A Fotografia subversiva do Coletivo Gorsad Kiev

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Antes da cantora MØ mostrar um lado oculto da juventude periférica ucraniana no clipe de Kamikaze, de uma forma bem estilizada, é claro, o Coletivo Gorsad Kiev, que nós também já falamos aqui, mostrava, a um bom tempo, um lado cru do ‘jardim urbano’, tradução literal de Gorsad, do que é ser jovem em Kiev. Com uma estética pautada nos preceitos do “faça você mesmo”, com elementos da cultura underground, o trio registra retratos subversivos dessa parcela da população vulnerável e oterside. As imagens contrastam com os incidentes devastadores que estão afligindo o país e muitas vezes apontam para a ambiguidade da sexualização desses jovens, mostrando uma geração positiva que não se abala com os conflitos bélicos da região.

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As contradições da adolescência na fotografia de Petra Collins

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Se você é daqueles que costuma folear revistas de moda, certamente já deve ter se deparado com alguma capa ou algum editorial da jovem fotógrafa canadense Petra Collins, que ostenta seus poucos vinte anos e muito talento. Ela já produziu material para Vogue, Vice, Garage, Rolling Stones e tantos outros. Fugindo da frivolidade, ela mantém um coletivo de artistas femininas intitulado TTheArdorous, onde junto com suas colegas busca o fim da ditadura ao corpo feminino (uma foto sua recentemente foi censurada no Instagram pela política de nudez do aplicativo), esse engajamento está presente também em seu trabalho, como em sua recente série The Teenage Gaze, onde explora com um olhar fresco a sexualidade e a identidade da juventude, mostrando toda a efervescência hormonal característica da puberdade, suas contradições e efemeridades em registros honestos.

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Conheça a websérie brasileira Leve-me pra sair

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Questões importantes e necessárias discutidas e mostradas com uma linguagem simples, clara e muito bem contextualizada, sem teorizações ou excessos de conceitos. O Coletivo Lumika apresenta mais um de seus admiráveis projetos, tendo como foco a sexualidade e a sua diversidade, debatida aqui de uma maneira ímpar e delicada. A websérie Leve-me pra sair, homônimo do documentário lançado em 2012, aborda as múltiplas faces da sexualidade humana, ambientadas no período de efervescência de sentimentos, desbravamentos e auto-conhecimento, ou seja, aquele momento transitório da adolescência para a vida adulta.

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A narrativa construída de forma muito dinâmica, que é dividida em pequenos 9 episódios, retrata uma noitada em uma festa, explorando os momentos desses jovens durante uma longa madrugada cheia de acontecimentos, trazendo através de uma trama envolvente questões como intolerância, machismo, formação da identidade e liberdade de expressão.


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A juventude hedonista nas fotografias de Zachary Ayotte

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Zachary Ayotte é mais um desses fotógrafos descobertos pelo Flickr e Tumblr que construiu sua carreira à partir dessas novas ferramentas virtuais. Nascido no Canadá, o jovem e talentoso já participou do Festival de Fotografia de Toronto, um importante evento que revela novos talentos no gênero – realizou ali uma de suas principais exposições em parceria com o Comitê de AIDS da cidade. Suas fotografias revelam a intimidade sem descartar sua individualidade, com foco no corpo, no sentimento e na vulnerabilidade humana, retrata o hedonismo da juventude de forma singela e emotiva, com uma sensualidade sublimar, em segundo plano. Uma narrativa construída com base na introspecção e na reconexão.

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Skater – A fotografia vibrante de Tania Innocenti

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Nascida em 1979 em Empoli, a italiana Tania Innocenti é mais uma dessas artistas com pouca informação pela web. Estudou Cinema na Universidade de Florença e por uma curiosidade pesquisou a língua e os sinais italianos, algo que também é presente em suas fotografias, sinais e linguagem fazem parte de seu repertório mesmo que de forma velada (ou não). O reflexo de seu estudo está presente nas feições humanas apresentada em seus retratos e na própria prática do skate, conhecido por estabelecer uma linguagem própria e singular.

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Flamboya – Um retrato da juventude africana por Viviane Sassen

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Nascida na Holanda, mas criada em sua infância no Quênia, a fotógrafa Viviane Sassem fez a si mesma um pequeno questionamento: “Como é ser jovem na África?” – em busca de respostas ela retornou às suas raízes e percorreu o continente, de norte a leste em países como Quênia, Uganda, Tanzânia e Zâmbia e o resultado foi a concepção do projeto ‘Flamboya’ referindo-se à árvore “Flamboyant”, que floresce em dezembro e respinga em toda a paisagem, com inúmeras flores profundas e vermelho-alaranjado. No entanto, talvez este nome constitui o único remanescente da concessão e referência a uma imagem exótica da África. Sassen lança um novo olhar sob a continente, desprovido de sentimentalismo, e que através de metáforas poéticas reconhece os desafios e as desvantagens de sua realidade complexa, desconstruindo os esteriótipos comuns de uma imagem que refere-se a guerras, pobreza e corrupção. Os registros da fotógrafa evidenciam a figura infanto-juvenil num contexto pós-colonial, de pluralidade étnica em meio a uma miscelânea cultural.

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Juventude crua por Ryan Kenny

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Ryan Thomas Kennedy começou a tirar fotos no fim de 2009, e já fotografou para uma série de revistas locais e internacionais, marcas de roupa e já exibiu seu trabalho em várias exposições. O charme das fotos de Ryan é o universo jovem e descontraído por trás do lo-fi, com garotas bonitas passeando em situações cotidianas ou no meio da natureza, em uma mistura de inocência, espontaneidade e sensualidade. O fotógrafo é cúmplice das cenas e de seus personagens, amigos e família, gerando um resultado convidativo que se assemelha a fotos antigas de jovens alegres e despreocupados, sem poses forçadas ou produções elaboradas. O registrado é o cru e o acessível, que atualmente quase nunca é mostrado por uma geração preocupada com as aparências.

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Ilustrações de Kris Knight na série Secrets are Things We Grow

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Kris Knight é uma pintora canadense, (já falamos dela aqui) cujo trabalho examina o desempenho em relação à construção, interpretação e os limites das identidades sexuais e assexuais. Desenho de histórias pessoais e escapismo rural através da imaginação são parte de seu enredo onde personagens desencantados se perdem entre a juventude e a idade adulta. Seus retratos míticos e ambíguas são uma síntese de fantasia e memória do mundo real. Em sua nova série ‘Secrets are Things We Grow’ ela transporta um pouco dessa essência, mesclando uma atmosfera melancólica com o enigma característico da juventude.
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