O quadro Nighthawks de Edward Hopper e suas releituras

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Nighthawks  Edward Hopper

Dono de uma obra altamente original, Edward Hopper transmitiu através de suas pinturas, uma visão inquietante da vida moderna americana do XX, na qual enfatizou sobretudo a solidão e o isolamento do homem no ambiente urbano e registrou a experiência da realidade cotidiana, com sua trágica banalidade. Nighthawks (Notívagos, 1942) não é apenas seu quadro mais conhecido, como também é sua obra-prima, expressando com extrema sensibilidade a solidão e o isolamento da humanidade. No quadro, podemos perceber que suas já solitárias ruas ficam ainda mais solitárias à noite. E o espaço vazio, ainda mais inquietante quando preenchido pela escuridão. Os notívagos refugiam-se em um bar qualquer de Nova York. As mãos do casal quase se tocam, embora eles não se olhem e nem se falem, criando um efeito de estranho isolamento. A pintura foi feita em 1942, contudo poderia muito bem ser uma representação de nossa geração, no lugar de um bar teríamos um starbucks e o efeito de isolamento se daria pela desconexão humana causada pelo uso das redes sócias. Justamente por representar o crescente distanciamento humano é que a obra se mantém atual e ganha frequentes releituras, adaptações, reinterpretações, atualizações e paródias. Muitas delas fazem referência a cultura pop, se apropriando de figuras históricas, celebridades, filmes e desenhos. Enquanto outras assumem um ar mais irônico e as vezes politizado e se propõem a romper e perturbar com a inércia dos personagens originais.

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Coloridas ilustrações da arquitetura de Nova York

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O diretor de arte e ilustrador Holandês Remko Heemskerk, durante seu tempo morando em Nova York desde 2012, se inspirou para criar uma série de ilustrações que retrata alguns dos históricos bairros conhecidos da cidade pela arquitetura de seus prédios. Do Parque Avene, 5th Avenue, E10th Street, Tribeca, Lower East Side e Greenwich Village, as ilustrações apresentam traços retos de formas geométricas, com cores fortes e vibrantes, criados sobre a perspectiva de baixo pra cima.

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Ilustrações de monstrinhos causando pelas ruas de Nova York

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Ilustrações super fofas com monstrinhos, coloridos e super amigáveis, causando pelas ruas de Nova York, onde o desenho interage junto com o cenário da fotografia. O trabalho é do ilustrador Sadi Tekin, nascido em Istanbul e atualmente residente em Nova York. O artista trabalha com ilustrações para livros de criança, revistas e posters de filmes.

Sadi  começou a desenhar esses monstrinhos aleatoriamente, e as pessoas começaram a gostar deles. E então ele criou um perfil no Facebook e Instagram para compartilhar os desenhos, com atualizações quase diária. Ele usa o app ArtStudio no iPad para fazer as ilustrações, e aplica nas fotografias, onde a maioria são tiradas por ele mesmo, ou as vezes usa fotos de amigos. Sadi diz que sua intenção é fazer as pessoas rirem, e verem a Cidade de uma maneira diferente.

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Projeto fotográfico recria Nova York em meio ao Grand Canyon

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Depois de uma recente viagem para os Estados Unidos, o fotógrafo suíço, Gus Petro, ficou surpreendido com o contraste entre as metrópoles movimentadas como Nova York e a desolação do desabitado e silencioso clima árido do Grand Canyon e se inspirou para criar esta série excepcional de fotografias intitulado Merge. A série é uma combinação de imagens de dois projetos fotográficos anteriores Empety e Dense.

Através de manipulação digital e da fusão das duas outras séries, Petro cria uma nova paisagem americana reimaginada: onde Manhattan está localizado no Grand Canyon, uma megalópole reluzente, cheia de prédios e movimento em um pano de fundo árido e terroso, um encontro da possibilidade e da falta de recursos, numa perspectiva visual inusitada habilmente concebida e executada de modo a demonstrar uma integração perfeita.
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Um retrato dos ciclistas e suas bicicletas em Nova York

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#BikeNYC (sim, com a hashtag) é um projeto ainda em andamento, criado pelo fotógrafo nascido no Brooklyn Dmitry Gudkov, em que ele vai as ruas da cidade de Nova York capturar imagens de ciclistas.

Devido a falta de espaço para carros na cidade, a maioria dos novaiorquinos usam bicicletas para se locomover. E o perfil dos ciclistas é bem variado, desde policiais rondando, senhoras passeando, executivos indo ao trabalho, jovens se exercitando, etc. Cada um com suas bikes no estilo de seus perfis.

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Everybody Street – Documentário sobre a fotografia de rua de Nova York

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Divulgado recentemente o trailer do documentário Everybody Street, com direção da célebre cineasta e fotógrafa Cheryl Dunn. Onde apresenta os pioneiros e mestres da fotografia de rua que documentaram a cidade de Nova York. Registrando a vida urbana e subcultura de uma das cidades mais diversificadas do mundo. O doc apresenta fotógrafos notáveis de diferentes décadas, incluindo Bruce Davidson, Mary Ellen Mark, Jill Freedman, Jeff Mermelstein, Martha Cooper, entre outros. O filme ainda não tem data de lançamento, e está em fase de negociação para a distribuição.

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Acompanhe o Tumblr do documentário para saber mais informações de lançamento.

O incrível light painting em fotografias de Nova York dos anos 1970

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Eric Staller é um artista nova-iorquino que trabalha com luzes e fotografia. É considerado por muitos como o pai dos desenhos/grafites feitos com luz. De 1976 a 1980 o artista rodou as escuras ruas de NY com uma Nikon 35mm, luzes de natal e fogos de artifício, e fez incríveis fotografias utilizando a técnica do light paiting. O projeto tinha como objetivo celebrar a magnífica arquitetura da cidade. Muitos consideram que seus desenhos feitos de luz podem ser as primeiras fotografais de Light Art Performance criadas. Staller lançou um livro chamado Out of My Mind, no qual reúne seu trabalho e possibilita um olhar mais intimo em seu processo criativo.

Quando surgia o momento, eu colocava minha Nikon em um tripé e planejava a coreografia.

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