MIXTAPE Intro

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Hoje, dia 06 (seis) de junho, o BLCKDMNDS completa 04 (quatro) anos de vida. E para celebrar esse lindo e saudosista dia de hoje preparamos uma mixtape que viaja no tempo e celebra a boa música.
Muito da moderna música popular, do folk, do rock e de qualquer outro gênero musical que tenha ou venha a surgir tem suas raízes ligadas à música negra americana (com influência do blues, do jazz e da música negra africana) e ao crescimento da música gospel nos anos 1920 do século passado. A base afro-americana da música popular utilizou elementos vindos da música européia e indígena. Os Estados Unidos tiveram também influência das tradições musicais e da produção musical na Ucrânia, Irlanda, Escócia, Polônia, América latina e nas comunidades judaicas. Para celebrar essa miscigenação de culturas nós preparamos um mixtape cheio de música diretamente influenciada ou influenciadora.
Intro serve como uma porta de entrada para o entendimento de onde vem a música de hoje e traz grandes nomes musicais de sempre. Marvin Gaye, Amy Winehouse, Daiana Ross, Frank Ocean, Kelis, Ray LaMontagne, Aretha Franklin e Solange são apenas alguns dos nomes que compõe essa delícia de mixtape capaz de embalar momentos a sós, a dois ou uma celebração inteira! Time to celebrate!

Intro by Raphael Maia on Mixcloud

O hip hop cidadão do mundo de Akua Naru

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Ela nasceu em Connecticut, nos EUA, em uma família que veio de Gana, na África. Cresceu, viajou para África do Sul, deu umas bandas pela China e agora vive na Alemanha. Akua Naru, a menina de 35 anos, parece usar todas essas influências culturais em seu hip hop. Além disso, a moça não hesita em apreciar bons influenciadores como Fela Kuti e Lauryn Hill, desde os anos 90. Do mestre africano, tirou a criatividade para misturar instrumentos e a liberdade para brincar com ritmos. Da musa do R&B mundial, tem um pouco da voz, sensualidade e capacidade de encantar.

Dá pra enxergar nitidamente o jazz em suas músicas, como por exemplo, na canção Poetry: How Does It Feel Now?, com saxofone e baixo muito presentes. Em Take a Ride ela vai além: tem violino, violoncelo, um DJ, além dos habituais instrumentos de sopro, bateria e baixo, acompanhados por uma guitarrinha. É fácil conferir esse trabalho em seu segundo disco, o ao vivo “Live & Aflame Sessions” (2012).

Para este trabalho contou com mais oito músicos competentíssimos e com a mesma levada de pensamento dela. O resultado é deslumbrante, apenas. Dá pra reconhecer as raízes citadas sem muito esforço. Basta apreciar as canções.

O começo de tudo

“The Journey Aflaime”, seu primeiro trabalho lançado em 2011, 18 faixas permeiam a mistureba criativa de Akua. Em “Poetry: How Does It Feel”, por exemplo, uma pegada mais leve casa com uma voz doce, doce. Não a conhece ainda? Sem se preocupar: logo ela vai chegar pertinho de você de alguma forma. Basta conferir a lista de shows agendados pelo mundo em seu site oficial. Enquanto isso dá pra conferir e se apaixonar por ela em seus vídeos publicados no Youtube. Não dá pra negar: é um novo hip hop, para ouvidos sofisticados de amantes – e não amantes também.

A sutileza do jazz/pop de Caro Emerald

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Para quem curte um pouquinho de jazz no final da tarde a sedutora pin-up Caro Emerald já é velha conhecida. Dona de uma voz delicada e um senso de humor memorável, Caro Emerald tem feito história no cenário do novo jazz com um toque pop, que mistura a bateria ritmada, o saxofone e o baixo a toques eletrônicos aqui e ali. Famosa pelo single “Back It Up”, presente em seu álbum de estreia Deleted Scenes from the Cutting Room Floor, a cantora holandesa ficou conhecida em 2010 e, desde então, não parou mais de nos surpreender.

Esmeralda Caroline van der Leeuw nasceu em Amsterdã e, além de cantora, é professora de canto e treinadora vocal do famoso programa X-Factor. Além disso, se envolve em milhares de projetos musicais, como o Les Elles, um conhecido grupo vocal harmônico de Amsterdã, e a orquestra Philharmonic Funk Foundation.

Texto Rafaela Pietra

A misteriosa mistura de jazz e efeitos eletrônicos de Ofei

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Pouco se sabe sobre o londrino que vem despertando a curiosidade de muitos, mas que prefere se manter nas sombras. O lançamento de dois singles incríveis, carregados de reverbs e que misturam as origens da tradicional música negra americana ao gospel e a elementos eletrônicos e modernos, chama a atenção para os talentos de Ofei, um produtor que se esconde sob um piano dramático e uma voz melancólica e impactante.

Os quatro singles de seu primeiro EP estão disponíveis para download e impressionam. Diretamente das jukebox de todo o mundo, as claras influências do jazz e soul em sua música nos envolvem, juntamente com sua melodia e letras arrebatadoras. Uma mistura de talento, inteligência e sonoridade.

A pré-venda do EP London, que da nome à primeira (e talvez principal) música do álbum já tem lançamento no próximo dia 10 e a versão física ainda promete uma faixa bônus, chamada “Risk”. Vale a pena ficar de olho nesse misterioso talento.

Texto Rafaela Pietra

Conheça o cantor norueguês Jarle Bernhoft

Foi ainda na infância que Jarle Bernhoft descobriu sua paixão pela musica, o cantor norueguês de 35 anos começou sua carreira na banda Span, composta por Fredrik Nilsen Wallumrød e o baixista Vemund Stavnes, o trio teve dois álbuns lançados, mas após desententimentos artisticos preferiram seguir caminhos opostos. Dois anos depois, Bernhoft voltou aos estúdios e lançou seu primeiro álbum solo Ceramik City Chronicles, ovacionado pela critica e com grande repercussão local , no próximo ano lançou 1:Man 2:Band, um registro cru de suas apresentações em um café em Oslo e de seus shows em Rockefeller e Molde Jazz Festival. Feliz com seu crescimento musical, Bernhoft juntou o material que havia escrito durante sua turnê e lançou em 2011 o álbum Solidarity Breaks. O single C´mon talk retirado de seu mais recente trabalho caiu no gosto popular e foi descoberto pelos produtores do The Ellen Degeneres Show que lhe convidaram à participar do programa em setembro.

She Talks in Maths: Interpretations Of Radiohead

Eliza Lumley é uma bela cantora jazz com as melhores influências possíveis. Em 2006 ela iniciou o projeto de regravar músicas do Radiohead em jazz. Com uma voz doce e suave, arranjos melancólicos e um tanto quanto líricos, o disco é uma pérola. É um dos meus álbuns preferidos, sem dúvida. Lumley criou uma bela e surpreendente mistura do clássico e do contemporâneo. As gravações oscilam facilmente entre a paisagem de sonho Cocteau Twins de “Let Down” para o desafio angular do Ryuichi Sakamoto inspirado “How To Disappear Completely”, desde o jazz sutil de “Black Star” ao piano esparsos de “Street Spirit”, que invoca ecos de Michael Nyman. A abordagem minimalista do disco revela todo humanismo e dor da visão do mundo de Thom Yorke. Se todo esse post não foi o bastante pra te convencer que você deve ouvir esse belíssimo trabalho, aqui vão algumas versões:

Tracklist:
1. High and Dry
2. Black Star
3. Street Spirit
4. Let Down
5. No Surprises
6. Karma Police
7. Lucky
8. How to Disappear Completely
9. Creep
10. Bullet Proof.. I Wish I Was

O som brando do Belleruche

Em 2007 o trio britânico Belleruche, formado por Kathrin DeBoer, pelo guitarrista Ricky Faboulous e agora o grande diferencial do projeto o Dj Modest, lançaram seu primeiro álbum intitulado Turntable Soul Music.No ano seguintes lançaram o igualmente agradável The Express. Deixando um pouco de lado a discografia do grupo que ainda conta com o recém lançado 270 stories, suas musicas resgatam o que havia de melhor do  Motown, e é definido como um nu jazz, uma junção do soul, acid jazz e uma pitada de funk, não esse que vemos no Brasil, mas o bom e velho funk cantado por grandes nomes da musica como Marvin Gaye e James Brown, dessa fusão nasce um trabalho sólido e contemporâneo que você pode conferir logo abaixo.

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