O quadro Nighthawks de Edward Hopper e suas releituras

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Nighthawks  Edward Hopper

Dono de uma obra altamente original, Edward Hopper transmitiu através de suas pinturas, uma visão inquietante da vida moderna americana do XX, na qual enfatizou sobretudo a solidão e o isolamento do homem no ambiente urbano e registrou a experiência da realidade cotidiana, com sua trágica banalidade. Nighthawks (Notívagos, 1942) não é apenas seu quadro mais conhecido, como também é sua obra-prima, expressando com extrema sensibilidade a solidão e o isolamento da humanidade. No quadro, podemos perceber que suas já solitárias ruas ficam ainda mais solitárias à noite. E o espaço vazio, ainda mais inquietante quando preenchido pela escuridão. Os notívagos refugiam-se em um bar qualquer de Nova York. As mãos do casal quase se tocam, embora eles não se olhem e nem se falem, criando um efeito de estranho isolamento. A pintura foi feita em 1942, contudo poderia muito bem ser uma representação de nossa geração, no lugar de um bar teríamos um starbucks e o efeito de isolamento se daria pela desconexão humana causada pelo uso das redes sócias. Justamente por representar o crescente distanciamento humano é que a obra se mantém atual e ganha frequentes releituras, adaptações, reinterpretações, atualizações e paródias. Muitas delas fazem referência a cultura pop, se apropriando de figuras históricas, celebridades, filmes e desenhos. Enquanto outras assumem um ar mais irônico e as vezes politizado e se propõem a romper e perturbar com a inércia dos personagens originais.

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Releituras da Virgem Maria por Soasig Chamaillard

A artista francesa Soasig Chamaillard criou uma série de releituras da imagem sagrada da Virgem Maria, de uma forma bem ousada, que nem de longe lembram o elevado mundo religioso. Barbie, astronauta, mulher grávida, super-heroína e gay friendly foram algumas delas. “Através da imagem da Virgem Santa, falo principalmente das mulheres da sociedade contemporânea”, afirma a artista.

Chamaillard ressalta que seu objetivo não é ofender o público católico, mas explorar objetos icônicos para entender melhor o mudo que a rodeia. Sacrilégio para alguns, benção para outros.

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