promove uma visão livre e brincalhona do corpo humano e o que ela entende por sexualidade. A começar por seu alter ego Rurru Mi Panochia, já se vê o quanto a liberdade com o sexo faz parte da vida e, principalmente, do trabalho desta artista. Panochia, em alguns lugares da America Latina, é um sinônimo de vagina. Traduzindo-se assim em Rurru Minha Vagina. Segunda a artista a escolha do nome se deu pelo fato dele ser engraçado e sempre causar risos nas pessoas quando o pronunciam.

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A temática da sua arte gira em torno de fetiches, dissidências de gêneros, deuses pré hispânicos, amputações, tudo isso mesclado em desenhos despretensiosos e cores pasteis remetendo a um universo infantil, sem preconceitos e principalmente sem a culpa que muitas vezes o amadurecimento traz junto com a descoberta do sexo. O intuito da artista é mostrar que a concepção do belo não deve ser unilateral. E que seus desejos não precisam e nem devem se enquadrar em padrões impostos.
Sobre o uso de deuses pré hispânicos em sua obra, Rurru diz que sempre se interessou sobre arte erótica e pornô na cultura Greco-romana até que na universidade iniciou uma investigação sobre a cultura sexual que existia nos povos que habitavam seu país e desde então esses elementos se tornaram frequentes em seu trabalho.

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O feminismo antropofágico de Rebeca Queiroz

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Rebeca Queiroz é uma designer e ilustradora recifense que tem em seus desenhos uma forma de expressão onde procura demonstrar seus pensamentos e levar quem os observa para dentro do seu universo feminista. Sua arte nos apresenta um feminismo antropofágico que retrata o poder da mulher em concordância com a serpente, o universo e a natureza. Ou seja, elementos poderosos com uma força representativa enorme dentro do seu próprio contexto unificados através do papel, do lápis e da caneta nanquim.
Muito além do autobiográfico, seus desenhos retratam referencias escondidas dentro de livros, frases de músicas ou diálogos de filmes. Alguns desenhos foram criados inspirados nos universos paralelos de Hilda Hilst, Eduardo Galeano, Björk, FKA Twigs, Nina Simone e Lamb. Outros contam cenas do seu próprio mundo.
Para acompanhar o trabalho da artista basta segui-la no instagram. Toda semana mais um pedaço fascinante deste universo nos é revelado através dele.

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O empoderamento feminino na arte de Erica Rodrigues

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Um trabalho versátil, mas nem por isso sem personalidade, muito pelo contrário – aquarela, ilustração, grafite, trabalho manual e bordado, diferentes técnicas, variados suportes e um só resultado: encantamento. Esse é o trabalho de Erica Rodrigues de Fortaleza no Ceará; delicado, porém forte, seu traço traz em grande parte de sua arte, a mais bela expressão feminina e também questionamentos, ao traçar em seus desenhos, representações de múltiplos estilos de corpos, criando um empoderamento de diferentes mulheres. Suas personagens carregam em si a suavidade da inocência, mas também o desejo da indagação.

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Love Yourself: as ilustrações eróticas de Rennan Lourenço (+18)

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Homens praticando autofellatio como uma metáfora do conceito do amor próprio é o tema da série de ilustrações Love Yourself do artista Rennan Lourenço. Após sofrer um término de namoro devastante, Rennan canalizou seus sentimentos em forma de arte e produziu gravuras que o ajudaram a expressar a ideia de se amar antes de tudo e todos, promovendo de forma literal e análoga o conceito do amor próprio.  As ilustração foram feitas em aquarela e carvão e podem ser encontradas no tumblr e instagram do artista. Continue Reading

Pablo Amaringo e a alucinação de suas telas

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Se fosse possível conduzir as imagens da mente de uma pessoa depois de ingerir Ayahuasca e passá-las por um projetor em telas, o resultado seria arte de Pablo Amaringo. Cheias de cor e toneladas de informação, as obras do peruano herdam um pouco da estética do muralismo mexicano e do surrealismo para retratar viagens cósmicas e “mirações” psicodélicas do artista.

Amaringo foi vegetalista, curandeiro e fundador de uma escola visionária de arte, usando como base de inspiração para suas telas processos de cura, a natureza amazônica e rituais de consagração da Hoasca (bebida produzida com plantas para rituais e usada na medicina alternativa).

A vida, marcada por acontecimentos que o projetaram em sua arte, impactou a obra de Amaringo de tal maneira que é possível tateá-la. Sua família passava por um período de pobreza e Amaringo, aos dezessete, teve problemas sérios no coração, ficando à beira da morte. Curou-se miraculosamente com a ajuda de um curandeiro e, durante a recuperação, começou a desenhar e pintar pela primeira vez. Sem dinheiro para pagar os utensílios artísticos, usava até mesmo batom e maquiagem de suas irmãs para dar luz às suas imagens.

Sua obra só veio a ser mais conhecida pelo mundo na década de 1980, quando já se desenvolvia como pintor e mediava sessões com a bebida. Nesse contexto, conheceu o antropólogo Luis Eduardo Luna e o ecólogo Dennis McKenna, que o estimularam a pintar as “mirações” que via após a ingestão da Ayahuasca. A partir desse momento, começou a surgir seu estilo, a mistura vibrante de cores, os detalhes, diversas cenas interconectadas, formas fluidas e espirais e referências riquíssimas das figuras xamânicas indígenas.

Retratada em diversos documentários e curtas, a arte do peruano ganhou os projetores do cinema alternativo. Mais do que retratos do uso dessa substância, sua obra representa suas experiências de contato com o Divino, além de abrir nossos olhos para a riqueza da cultura amazônica, a sabedoria e a beleza das florestas.

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Os seres híbridos de Lee Boyd

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Lee Boyd é um artista irlandês que é muito diverso em sua arte e em sua experiência. Conhecido principalmente por sua mistura de figuras humanas com caracterizações de animais retratando narrativas surreais que ele descreve como “manimals’. Um artista variado que produz trabalho com qualquer meio de comunicação que se adapte ao seu tema, seu trabalho possui uma atmosfera vintage charmosa, com um toque sombrio proveniente de suas experimentações de seres híbridos.

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