O quadro Nighthawks de Edward Hopper e suas releituras

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Nighthawks  Edward Hopper

Dono de uma obra altamente original, Edward Hopper transmitiu através de suas pinturas, uma visão inquietante da vida moderna americana do XX, na qual enfatizou sobretudo a solidão e o isolamento do homem no ambiente urbano e registrou a experiência da realidade cotidiana, com sua trágica banalidade. Nighthawks (Notívagos, 1942) não é apenas seu quadro mais conhecido, como também é sua obra-prima, expressando com extrema sensibilidade a solidão e o isolamento da humanidade. No quadro, podemos perceber que suas já solitárias ruas ficam ainda mais solitárias à noite. E o espaço vazio, ainda mais inquietante quando preenchido pela escuridão. Os notívagos refugiam-se em um bar qualquer de Nova York. As mãos do casal quase se tocam, embora eles não se olhem e nem se falem, criando um efeito de estranho isolamento. A pintura foi feita em 1942, contudo poderia muito bem ser uma representação de nossa geração, no lugar de um bar teríamos um starbucks e o efeito de isolamento se daria pela desconexão humana causada pelo uso das redes sócias. Justamente por representar o crescente distanciamento humano é que a obra se mantém atual e ganha frequentes releituras, adaptações, reinterpretações, atualizações e paródias. Muitas delas fazem referência a cultura pop, se apropriando de figuras históricas, celebridades, filmes e desenhos. Enquanto outras assumem um ar mais irônico e as vezes politizado e se propõem a romper e perturbar com a inércia dos personagens originais.

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Sangduck Kim e a privacidade imaginada

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Um lugar privado, livre dos olhares alheios, onde frequentemente lidamos com a nossa própria nudez e auto-imagem. Interessado na pecualiaridade e nas reflexões humanas que surgem em um local tão comum como os banheiros, o sul coreano Sangduck Kim criou a série “Bathrooms“, que vem sendo produzida desde 2009. Levando em conta a diferença entre o convívio social e os momentos de completo isolamento, Kim imagina em suas pinturas as diferentes reações e sentimentos das pessoas em sua privacidade.

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Suavidade e profundidade de sentimentos por Angelica Alzona

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Angelica Alzona é uma ilustradora recém-formada no RISD (Rhode Island School of Design) e reside atualmente no Brooklyn. A textura de seu trabalho lembra tintas suaves, trazendo delicadeza, suavidade e um certo mistério aos desenhos. Angelica retrata seus personagens imersos em sentimentos como a solidão, o amor e a reflexão.

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A solidão nas fotografias de Vanni Jung Ståhle

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Pouco, ou quase nada se sabe sobre Vanni Jung Ståhle, suas fotografias circulam pelo Flickr e Tumblr faz algum tempo, no entanto, sem nenhuma informação adicional. A jovem sueca retrata a sensibilidade da solidão, evidenciada em retratos que expressam ora o melancolismo, ora a serenidade, com o auxílio de uma paisagem gélida e monocromática que permeiam entre o claro e o escuro, a artista consegue transpor um despertar de sensações: múltiplas, emoção, compaixão e empatia.

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Edward Hopper e o retrato subjetivo da solidão humana

Edward Hopper, artista americano, retratou com muita realidade a solidão do homem fragmentado e afetado pelo capitalismo do início do século XX. A solidão, o vazio e a perda de sentido do novo homem urbano aparecem aprisionados no tempo pelo pincel de Hopper. Ele foi um artista realista, sempre se preocupando em retratar fielmente uma cena, e é isso que podemos encontrar em seu trabalho, uma cena. Um momento aprisionado em suas telas, sem diálogo ou movimento, um momento solitário e cheio de sentido.

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