O Instrumental mágico de Nancy Leticia

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Sabe aquela batida que consegue fazer com que você se desligue do real e esqueça a ansiedade por um breve momento? É assim que dá para descrever o trabalho da canadense Nancy Leticia, compositora e produtora musical. Seu instrumental melancólico e com referências que vão desde computadores, mídias sociais e tudo que molda o comportamento das pessoas nos tempos atuais dentro do digital, consegue fazer com que suas produções sensíveis te façam sentir dentro de um mundo cheio de My Little Ponys.

Nancy faz parte do time da Noise Collector, que une diferentes produtores musicais, que trabalham em cima de criações de novos sons que evoquem sensações similares a emoções, sentimentos e memórias. Com dois EP’s lançados, Perma*Smile (2013) e Love Dream (2015), a última coisa que você deve esperar é escutar algum de seus trabalhos experimentais nas rádios, “Agora o meu único objetivo é fazer música, e fazer da maneira que quero e gosto. Sinto-me mais inspirada assim. Sinto que se eu quisesse ganhar dinheiro em cima da minha música, então a produção dela se tornaria sobre isso, em outros casos, se tornaria um trabalho”.

No seu último EP, Love Dream, Nancy consegue fazer com que cada composição transmita uma sensação sexy e cheia de nostalgia, dentro de uma estética vaporwave, seja na faixa dreamy de “Bitches” ou na obscura “I Like Your Fake Rose Tattoo”.

Sem previsões de um novo EP, sua conta no Soundclound é constantemente atualizada com alguma nova produção que cada vez mais provocam sensações que nenhuma placa de vídeo consegue.

A arte marginal de Lauren Poor

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Oriunda do celeiro criativo de Nova York no Brooklyn, Lauren Poor é uma estudante de fotografia interessada em temas como: aparência física, sociedade americana, cultura visual, arte marginal e ambientes visionários. Também dedicou parte de seu tempo em escrever para o blog feminista Rookie.com. Em seus mais recentes trabalhos, usa da imagens e efeitos visuais na sociedade americana (e outras sociedades) e como essas afetam o estilo de vida das pessoas que vivem dentro delas. Sua obra mistura diferentes técnicas e abordagens como stickers, colagens, fotografia e instalações, sempre norteada por uma atmosfera underground, que remete muito a estética punk, grunge e ao kitsch.

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Face, walk, hands: Paris is Burning e a cena ballroom

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O mundo inteiro é um palco
E todos os homens e mulheres não passam de meros atores
Eles entram e saem de cena
E cada um no seu tempo representa diversos papéis

De representação à contratos, são várias as teorias que tentam explicar ou lançar uma luz sobre o porque o homem vive em sociedade. Sem acesso à dados mais antigos, cientistas sociais usam pequenas comunidades, tribos ou organizações e suas idiossincrasias para entender melhor os motivos que levam tais pessoas a se juntarem por um objetivo comum. Limites econômicos, geográficos, políticos e culturais são alguns desses fatores, e a partir do choque entre idéias, as concepções de cultura e contra-cultura são postas em jogo. Um filme dos anos 90, pouco conhecido mas bastante cultuado, registra o momento de ouro de uma forte expressão cultural que se tem como perdida, mas que na verdade encontra-se em pleno processo de revigoramento: Paris Is Burning e a cultura do ballroom.

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