Rico – A promessa da música eletrônica brasileira

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Nem parece brasileiro – essa é uma reação unânime pra quem ouve Rico pela primeira vez, talvez seja a nossa síndrome de vira-lata falando mais alto ou apenas a falta de uma referência sólida na produção nacional de música eletrônica. A verdade é que não temos uma tradição na música eletrônica, apesar de já termos revelado grandes nomes como Renato Ratier, Marky, Andy e mais recentemente Boss in Drama e Zegon.

O jovem produtor mineiro, Rico, chega pra virar esse jogo e desponta como uma promessa da nova safra de artistas dispostos a arriscar no campo da House. Envolvido com a música desde muito cedo, começou a produzir aos dezessete anos e tem na bagagem referências que vão de Julio Bashmore, Machinedrum à George Fitzgerald, muita coisa brasileira e principalmente a famosa house dos anos 90′. Sua música é elegante, envolvente, rica em referências, sofisticada e muito bem elaborada. Então dá o play e vem ouvir essa delícia com a gente!

O verão romântico na coleção ‘Planta na Varanda’ da Cycleland

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A marca Cycleland, formada pela designer de moda Naly Cabral e pelo designer gráfico Rafael Afonso (que nós já falamos aqui) retorna a nossa página para apresentar sua nova coleção cápsula ‘Planta na Varanda‘, uma coleção que preza pela simplicidade, conforto e pela elegância, características que remetem a uma leitura literal do nome da coleção. Planta na Varanda simboliza isso, um conceito simples e bem executado, com o uso dos já característicos tecidos naturais e inteligentes que a marca agrega.

A marca tem em seu DNA uma forte aproximação com um movimento crescente no Brasil no uso da bicicletas no cotidiano, até como forma de inspiração, e essa consciência e liberdade refletem também na maneira com que as coleções são criadas. As coleções em formato cápsulas, que por sinal crescem vertiginosamente no cenário do mercado de moda, propiciam essa aproximação com o consumidor, que acaba se sentindo pertencente à temática elaborada pela dupla. No caso de Planta na Varanda é esse o sentimento despertado, uma essência extremamente cosmopolita combinado com um toque desacelerado, simples e aconchegante, típicos do interior do país. Chic, romântico e consciente.

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O indie pop escandinavo do trio NoNoNo

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Deve ser o frio a principal fonte de inspiração para as novas revelações suecas. Depressão? Não! As músicas são ótimas e algumas têm uma pegada bem alto-astral. O lance todo é que o processo de criação é mais aguçado na tristeza, não é mesmo? Se depender das comprovações recém-chegadas em forma de canções que grudam na mente, os profissionais estão certos. Afinal, o país escandinavo vêm produzindo sucessos que, na miúda – e com a ajuda da internet, conquistam os ouvidos mais ávidos por boa música. Um ótimo exemplo é o trio NoNoNo.

Formado pela dupla de produtores musicais Astma e Rocwell – que nos fizeram o favor de lançar a dupla também sueca e sucesso mundial, Icona Pop, e pela doce voz de Stina Wäppling, o trio faz um som meio assobiante-indie-pop, carregado de efeitos eletrônicos e uma bateria precisa e característica, que fica na cabeça.

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O NoNoNo meio que despontou ao lançar, ao final de 2012, o single “Like The Wind” em seu SoundCloud. Algumas pessoas ouviram, mostraram para outras, que mostraram para outras e, ao final, todos assobiavam a mesma melodia. Os sintetizadores acompanham o trio com a maior harmonia e fidelidade aos bons ouvidos. Mais ou menos no meio do ano passado o NoNoNo lançou o clipe de “Pumpin’ Blood” e agradou geral. Eles ainda não têm disco de estreia, mas quem precisa? A mesma “Pumpin’ Oremos!Blood” foi o mote da apresentação em meados do último outubro no programa de Jimmy Kimmel e encantou os EUA.

Aqui no Brasil, por enquanto, nos resta esperar que algum abençoado festival os traga para cá!

Texto – Rafaela Pietra

Christopher Lee Sauvé e a cultura pop do Mad Maus

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Você certamente já viu ou ouviu falar no trabalho do designer canadense Christopher Lee Sauvé. Residente em Nova York, Sauvé faz uma verdadeira imersão na cultura pop, utilizando do conceito da pop art do mestre Andy Warhol e até uma pitadinha de Nick Hornby – conhecido por realizar com maestria a interseção da cultura pop em seu trabalho – algo que o artista consegue e muito bem, em Mad Maus, mistura moda, música e a cultura da idolatria, usando de seu humor sagaz ao inserir orelhas de Mickey Mouse em figuras icônicas, resultando em um visual gráfico forte, simples e objetivo. As ilustrações são criadas para reproduzir o olhar de um logotipo, simples, gráfico, ainda sim reconhecível e brincalhão, como o pop deve ser.

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O kit vingança para ex-namorados

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Não tá fácil pra ninguém. E não está mesmo! Pensando nisso, a grife australiana de bolsas de design Her Royal Flyness criou um kit em edição limitadíssima, o Ex-boyfriend Reveng kit é vendido pela bagatela de pouco menos de $2.000,00 dólares e consiste em uma série de acessórios divertidos e originais para as mulheres mais rancorosas e vingativas, ou apenas precavidas. Tem de mini pé-de-cabra à máscara e soco inglês em versões color blocking e claro, assinadas por designer.

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A África urbana e contemporânea da Okan Benin

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Fotos Paulo Peixoto

Você deve ter lido no BLCKDMNDS aqui, aqui e aqui e percebido que existe uma parcela de artistas e jornalistas que somam esforços para desestigmatizar a imagem de uma África pós-colonial miserável e repleta de esteriótipos que rondam o senso comum. A Okan Benin é mais um desses exemplos, que nasce primeiramente com a proposta de styling, quando Tania Sidokpohou, uma das proprietárias fundadoras da marca resolveu abrir o baú de sua família com vestes típicas de Benin, com o intuito de dar um novo significado aos trajes. Benin, por sua vez, é uma das regiões mais significativas na história da arte e produção artística do continente, com um traço forte e marcante pautado nas pinturas parietais e em esculturas de marfim, que também acabam por refletir na indumentária – carregada de cores vibrantes, variedade de formas geométricas e motivos que remetem a religião e credos locais.

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Em abriu de 2012, Ligia Meneghel, uma das sócias proprietárias, propôs um projeto para o Ministério da Cultura para pesquisa e formação em arte têxtil tradicional africana. Com apoio do Minc passou 2 meses no Senegal aprendendo técnicas de estamparia e garimpando tecidos e adornos que hoje completam o acervo da marca.

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Produzidas atualmente no Brasil, as roupas possuem modelagem e corte atual com tecidos tradicionais africanos. O objetivo é popularizar as estampas africanas em roupas fáceis – ser étnico sem obrigatoriamente ser folclórico e divulgar a estética africana através da moda. Em 2013 a marca participou do III SP ECOERA, um evento dedicado a promover e divulgar marcas e projetos sustentáveis, onde a OKAN mostrou seus tecidos africanos tingidos artesanalmente com peças tradicionais diretamente de Benin com um toque contemporâneo e urbano. A marca se destaca pela originalidade, mantendo o respeito pela tradição e inovando na forma de seu uso, traz ainda um vasto universo de cores, padronagens e estampas que encantam visualmente. Em tempos de fast-fashion a Okan nasce como uma excelente alternativa e timidamente conquista seu espaço dentro da moda brasileira, promovendo o resgate dessa, que também é, parte de nossa cultura.

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A misteriosa mistura de jazz e efeitos eletrônicos de Ofei

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Pouco se sabe sobre o londrino que vem despertando a curiosidade de muitos, mas que prefere se manter nas sombras. O lançamento de dois singles incríveis, carregados de reverbs e que misturam as origens da tradicional música negra americana ao gospel e a elementos eletrônicos e modernos, chama a atenção para os talentos de Ofei, um produtor que se esconde sob um piano dramático e uma voz melancólica e impactante.

Os quatro singles de seu primeiro EP estão disponíveis para download e impressionam. Diretamente das jukebox de todo o mundo, as claras influências do jazz e soul em sua música nos envolvem, juntamente com sua melodia e letras arrebatadoras. Uma mistura de talento, inteligência e sonoridade.

A pré-venda do EP London, que da nome à primeira (e talvez principal) música do álbum já tem lançamento no próximo dia 10 e a versão física ainda promete uma faixa bônus, chamada “Risk”. Vale a pena ficar de olho nesse misterioso talento.

Texto Rafaela Pietra

FashionHunt: Painted Jacket

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Jaquetas customizadas não são nenhuma novidade, tiveram seu apogeu nos anos 70′ com os punks e sua filosofia do do-it-yorself, passaram pelo grunge e recentemente foram revisitadas e resgatadas por bandas garage como SSION e Hunx and His Punx, ambas provenientes da mesma cena riot queer. Começaram a pipocar em blogs de street style e foram apostas de designers independentes do Brooklyn e do Soho, vale tudo, a banda teen da sua adolescência, motivos florais, Pollock, gatinhos, unicórnios e o que der na telha, só precisa ter muita personalidade pra sustentar o dress code e não esquecer do deboche e da auto-ironia pra não cair no kitsch.

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