O hip hop cidadão do mundo de Akua Naru

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Ela nasceu em Connecticut, nos EUA, em uma família que veio de Gana, na África. Cresceu, viajou para África do Sul, deu umas bandas pela China e agora vive na Alemanha. Akua Naru, a menina de 35 anos, parece usar todas essas influências culturais em seu hip hop. Além disso, a moça não hesita em apreciar bons influenciadores como Fela Kuti e Lauryn Hill, desde os anos 90. Do mestre africano, tirou a criatividade para misturar instrumentos e a liberdade para brincar com ritmos. Da musa do R&B mundial, tem um pouco da voz, sensualidade e capacidade de encantar.

Dá pra enxergar nitidamente o jazz em suas músicas, como por exemplo, na canção Poetry: How Does It Feel Now?, com saxofone e baixo muito presentes. Em Take a Ride ela vai além: tem violino, violoncelo, um DJ, além dos habituais instrumentos de sopro, bateria e baixo, acompanhados por uma guitarrinha. É fácil conferir esse trabalho em seu segundo disco, o ao vivo “Live & Aflame Sessions” (2012).

Para este trabalho contou com mais oito músicos competentíssimos e com a mesma levada de pensamento dela. O resultado é deslumbrante, apenas. Dá pra reconhecer as raízes citadas sem muito esforço. Basta apreciar as canções.

O começo de tudo

“The Journey Aflaime”, seu primeiro trabalho lançado em 2011, 18 faixas permeiam a mistureba criativa de Akua. Em “Poetry: How Does It Feel”, por exemplo, uma pegada mais leve casa com uma voz doce, doce. Não a conhece ainda? Sem se preocupar: logo ela vai chegar pertinho de você de alguma forma. Basta conferir a lista de shows agendados pelo mundo em seu site oficial. Enquanto isso dá pra conferir e se apaixonar por ela em seus vídeos publicados no Youtube. Não dá pra negar: é um novo hip hop, para ouvidos sofisticados de amantes – e não amantes também.

Rico – A promessa da música eletrônica brasileira

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Nem parece brasileiro – essa é uma reação unânime pra quem ouve Rico pela primeira vez, talvez seja a nossa síndrome de vira-lata falando mais alto ou apenas a falta de uma referência sólida na produção nacional de música eletrônica. A verdade é que não temos uma tradição na música eletrônica, apesar de já termos revelado grandes nomes como Renato Ratier, Marky, Andy e mais recentemente Boss in Drama e Zegon.

O jovem produtor mineiro, Rico, chega pra virar esse jogo e desponta como uma promessa da nova safra de artistas dispostos a arriscar no campo da House. Envolvido com a música desde muito cedo, começou a produzir aos dezessete anos e tem na bagagem referências que vão de Julio Bashmore, Machinedrum à George Fitzgerald, muita coisa brasileira e principalmente a famosa house dos anos 90′. Sua música é elegante, envolvente, rica em referências, sofisticada e muito bem elaborada. Então dá o play e vem ouvir essa delícia com a gente!

Mixtape Verano III por Bê Alencastro

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O Verão já começou faz algum tempo, o calor deu uma trégua e até o horário especial que o acompanha aqui na terra tupiniquim já acabou, mas a verdade é que o verão é um estado de espírito e para celebrá-lo o nosso querido Bê Alencastro fez uma mixtape especialíssima para a já famosa seleção Verano, que chega na sua terceira edição, com músicas escolhidas a dedo. Então pega seu drink, se joga na piscina, na praia, arrasta o sofá, chama os amigos e vem curtir esse groove com a gente.

Mixtape Verano III by Bê Alencastro on Mixcloud

O indie pop escandinavo do trio NoNoNo

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Deve ser o frio a principal fonte de inspiração para as novas revelações suecas. Depressão? Não! As músicas são ótimas e algumas têm uma pegada bem alto-astral. O lance todo é que o processo de criação é mais aguçado na tristeza, não é mesmo? Se depender das comprovações recém-chegadas em forma de canções que grudam na mente, os profissionais estão certos. Afinal, o país escandinavo vêm produzindo sucessos que, na miúda – e com a ajuda da internet, conquistam os ouvidos mais ávidos por boa música. Um ótimo exemplo é o trio NoNoNo.

Formado pela dupla de produtores musicais Astma e Rocwell – que nos fizeram o favor de lançar a dupla também sueca e sucesso mundial, Icona Pop, e pela doce voz de Stina Wäppling, o trio faz um som meio assobiante-indie-pop, carregado de efeitos eletrônicos e uma bateria precisa e característica, que fica na cabeça.

Promissora

O NoNoNo meio que despontou ao lançar, ao final de 2012, o single “Like The Wind” em seu SoundCloud. Algumas pessoas ouviram, mostraram para outras, que mostraram para outras e, ao final, todos assobiavam a mesma melodia. Os sintetizadores acompanham o trio com a maior harmonia e fidelidade aos bons ouvidos. Mais ou menos no meio do ano passado o NoNoNo lançou o clipe de “Pumpin’ Blood” e agradou geral. Eles ainda não têm disco de estreia, mas quem precisa? A mesma “Pumpin’ Oremos!Blood” foi o mote da apresentação em meados do último outubro no programa de Jimmy Kimmel e encantou os EUA.

Aqui no Brasil, por enquanto, nos resta esperar que algum abençoado festival os traga para cá!

Texto – Rafaela Pietra

A sutileza do jazz/pop de Caro Emerald

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Para quem curte um pouquinho de jazz no final da tarde a sedutora pin-up Caro Emerald já é velha conhecida. Dona de uma voz delicada e um senso de humor memorável, Caro Emerald tem feito história no cenário do novo jazz com um toque pop, que mistura a bateria ritmada, o saxofone e o baixo a toques eletrônicos aqui e ali. Famosa pelo single “Back It Up”, presente em seu álbum de estreia Deleted Scenes from the Cutting Room Floor, a cantora holandesa ficou conhecida em 2010 e, desde então, não parou mais de nos surpreender.

Esmeralda Caroline van der Leeuw nasceu em Amsterdã e, além de cantora, é professora de canto e treinadora vocal do famoso programa X-Factor. Além disso, se envolve em milhares de projetos musicais, como o Les Elles, um conhecido grupo vocal harmônico de Amsterdã, e a orquestra Philharmonic Funk Foundation.

Texto Rafaela Pietra

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Primeira mixtape do ano! Para essa nossa primeira mixtape a gente resolveu mostrar um pouco do que foi 2013 e do que será 2014. O som tem “quê” soturno, com alguma influência minimalista, deep house e aquela pegada nigga que todo mundo ama. De ASTR fazendo um cover da classuda “Hold on, we’re going home” do Darke ao hypado Disclosure com o featuring do London Grammar, Nicolas Jaar e seu Darkside e Jay Z com “Tom Ford”. Em resumo: a melhor descrição você só poderá ter dando o play!

Pit$h by Raphael Maia on Mixcloud

Os 100 melhores álbuns de música brasileira em 2013

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Se você acha que a atual música brasileira não traz nada de novo e nada de qualidade, está erroneamente enganado(a), o projeto Melhores da Música Brasileira – uma iniciativa do blog Embrulhador, de autoria do jornalista Ed Félix, que já está em sua terceira edição, mostra o contrário – numa vasta e meticulosa pesquisa, o jornalista selecionou os 100 melhores lançamentos do ano de 2013, de grandes nomes a outros pouco conhecidos, a lista traz o melhor e o mais interessante do que é produzido na terrinha na atualidade. Na lista figuram nomes como Karol Conká, Emicida, Ruspo, Patrícia Bastos, Tiago Iorc, Clarice Falcão e mais um monte de gente bacana.

Para ver a lista completa e conhecer mais sobre o projeto, acesse.

A misteriosa mistura de jazz e efeitos eletrônicos de Ofei

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Pouco se sabe sobre o londrino que vem despertando a curiosidade de muitos, mas que prefere se manter nas sombras. O lançamento de dois singles incríveis, carregados de reverbs e que misturam as origens da tradicional música negra americana ao gospel e a elementos eletrônicos e modernos, chama a atenção para os talentos de Ofei, um produtor que se esconde sob um piano dramático e uma voz melancólica e impactante.

Os quatro singles de seu primeiro EP estão disponíveis para download e impressionam. Diretamente das jukebox de todo o mundo, as claras influências do jazz e soul em sua música nos envolvem, juntamente com sua melodia e letras arrebatadoras. Uma mistura de talento, inteligência e sonoridade.

A pré-venda do EP London, que da nome à primeira (e talvez principal) música do álbum já tem lançamento no próximo dia 10 e a versão física ainda promete uma faixa bônus, chamada “Risk”. Vale a pena ficar de olho nesse misterioso talento.

Texto Rafaela Pietra