A cultura nórdica através da arte de Fredrik Söderberg

Fredrik Söderberg

Fredrik Söderberg

Fredrik Söderberg é um artista sueco que reside em Estocolmo e passou os últimos anos explorando a ligação da arte com o ocultismo em diversas tradições esotéricas. Religião, experiências religiosas e meditação são partes importante de seu trabalho artístico. O artista promove um resgate das tradições e dos cultos pagãos da cultura nórdica, por vezes também explora o sincretismo no simbolismo das mandalas budistas e tibetanas resultando numa arte viva, repleta de geometrismo e cheia de significados.

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O multiculturalismo na pintura de Amir H. Fallah

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O multiculturalismo é uma das premissas da contemporaneidade, fruto da globalização e do hibridismo cultural e de outros fatores complexos de nossa sociedade. É também, uma das características mais marcantes no trabalho do artista iraniano de Teerã, Amir H. Fallah, sua prática artística abrange pintura, desenho e escultura – todos unidos sob a égide do lúdico e de cores vivas. Seus trabalhos abordam tópicos idiossincráticos, tendo como influência a narrativa pessoal, história da arte e suas experiências imaginárias, numa mistura interessantíssima que contempla a cultura oriental dos povos islâmicos com traços ocidentais da cultura pop.

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A arte peculiar de Zeren Badar

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O fotógrafo autodidata Zeren Badar explora fotografia e pintura, desenho e colagem em um trabalho peculiar e surpreendente, em seu projeto Accident Series, o qual é fortemente influenciado pela estética do dadaísmo e neo-dadaísmo, o artista explora a combinação da fotografia, pintura, criando colagens tridimensionais com objetos encontrados, alimentos e pinturas antigas. Faz o uso bastante inteligente de sombras fortes, camadas e efeitos dobráveis ​​para dar uma sensação tridimensional no trabalho final. Usando justaposições inesperadas de objetos, tenta criar ambiguidades para chamar a atenção de seus espectadores para as suas fotografias.

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O quadro Nighthawks de Edward Hopper e suas releituras

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Dono de uma obra altamente original, Edward Hopper transmitiu através de suas pinturas, uma visão inquietante da vida moderna americana do XX, na qual enfatizou sobretudo a solidão e o isolamento do homem no ambiente urbano e registrou a experiência da realidade cotidiana, com sua trágica banalidade. Nighthawks (Notívagos, 1942) não é apenas seu quadro mais conhecido, como também é sua obra-prima, expressando com extrema sensibilidade a solidão e o isolamento da humanidade. No quadro, podemos perceber que suas já solitárias ruas ficam ainda mais solitárias à noite. E o espaço vazio, ainda mais inquietante quando preenchido pela escuridão. Os notívagos refugiam-se em um bar qualquer de Nova York. As mãos do casal quase se tocam, embora eles não se olhem e nem se falem, criando um efeito de estranho isolamento. A pintura foi feita em 1942, contudo poderia muito bem ser uma representação de nossa geração, no lugar de um bar teríamos um starbucks e o efeito de isolamento se daria pela desconexão humana causada pelo uso das redes sócias. Justamente por representar o crescente distanciamento humano é que a obra se mantém atual e ganha frequentes releituras, adaptações, reinterpretações, atualizações e paródias. Muitas delas fazem referência a cultura pop, se apropriando de figuras históricas, celebridades, filmes e desenhos. Enquanto outras assumem um ar mais irônico e as vezes politizado e se propõem a romper e perturbar com a inércia dos personagens originais.

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Pinturas de ambientes urbanos por Jessica Hess

Jessica Hess

Jessica Hess

Conhecida por registrar através de fotografias cenários urbanos que contém elementos do grafite e de arte urbana e posteriormente transformá-los em pinturas realistas feitas com tinta óleo sobre tela e ultimamente guache sobre papel, Jessica Hess apresenta então um trabalho sensível e cosmopolita que representa bem o espírito da desmarginalização a arte de rua transpondo-a por meio de um olhar atento em outras modalidades de arte. No vídeo abaixo intitulado Fade & Finish, que também dá o nome de sua última exposição, a artista mostra suas tendências artísticas, recursos visuais e a sua própria filosofia na composição de seu trabalho.

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Revisitando o barroco por Roberto Ferri

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Talvez o Barroco seja a escola artística que mais possua admiradores e entusiastas mundo à fora, pelo menos é o que pode-se deduzir pelo grande número de artistas emergentes que utilizam da técnica e da estética ao revisitar o estilo para criar algo novo. O pintor e artista italiano Roberto Ferri é um dos principais expoentes dessa geração, fortemente influenciado por pintores como Caravaggio, Valentin de Boulogne e outros, ele trabalha com temas delicados como religião, ritual e sexualidade, sempre com um toque mítico, permeando entre a ternura e a ira, sem deixar de lado o característico drama que um bom e velho barroco deve possuir.

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A fotopintura de Laura Lucia Sanz

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Cenas da intimidade de um casal são registradas fotograficamente e logo se misturam à tinta, assim nasce o trabalho de Laura Lucia Sanz. Natural de Bogotá, a artista que hoje reside em Nova York utiliza a pouco lembrada técnica da fotopintura (que no Brasil tem como expoente os trabalhos de Mestre Júlio) modificando esteticamente fotos de sua vida privada com a inserção de pinceladas carregadas. A massa rosa que vai afogando os amantes é composta por variações de luminosidade, delimita membros e vai se misturando. Os rostos perdem sua identidade em busca de alívio físico pertinente à lembrança. A série se constrói como um jogo de despersonificação estabelecendo a universalidade dos corpos, recurso presente em diversas obras como nos soldados de “Os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808″ de Goya. Subtraindo informações, o trabalho orbita para a formação de lacunas, abrindo espaço para outras reações sensoriais. Nomes são excluídos, pele e carne. A memória em meia fase quer doer menos.

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A abstrata pintura líquida de Pery Burge

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Pery Burge

A britânica Pery Burge foi, antes de qualquer coisa, uma curiosa, falecida em fevereiro desse ano, a artista que abandonou os pincéis para se dedicar a uma arte mais explorativa e experimental que envolve água, diversos tipos de tintas e fotografia, teve um pé nas artes e outro na ciência, a britânica examinou os padrões de dispersão da tinta na água, fotografando em seqüência as espirais que se formam no processo. Ela então tomou nota de como várias cores se comportam quando usadas em conjunto, os tipos de formas poliédricas que podem resultar, as estruturas internas e o efeito das velocidades dos fluxos de tinta que nada mais são do que imagens que refletem fenômenos naturais. Mas nenhuma dessas abstrações afeta a simplicidade de seu método de criação ou os incríveis resultados dele. Confira:

Pery Burge

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