#OCUPEESTELITA

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O desejo de uma cidade acolhedora e pensada em seus habitantes tem mobilizado o Recife e chamado a atenção da mídia nacional e internacional e despertado o desejo de uma cidade melhor em muitos brasileiros. No ultimo dia 21 de maio deste mesmo ano O consórcio ‘Novo Recife‘ formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão, G.L. Empreendimentos e Ara Empreendimentos iniciou, na calada da noite, a demolição dos armazéns que ficam dentro do terreno de 100 mil m² à margem do rio Capibaribe, no bairro histórico de São José, centro do Recife. A demolição foi embargada pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) porque os galpões estão no perímetro do sítio histórico.
A ocupação completou no último dia 04 (quatro) de junho, quarta-feira, duas semanas e já conta com uma população fixa de aproximadamente 100 ocupantes que se dividem em tarefas e responsabilidades para manutenção e melhoria do local e condições de convívio.
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A ação de demolição dos galpões de açúcar abandonados seria para a construção de 12 torres com 40 andares que fazem parte de um projeto com custo calculado em R$ 800 (oitocentos) milhões de reais (8 torres residenciais, 2 empresariais e 2 flats) formando assim uma ilha de luxo às margens do Capibaribe.
A área do Cais José Estelita pertencia a RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A) e foi arrematada em 2008, em leilão, por R$ 55 milhões, pelo consórcio ‘Novo Recife’, leilão este que é objeto de cinco ações judiciais que questionam sua legalidade.
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Em 2012, motivados pelo grupo Direitos Urbanos (DU), estudantes, professores, arquitetos, artista, músicos e cidadãos como um todo, se uniram e começaram a ocupar a área externa do cais promovendo atividades lúdicas. Hoje, esta área passa por um transformação financiada por empreiteiras, onde terras que eram públicas estão sendo privatizadas de maneira fragmentada.
O movimento Ocupe Estelita contesta a legalidade do leilão e denuncia a ausência de estudos de impacto e, principalmente, reivindica espaços públicos de diálogo.
Diferente do que se pensa em ocupação quando ouvimos esta palavra o #ocupeestelita promove atividades culturais, shows, oficinas, workshops, aulas públicas, entre outras atividades para assim chamar a atenção dos recifenses, pernambucanos e brasileiros. No ultimo domingo, dia 01 (um) de junho, foram recebidas cerca de 10 (dez) mil pessoas no espaço.
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Na ultima terça-feira a Prefeitura da Cidade do Recife suspendeu o alvará de demolição dos galpões do cais. Isso aconteceu durante uma reunião convocada pelo prefeito Geraldo Júlio com reitores das principais universidades do Estado, com o Conselhor de Arquitertura e Urbanismo, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Regional de Engenharia e Arquiterura, e com integrantes do Movimento #OcupeEstelita e do grupo Direitos Urbanos (DU). Embora a suspensão do alvará seja uma vitória parcial, o empenho dos movimentos e das diversas instituições contrárias ao Projeto Novo Recife é a anulação do processo administrativo que o aprovou. A base jurídica é o Artigo 196 da Lei de Edificações (Lei Municipal Nº. 16.292), que estabelece que o “projeto poderá ser cancelado, ainda, a juízo da Comissão de Controle Urbanístico – CCU, quando for constatado engano na sua aprovação, por parte do Município. Parágrafo único. Ocorrida à hipótese prevista neste artigo, correrá por conta do Município a responsabilidade pelo cancelamento do projeto, na forma da legislação pertinente”.
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O movimento, que surgiu nas redes sociais por falta de apoio da mídia local que vangloria o projeto “Novo Recife” recebeu apoio de nomes importantes da mídia nacional como a revista Carta Capital, o jornal Folha de São Paulo, e a rede de televisão estrangeira Aljazeera.
Nas redes sociais vem crescendo cada vez mais o apoio de artistas ao movimento #OcupeEstelita. Entre os nomes que já divulgaram foto segurando cartazes onde se lê a inscrição #ocupeestelita, estão os cantores Ney Matogrosso, Jorge Du Peixe, Marcelo Jeneci, Karina Buhr, Silvério Pessoa, Fernanda Takai, Lirinha, Dj Dolores, Jards Macalé, Alceu Valença, Otto, Siba, o pianista Vitor Araújo. Os atores Letícia Sabatella, Alessandra Negrini, Johnny Hooker, Jesuíta Barbosa, Irandhir Santos, Clarice Falcão, Leandra Leal, Patrícia Pillar, o diretor de cinema Cláudio Assis, o estilista Dudu Bertholini e o movimento #parqueaugusta.

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RPHL

Raphael Maia – 26 anos, recifense, designer gráfico e apaixonado por música, cinema e artes visuais.

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